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Caso Benício: MPAM barra entrevistas de delegado em investigação sobre morte de menino no Hospital Santa Júlia

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Caso Benício: MPAM barra entrevistas de delegado em investigação sobre morte de menino no Hospital Santa Júlia
Foto: Divulgação

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) pediu que o delegado Marcelo Martins, responsável pelo inquérito que apura a morte de Benício Xavier de Freitas, evite dar entrevistas à imprensa até a conclusão das investigações. A medida consta em despacho da 15ª Promotoria de Justiça de Manaus, assinado no dia 26 de março de 2026.

Segundo o documento obtido pela Rede Onda Digital, a orientação tem caráter cautelar com objetivo de preservar o andamento das investigações.

Em nota, o MPAM afirmou que a medida busca evitar possíveis questionamentos por parte da defesa da médica Juliana Brasil, que já apresentou pedidos de afastamento do delegado do caso.


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Além disso, o órgão também autorizou a prorrogação do prazo do inquérito por mais 45 dias. A ampliação atende a um pedido da Polícia Civil e visa garantir a conclusão de diligências consideradas essenciais para o esclarecimento do crime, tratado como homicídio qualificado.

O órgão reforçou que o delegado deve permanecer à frente das investigações até a conclusão do caso e destacou que a orientação visa exclusivamente garantir a regularidade do caso

Confira a nota do MPAM na íntegra;

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) esclarece, inicialmente, que o procedimento mencionado tramita sob sigilo, por decisão judicial, razão pela qual as informações são prestadas nos limites legais.

No que se refere ao questionamento, o MPAM informa que NÃO HOUVE DETERMINAÇÃO para que a autoridade policial se abstivesse de conceder entrevistas, tampouco houve pedido da defesa nesse sentido.

No despacho ministerial, houve apenas a dilação do prazo para conclusão do inquérito policial, considerando que a investigação se encontra em fase final.

Na mesma manifestação, o promotor de Justiça solicitou e NÃO DETERMINOU  que o delegado responsável evitasse a concessão de entrevistas neste momento. A orientação tem como objetivo resguardar o regular andamento das investigações, especialmente diante de pedidos reiterados da defesa para o afastamento da autoridade policial do caso.

O entendimento ministerial é de que o delegado deva permanecer à frente da investigação até sua conclusão, motivo pelo qual a solicitação busca evitar a criação de elementos que possam ensejar questionamentos quanto à sua atuação.

Por fim, reforçamos que não se trata de decisão impositiva, mas de uma orientação cautelar, sem caráter obrigatório, voltada exclusivamente a preservar a condução regular da investigação até a sua conclusão.

A equipe da Rede Onda Digital procurou a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) sobre o pedido do MPAM em relação ao delegado Marcelo Martins, mas até o fechamento desta matéria não obteve resposta.