Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Brasil x Escócia: além do campo, o duelo carrega a identidade do whisky escocês

A Escócia, adversária do Brasil na terceira rodada da Copa do Mundo de 2026, no dia 24, às 18h (horário de Manaus), no Hard Rock Stadium, em Miami, EUA, possui uma gastronomia que é marcada pela produção de whisky que remonta ao final do século XV. Para os escoceses, o prato nacional não é aquela comida que enche a bandeja, mas sim um bom Scotch whisky servido sem gelo.

Registros de 1494 mencionam a destilação de “água da vida” por monges, a partir da cevada. Ao longo dos séculos seguintes, a produção passou de mosteiros para áreas rurais, com agricultores destilando excedentes de grãos. No século XIX, a consolidação de técnicas industriais e a regulamentação da atividade contribuíram para a formação do sistema atual de produção do Scotch whisky.

O whisky escocês é dividido em dois principais tipos: single malt e blended Scotch whisky. O single malt é produzido em uma única destilaria, com cevada maltada e processo de destilação em alambiques de cobre. Já o blended whisky é resultado da mistura de diferentes whiskies de malte e de grão, produzidos em várias destilarias do País. Essa diferença define perfis distintos de produto e formas de consumo.

Cinco regiões produtoras

A produção de single malt é associada a cinco regiões principais. Em Speyside, há alta concentração de destilarias e produção voltada para whiskies de perfil mais suave, com base em marcas como Glenfiddich, The Macallan, The Glenlivet, The Balvenie e Aberlour.

O Macallan ganhou fama recente no Brasil após vir a tona uma degustação promovida pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro para uma seleta lista de autoridades brasileiras, uma “brincadeira” que custou mais de R$ 30 milhões a extinto Banco Master. Entre os escoceses, a marca é conhecida como “a Rolls Royce dos whiskies”.

Coleção Hamony, marca de entrada do Macallan, é vendida por mais de R$ 1,6 mil em sites especializados

Nas Highlands (terras altas), a produção é distribuída em uma área extensa, com marcas como Glenmorangie, The Dalmore, Oban e Old Pulteney, com variações de estilo entre diferentes destilarias.

Na ilha de Islay, a produção é marcada por whiskies com uso de turfa (restos de musgo e vegetais decompostos ao longo dos anos) no processo de secagem da cevada. Entre as marcas estão Laphroaig, Lagavulin, Ardbeg, Bowmore e Caol Ila.

Em Lowlands (terras baixas), a produção é menor e associada a whiskies de perfil mais leve, com nomes como Auchentoshan, Glenkinchie e Bladnoch.

Em Campbeltown, a produção atual é reduzida, com destilarias como Springbank, Glen Scotia e Kilkerran.

Os blends preferidos dos brasileiros

Os blended Scotch whiskies são os mais consumidos em mercados como o brasileiro. Eles são produzidos a partir da combinação de whiskies de diferentes regiões. Entre os principais produtores estão Chivas Brothers, responsável por Chivas Regal e Ballantine’s, e a Diageo, responsável por Johnnie Walker.

O Chivas Regal utiliza base de maltes da região de Speyside, com destilaria central em Strathisla. O Ballantine’s também tem origem ligada a Speyside, com uso de maltes de destilarias como Miltonduff e Glenburgie. O Johnnie Walker utiliza whiskies de várias regiões da Escócia, incluindo Speyside, Highlands e Islay, com variações entre seus rótulos.

A estrutura de produção e distribuição desses blends contribui para a presença dessas marcas em mercados internacionais. A combinação de whiskies de diferentes regiões permite padronização de perfil e oferta em larga escala.

O que eles comem para acompanhar um bom whisky?

O principal acompanhamento consumido pelos escoceses em pubs ou em encontros sociais em que o whisky é o “prato principal” é o Haggis uma preparação tradicional feita com partes do interior de carneiro (como coração, fígado e pulmões), misturadas com gordura, cebola, aveia e temperos. É quase uma “buchada de bode” comum da região Nordeste do Brasil.

A mistura de vísceras do carneiro é colocada dentro do estômago do animal (ou hoje, mais comumente, em embalagens artificiais) e cozida lentamente. O resultado é uma espécie de “embutido” rústico, com textura parecida com um patê mais firme e sabor bem intenso.

O Haggis é feito de vísceras de carneiro embutidas no estomago do bicho e cozida lentamente, muito parecida com a buchada de bode nordestina

Queijos maturados e salmão defumado também são tradicionais acompanhamentos usados na degustação de bons whiskies escoceses.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

A Escócia, adversária do Brasil na terceira rodada da Copa do Mundo de 2026, no dia 24, às 18h (horário de Manaus), no Hard Rock Stadium, em Miami, EUA, possui uma gastronomia que é marcada pela produção de whisky que remonta ao final do século XV. Para os escoceses, o prato nacional não é aquela comida que enche a bandeja, mas sim um bom Scotch whisky servido sem gelo.

Registros de 1494 mencionam a destilação de “água da vida” por monges, a partir da cevada. Ao longo dos séculos seguintes, a produção passou de mosteiros para áreas rurais, com agricultores destilando excedentes de grãos. No século XIX, a consolidação de técnicas industriais e a regulamentação da atividade contribuíram para a formação do sistema atual de produção do Scotch whisky.

O whisky escocês é dividido em dois principais tipos: single malt e blended Scotch whisky. O single malt é produzido em uma única destilaria, com cevada maltada e processo de destilação em alambiques de cobre. Já o blended whisky é resultado da mistura de diferentes whiskies de malte e de grão, produzidos em várias destilarias do País. Essa diferença define perfis distintos de produto e formas de consumo.

