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Carnaval não é mais (só) do samba: há espaço para toadas, funk, frevô, axé e até louvores gospel

O folião amazonense sentiu, nas bandas e blocos, e aprovou (com ressalvas) a trilha sonora das ruas neste Carnaval. Seja nas festas populares ou nos eventos privados, a disputa por espaço entre estilos musicais virou o novo normal. O samba e as marchinhas seguem presentes em cortejos tradicionais, enquanto axé, funk, música eletrônica e pagode ocupam trios elétricos, palcos e carros de som. Até louvores de cantores gospel têm vez na folia do Estado.

Em blocos de perfil histórico, como a Banda da Bica, realizada no Sábado Magro, os artistas do Demônios da Tasmânia tocaram marchinhas e sambas-enredo mais conhecidos do público, com destaque para instrumentos de percussão e sopro. Também houve espaço para toadas de boi-bumbá, com show da cantora Márcia Siqueira.

Já em circuitos com trios elétricos, como o Piranhas e o Galo de Manaus, DJs e cantores comandam sequências que alternam batidas eletrônicas, hits de funk e músicas de axé. A escolha do repertório costuma acompanhar o perfil do evento e a faixa etária dos foliões. No Galo, especificamente, o frevo ganha relevância devido à origem pernambucana da festa.


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Mix de ritmos invade o palco do samba

Produtores relatam que as playlists são definidas semanas antes dos eventos, com base em métricas de plataformas de streaming, pedidos do público e contratos com artistas. Em algumas bandas, os integrantes votam na seleção musical. Já nas festas privadas, empresas de entretenimento adotam curadoria própria, muitas vezes guiada por tendências de execução e engajamento digital.

Pesquisadores apontam que o carnaval funciona como vitrine para a circulação de gêneros e o lançamento de músicas. Canções apresentadas em trios e bandas costumam registrar aumento nas buscas e nas reproduções após o período festivo.

Enquanto isso, foliões transitam entre espaços que oferecem propostas sonoras distintas. Em uma mesma cidade, é possível percorrer trajetos onde o samba predomina, seguir para áreas com repertório eletrônico e encerrar a noite em eventos dedicados ao funk ou ao pagode. O resultado é um mosaico de sons que acompanha o fluxo da festa.

Para quem prefere outra proposta, paróquias católicas e igrejas evangélicas, que no passado organizavam retiros espirituais para afastar fiéis da chamada “festa da carne”, agora promovem eventos que simulam o clima carnavalesco, mas ao som de hinos e louvores religiosos.

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O folião amazonense sentiu, nas bandas e blocos, e aprovou (com ressalvas) a trilha sonora das ruas neste Carnaval. Seja nas festas populares ou nos eventos privados, a disputa por espaço entre estilos musicais virou o novo normal. O samba e as marchinhas seguem presentes em cortejos tradicionais, enquanto axé, funk, música eletrônica e pagode ocupam trios elétricos, palcos e carros de som. Até louvores de cantores gospel têm vez na folia do Estado.

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