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Capitão Carpê: “Temos que descer com a mão pesada da Justiça sobre o crime”

Vereador e especialista em segurança pública também falou sobre ONG que apontou Manaus como 21a. cidade mais violenta do mundo.

O vereador Capitão Carpê (Republicanos) foi convidado hoje, 24, do programa Fiscaliza Geral da Onda Digital. Ele falou sobre o tema de segurança pública em Manaus e no estado.

Carpê comentou sobre recente levantamento da ONG mexicana “Seguridad, Justicia y Paz” que apontou Manaus como a 21ª cidade mais violenta do mundo:

“O aumento da violência é um fenômeno nacional, não é só de Manaus. Mas essa ONG visa um cunho político, a própria SSP lançou uma nota questionando algumas metodologias a respeito do levantamento de dados que essa organização promoveu. Afinal, no México a violência é grande, tem o problema do narcotráfico. Porém, mesmo assim aqui no Amazonas não estamos muito distantes. Aqui as facções disputam o tráfico, e a disputa é de sangue”.


Leia mais:

VÍDEO: Vereador Sassá faz graves denúncias contra parlamentares da CMM

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Ele também falou sobre o que vê como um “ciclo de desencarceramento” no estado:

“Hoje existe um sistema de desencarceramento no Amazonas. Falo por mim: Já aconteceu de eu prender o mesmo vagabundo duas vezes num período de 24 horas na Compensa, por tráfico de drogas. E era um cara com antecedentes criminais. Quando eu o prendi ele já usava tornozeleira eletrônica. Era reincidente, não deveria jamais ter sido solto na audiência de custódia. Quando você solta um cidadão desse na audiência, no dia seguinte ele não vai no Distrito deixar um currículo, ele volta para o crime. Vivemos num ciclo de violência, e é pra isso que serve a prisão. A socialização é algo muito subjetivo.

Ainda assim, o sistema prisional do Amazonas mudou muito. O coronel Vinicius, quando assumiu a Secretaria de Segurança, tomou a chave do sistema carcerário das mãos dos líderes do tráfico. Hoje quem manda no presídio de fato é o estado, pelo menos em se tratando de Manaus. Tanto que nos últimos anos não houve rebelião ou homicídios dentro dos presídios”.

Carpê também foi incisivo ao comentar a situação de segurança pública no Amazonas:

“Temos que descer com a mão pesada da Justiça, do sistema como um todo. Vagabundo tem que estar no xadrez. Não tem conversa com vagabundo que pega arma de fogo e assalta pai de família em parada de ônibus. Não tem conversa com vagabundo se moramos numa cidade que é a 21ª mais violenta do mundo. A disputa das facções criminosas no estado é sangrenta, e bem, 70% dos que estão morrendo já tem histórico de crimes. Mas no meio desse fogo cruzado está o pai de família, o cidadão que está dentro de casa aprisionado. Não tem como esse cidadão se sentir seguro sem o registro de uma arma de fogo. Pode ser tema nacional, mas lei do desarmamento vai refletir aqui na nossa cidade.

Ora, a Guarda Municipal é uma necessidade aqui. O prefeito precisa fazer concurso público para a Guarda, que promete desde o início do mandato e já estamos no terceiro ano dele. O concurso público da Polícia Militar saiu depois do último, que foi feito em 2011″.

A entrevista completa do vereador Capitão Carpê pode ser assistida aqui.

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O vereador Capitão Carpê (Republicanos) foi convidado hoje, 24, do programa Fiscaliza Geral da Onda Digital. Ele falou sobre o tema de segurança pública em Manaus e no estado.

Carpê comentou sobre recente levantamento da ONG mexicana “Seguridad, Justicia y Paz” que apontou Manaus como a 21ª cidade mais violenta do mundo:

“O aumento da violência é um fenômeno nacional, não é só de Manaus. Mas essa ONG visa um cunho político, a própria SSP lançou uma nota questionando algumas metodologias a respeito do levantamento de dados que essa organização promoveu. Afinal, no México a violência é grande, tem o problema do narcotráfico. Porém, mesmo assim aqui no Amazonas não estamos muito distantes. Aqui as facções disputam o tráfico, e a disputa é de sangue”.


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Ele também falou sobre o que vê como um “ciclo de desencarceramento” no estado:

“Hoje existe um sistema de desencarceramento no Amazonas. Falo por mim: Já aconteceu de eu prender o mesmo vagabundo duas vezes num período de 24 horas na Compensa, por tráfico de drogas. E era um cara com antecedentes criminais. Quando eu o prendi ele já usava tornozeleira eletrônica. Era reincidente, não deveria jamais ter sido solto na audiência de custódia. Quando você solta um cidadão desse na audiência, no dia seguinte ele não vai no Distrito deixar um currículo, ele volta para o crime. Vivemos num ciclo de violência, e é pra isso que serve a prisão. A socialização é algo muito subjetivo.

Ainda assim, o sistema prisional do Amazonas mudou muito. O coronel Vinicius, quando assumiu a Secretaria de Segurança, tomou a chave do sistema carcerário das mãos dos líderes do tráfico. Hoje quem manda no presídio de fato é o estado, pelo menos em se tratando de Manaus. Tanto que nos últimos anos não houve rebelião ou homicídios dentro dos presídios”.

Carpê também foi incisivo ao comentar a situação de segurança pública no Amazonas:

“Temos que descer com a mão pesada da Justiça, do sistema como um todo. Vagabundo tem que estar no xadrez. Não tem conversa com vagabundo que pega arma de fogo e assalta pai de família em parada de ônibus. Não tem conversa com vagabundo se moramos numa cidade que é a 21ª mais violenta do mundo. A disputa das facções criminosas no estado é sangrenta, e bem, 70% dos que estão morrendo já tem histórico de crimes. Mas no meio desse fogo cruzado está o pai de família, o cidadão que está dentro de casa aprisionado. Não tem como esse cidadão se sentir seguro sem o registro de uma arma de fogo. Pode ser tema nacional, mas lei do desarmamento vai refletir aqui na nossa cidade.

Ora, a Guarda Municipal é uma necessidade aqui. O prefeito precisa fazer concurso público para a Guarda, que promete desde o início do mandato e já estamos no terceiro ano dele. O concurso público da Polícia Militar saiu depois do último, que foi feito em 2011″.

A entrevista completa do vereador Capitão Carpê pode ser assistida aqui.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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