Cinco regiões produtoras

A produção de single malt é associada a cinco regiões principais. Em Speyside, há alta concentração de destilarias e produção voltada para whiskies de perfil mais suave, com base em marcas como Glenfiddich, The Macallan, The Glenlivet, The Balvenie e Aberlour.

O Macallan ganhou fama recente no Brasil após vir a tona uma degustação promovida pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro para uma seleta lista de autoridades brasileiras, uma “brincadeira” que custou mais de R$ 30 milhões a extinto Banco Master. Entre os escoceses, a marca é conhecida como “a Rolls Royce dos whiskies”.

Coleção Hamony, marca de entrada do Macallan, é vendida por mais de R$ 1,6 mil em sites especializados

Nas Highlands (terras altas), a produção é distribuída em uma área extensa, com marcas como Glenmorangie, The Dalmore, Oban e Old Pulteney, com variações de estilo entre diferentes destilarias.

Na ilha de Islay, a produção é marcada por whiskies com uso de turfa (restos de musgo e vegetais decompostos ao longo dos anos) no processo de secagem da cevada. Entre as marcas estão Laphroaig, Lagavulin, Ardbeg, Bowmore e Caol Ila.

Em Lowlands (terras baixas), a produção é menor e associada a whiskies de perfil mais leve, com nomes como Auchentoshan, Glenkinchie e Bladnoch.

Em Campbeltown, a produção atual é reduzida, com destilarias como Springbank, Glen Scotia e Kilkerran.

Os blends preferidos dos brasileiros

Os blended Scotch whiskies são os mais consumidos em mercados como o brasileiro. Eles são produzidos a partir da combinação de whiskies de diferentes regiões. Entre os principais produtores estão Chivas Brothers, responsável por Chivas Regal e Ballantine’s, e a Diageo, responsável por Johnnie Walker.

O Chivas Regal utiliza base de maltes da região de Speyside, com destilaria central em Strathisla. O Ballantine’s também tem origem ligada a Speyside, com uso de maltes de destilarias como Miltonduff e Glenburgie. O Johnnie Walker utiliza whiskies de várias regiões da Escócia, incluindo Speyside, Highlands e Islay, com variações entre seus rótulos.

A estrutura de produção e distribuição desses blends contribui para a presença dessas marcas em mercados internacionais. A combinação de whiskies de diferentes regiões permite padronização de perfil e oferta em larga escala.

O que eles comem para acompanhar um bom whisky?

O principal acompanhamento consumido pelos escoceses em pubs ou em encontros sociais em que o whisky é o “prato principal” é o Haggis uma preparação tradicional feita com partes do interior de carneiro (como coração, fígado e pulmões), misturadas com gordura, cebola, aveia e temperos. É quase uma “buchada de bode” comum da região Nordeste do Brasil.

A mistura de vísceras do carneiro é colocada dentro do estômago do animal (ou hoje, mais comumente, em embalagens artificiais) e cozida lentamente. O resultado é uma espécie de “embutido” rústico, com textura parecida com um patê mais firme e sabor bem intenso.

O Haggis é feito de vísceras de carneiro embutidas no estomago do bicho e cozida lentamente, muito parecida com a buchada de bode nordestina

Queijos maturados e salmão defumado também são tradicionais acompanhamentos usados na degustação de bons whiskies escoceses.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Do delivery ao emprego: iFood movimenta R$ 888 milhões no Amazonas

O Amazonas movimentou R$ 888 milhões na economia por meio das atividades do iFood em 2024, segundo levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas...

Fumaça que encobre Manaus já leva 132 pessoas à rede de saúde

A fumaça provocou 132 atendimentos por problemas respiratórios na rede estadual de saúde do Amazonas entre 1º de julho e 22 de setembro. Os...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Incêndio assusta moradores e atinge área do Ifam na zona Leste de Manaus

Um incêndio foi registrado na tarde desta quarta-feira (23) em uma área do Instituto Federal do Amazonas (Ifam) próximo ao Centro Integrado Municipal de...

Manaus terá base da Força Nacional do SUS antes do avanço do El Niño

Manaus deve receber, em outubro, uma base regional da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS), estrutura criada para agilizar a resposta a...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Decreto proíbe uso do fogo por 180 dias no Amazonas

O uso do fogo está proibido no Amazonas pelos próximos 180 dias. A medida está prevista no Decreto nº 54.274, publicado diante do risco...

Luz para Todos retoma obras no Amazonas após dois anos parado

Moradores de áreas rurais, ribeirinhas e remotas do Amazonas devem começar a receber novas ligações de energia por meio do programa Luz para Todos....
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Do delivery ao emprego: iFood movimenta R$ 888 milhões no Amazonas

O Amazonas movimentou R$ 888 milhões na economia por meio das atividades do iFood em 2024, segundo levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas...

Fumaça que encobre Manaus já leva 132 pessoas à rede de saúde

A fumaça provocou 132 atendimentos por problemas respiratórios na rede estadual de saúde do Amazonas entre 1º de julho e 22 de setembro. Os...

Incêndio assusta moradores e atinge área do Ifam na zona Leste de Manaus

Um incêndio foi registrado na tarde desta quarta-feira (23) em uma área do Instituto Federal do Amazonas (Ifam) próximo ao Centro Integrado Municipal de...

Manaus terá base da Força Nacional do SUS antes do avanço do El Niño

Manaus deve receber, em outubro, uma base regional da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS), estrutura criada para agilizar a resposta a...

Decreto proíbe uso do fogo por 180 dias no Amazonas

O uso do fogo está proibido no Amazonas pelos próximos 180 dias. A medida está prevista no Decreto nº 54.274, publicado diante do risco...

Luz para Todos retoma obras no Amazonas após dois anos parado

Moradores de áreas rurais, ribeirinhas e remotas do Amazonas devem começar a receber novas ligações de energia por meio do programa Luz para Todos....
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]