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Águas de Manaus é multada em R$ 80 mil por falta de resposta sobre estações de esgoto

A Águas de Manaus foi multada em R$ 80 mil por não atender à notificação do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), que solicitava informações detalhadas sobre a gestão das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) sob responsabilidade da concessionária. A medida foi formalizada nesta terça-feira (14/10), após o fim do prazo de sete dias para resposta.

A notificação pedia que a empresa informasse ao Ipaam a lista completa de empreendimentos atendidos, a gestão dos contratos firmados para tratamento de esgoto e os dias e horários de manutenção realizados nas ETEs. Essas informações são essenciais para garantir transparência, planejamento e eficiência nas ações de fiscalização ambiental.

O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, ressaltou que a exigência dessas informações faz parte de um esforço contínuo de fiscalização e controle ambiental.“A gestão adequada do esgoto é uma questão de saúde pública e de proteção ao meio ambiente. Sem informações claras e atualizadas, fica comprometida a capacidade de planejar ações de fiscalização e de assegurar que os empreendimentos estejam cumprindo suas obrigações legais. O Ipaam vai continuar atuando com firmeza para que seja cumprida a legislação ambiental”, afirmou.


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De acordo com o gerente de Recursos Hídricos (GERH) do Ipaam, Daniel Nava, o não fornecimento dos dados compromete o monitoramento dos sistemas de esgotamento sanitário e evidencia a necessidade de maior transparência por parte da concessionária.“Apenas 14% da população da Amazônia tem acesso a esgoto tratado, segundo dados do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Em Manaus, há um esforço em curso para recuperar esse passivo histórico, e isso precisa estar constantemente acompanhado pelos órgãos de controle”, destacou Nava.

O gerente acrescentou que o Ipaam, por meio dos seus licenciamentos, atua para oferecer governança institucional e permitir que as obras ocorram de forma regular, mas reforçou que é fundamental que as empresas repassem as informações solicitadas dentro dos prazos legais. Segundo ele, quando as respostas não são apresentadas, notificações e multas cumprem também um papel educativo, ao chamar a atenção para a importância do controle ambiental e do cumprimento das obrigações legais.

Novo prazo 

A empresa tem dez dias, contados a partir da ciência da penalidade, para apresentar defesa administrativa. A multa foi aplicada com base no Decreto Estadual n.º 5.135/2025, Artigo 101, que estabelece sanções pelo descumprimento de solicitações e determinações do órgão ambiental, incluindo a omissão ou a recusa em fornecer informações necessárias para fins de fiscalização e controle ambiental, e está sujeita às demais medidas legais cabíveis.

O Ipaam reforça que segue atuando de forma contínua para fiscalizar atividades potencialmente poluidoras e controlar sistemas de saneamento, com foco na proteção dos recursos naturais e na qualidade de vida da população amazonense.

Águas de Manaus se manifesta

Em nota, a Águas de Manaus informou que, até o momento, não foi notificada nem teve acesso à íntegra do pedido do Ipaam, mas que apresentará todos os esclarecimentos necessários.

Confira a nota na íntegra;

A Águas de Manaus informa que, até o momento, não foi notificada nem teve acesso à íntegra do pedido do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). Após tomar ciência, a empresa se manifestará e apresentará todos os esclarecimentos necessários dentro do prazo estabelecido.

A concessionária reafirma seu compromisso com a transparência, a atuação em conformidade com a legislação vigente e a colaboração com os órgãos de controle e fiscalização.

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A Águas de Manaus foi multada em R$ 80 mil por não atender à notificação do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), que solicitava informações detalhadas sobre a gestão das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) sob responsabilidade da concessionária. A medida foi formalizada nesta terça-feira (14/10), após o fim do prazo de sete dias para resposta.

A notificação pedia que a empresa informasse ao Ipaam a lista completa de empreendimentos atendidos, a gestão dos contratos firmados para tratamento de esgoto e os dias e horários de manutenção realizados nas ETEs. Essas informações são essenciais para garantir transparência, planejamento e eficiência nas ações de fiscalização ambiental.

O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, ressaltou que a exigência dessas informações faz parte de um esforço contínuo de fiscalização e controle ambiental.“A gestão adequada do esgoto é uma questão de saúde pública e de proteção ao meio ambiente. Sem informações claras e atualizadas, fica comprometida a capacidade de planejar ações de fiscalização e de assegurar que os empreendimentos estejam cumprindo suas obrigações legais. O Ipaam vai continuar atuando com firmeza para que seja cumprida a legislação ambiental”, afirmou.


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O gerente acrescentou que o Ipaam, por meio dos seus licenciamentos, atua para oferecer governança institucional e permitir que as obras ocorram de forma regular, mas reforçou que é fundamental que as empresas repassem as informações solicitadas dentro dos prazos legais. Segundo ele, quando as respostas não são apresentadas, notificações e multas cumprem também um papel educativo, ao chamar a atenção para a importância do controle ambiental e do cumprimento das obrigações legais.

Novo prazo 

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Confira a nota na íntegra;

A Águas de Manaus informa que, até o momento, não foi notificada nem teve acesso à íntegra do pedido do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). Após tomar ciência, a empresa se manifestará e apresentará todos os esclarecimentos necessários dentro do prazo estabelecido.

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