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Assassino de mulher trans, PM responderá em liberdade em Manaus

O policial militar Jeremias Costa da Silva, condenado a 10 anos por matar a trans Manuella Otto, responderá pelo crime em liberdade, conforme decisão da juíza Danielle Monteiro Fernandes Augusto, da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus.

“Verifico que o réu respondeu ao processo em liberdade, não havendo informações desabonadoras e contemporâneas que justifiquem a decretação da prisão preventiva. Destaco ainda que o representante do Ministério Público não requereu a prisão do condenado. Por tais razões, mantenho-o nessa condição, ao passo que concedo-lhe o direito de recorrer em liberdade”, diz trecho da decisão.

Além da condenação, a magistrada também determinou a perda do cargo público, segundo ela, Jeremias fugiu após o crime, sem prestar socorro à vítima e que tentou a impunidade ao cobrir o rosto com uma camisa.

“Por fim, (…) entendo que é apropriado declarar a pena de perda do cargo público, por dois motivos: primeiro, devido à pena privativa de liberdade aplicada, que suplanta os limites objetivos do normativo; e segundo, devido às diversas circunstâncias judiciais destacadas (culpabilidade, circunstâncias e consequências do crime), que evidenciam a gravidade acentuada do crime em questão. Isso é particularmente evidente na periculosidade da ação, especialmente quando se leva em consideração que o condenado tentou a impunidade do crime, ao colocar sua blusa cobrindo a cabeça e rosto, quando em verdade, esperava-se outra conduta, como prestar socorro à vítima.”.


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PM Jeremias Costa acusado de matar trans tem julgamento adiado em Manaus


Pela primeira vez, Jeremias Costa contou detalhes sobre o que ocorreu no dia do crime, mas respondeu somente às perguntas da juíza e da defesa. Ele ficou em silêncio ao ser questionado pela acusação.

Segundo Jeremias, durante o encontro no motel, Manuella começou a usar cocaína e ele a repreendeu. Ela não teria gostado da reclamação e, bastante alterada, pegou a arma dele que estava sobre o criado-mudo, ao lado da cama.

Ainda conforme a versão de Jeremias, a vítima partiu para a agressão, mas ele conseguiu recuperar a arma e acabou disparando o tiro que matou Manuella. O crime ocorreu em fevereiro de 2021, em um motel na zona Norte de Manaus.

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O policial militar Jeremias Costa da Silva, condenado a 10 anos por matar a trans Manuella Otto, responderá pelo crime em liberdade, conforme decisão da juíza Danielle Monteiro Fernandes Augusto, da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus.

“Verifico que o réu respondeu ao processo em liberdade, não havendo informações desabonadoras e contemporâneas que justifiquem a decretação da prisão preventiva. Destaco ainda que o representante do Ministério Público não requereu a prisão do condenado. Por tais razões, mantenho-o nessa condição, ao passo que concedo-lhe o direito de recorrer em liberdade”, diz trecho da decisão.

Além da condenação, a magistrada também determinou a perda do cargo público, segundo ela, Jeremias fugiu após o crime, sem prestar socorro à vítima e que tentou a impunidade ao cobrir o rosto com uma camisa.

“Por fim, (…) entendo que é apropriado declarar a pena de perda do cargo público, por dois motivos: primeiro, devido à pena privativa de liberdade aplicada, que suplanta os limites objetivos do normativo; e segundo, devido às diversas circunstâncias judiciais destacadas (culpabilidade, circunstâncias e consequências do crime), que evidenciam a gravidade acentuada do crime em questão. Isso é particularmente evidente na periculosidade da ação, especialmente quando se leva em consideração que o condenado tentou a impunidade do crime, ao colocar sua blusa cobrindo a cabeça e rosto, quando em verdade, esperava-se outra conduta, como prestar socorro à vítima.”.


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Segundo Jeremias, durante o encontro no motel, Manuella começou a usar cocaína e ele a repreendeu. Ela não teria gostado da reclamação e, bastante alterada, pegou a arma dele que estava sobre o criado-mudo, ao lado da cama.

Ainda conforme a versão de Jeremias, a vítima partiu para a agressão, mas ele conseguiu recuperar a arma e acabou disparando o tiro que matou Manuella. O crime ocorreu em fevereiro de 2021, em um motel na zona Norte de Manaus.

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