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Censo mostra que trabalhador manauense gasta até 1 hora para chegar ao ‘batente’

Manaus está entre as três capitais brasileiras, ao lado de São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ), que apresentam as maiores proporções de pessoas (33% do total) que gastam até uma hora para chegar ao trabalho. Os números estão no módulo “Deslocamentos para trabalho e para estudo do Censo 2022”, divulgado nesta quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O número expressa exatamente o que sentiu na pele o presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), que na última visita dele a Manaus, reclamou do tempo gasto pela comitiva para se deslocar da Estação Naval do Rio Negro, no Distrito Industrial, zona Leste, até o campus Aleixo da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), na zona Centro-Sul.

“Falam do trânsito de São Paulo, mas aqui em Manaus a coisa tá feia”, disse o presidente, antes de soltar um “palavrão” para exemplificar a irritação com mais de uma hora para cumprir um percurso de não mais de cinco quilômetros.

No outro extremo da pesquisa, 5% da classe trabalhadora de Manaus chega ao local de trabalho em até cinco minutos. Já os que gastam de duas a quatro horas para chegar ao batente são 2% dos manauenses.

Para se ter ideia do impacto do trânsito na vida cotidiana do trabalhador amazonense, enquanto na capital a maioria gasta até uma hora para chegar ao trabalho, no município de Manacapuru, na Região Metropolitana de Manaus (RMM), a maioria da população (33%) chega ao emprego em até 15 minutos. Já na “capital mundial” do folclore, Parintins, a maioria dos trabalhadores (39%) chega ao local de trabalho em até seis minutos. A característica de ilha, neste caso, facilita o deslocamento do trabalhador parintinense.


Saiba mais:

Faturamento do Polo Industrial de Manaus atinge R$ 147 bilhões em oito meses

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Amazonense reside e trabalha no mesmo município

Outro dado autoexplicativo sobre o mercado de trabalho no Amazonas mostra que 98,1% dos residentes no Estado trabalham no mesmo município em que vivem, a maior proporção entre os Estados brasileiros. Essa situação se explica pelo tamanho dos municípios, uma vez que o Amazonas tem o maior território e os municípios têm grandes extensões territoriais.

“O porcentual da população que trabalha fora do município está concentrado na Região Metropolitana de Manaus, onde é comum alguém morar no Careiro da Várzea ou Iranduba, por exemplo, e trabalhar em Manaus”, explica o geógrafo da Universidade Federal do Amazonas Agnaldo Pontes.

Carro é a opção preferencial do trabalhador

O Censo 2022, de modo inédito, investigou o meio de transporte que a população do Brasil passa mais tempo no deslocamento para o trabalho. A pesquisa revela que há um predomínio do uso de automóvel (32,3%), ônibus (21,4%) e motocicleta (16,4%), além da locomoção a pé (17,8%), como meios de transporte, representando 87,9% do deslocamento para trabalho no país.

Em valores absolutos, 48,9 milhões de pessoas usam esses meios de transporte motorizados: 22,6 milhões de pessoas, o automóvel; 14,9 milhões, o ônibus; e 11,4 milhões, a motocicleta. “Tal cenário reflete o histórico do país em privilegiar rodovias para a integração das cidades e regiões, além do descompasso entre crescimento urbano e oferta de transporte público”, afirma Mauro.

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Manaus está entre as três capitais brasileiras, ao lado de São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ), que apresentam as maiores proporções de pessoas (33% do total) que gastam até uma hora para chegar ao trabalho. Os números estão no módulo “Deslocamentos para trabalho e para estudo do Censo 2022”, divulgado nesta quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O número expressa exatamente o que sentiu na pele o presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), que na última visita dele a Manaus, reclamou do tempo gasto pela comitiva para se deslocar da Estação Naval do Rio Negro, no Distrito Industrial, zona Leste, até o campus Aleixo da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), na zona Centro-Sul.

“Falam do trânsito de São Paulo, mas aqui em Manaus a coisa tá feia”, disse o presidente, antes de soltar um “palavrão” para exemplificar a irritação com mais de uma hora para cumprir um percurso de não mais de cinco quilômetros.

No outro extremo da pesquisa, 5% da classe trabalhadora de Manaus chega ao local de trabalho em até cinco minutos. Já os que gastam de duas a quatro horas para chegar ao batente são 2% dos manauenses.

Para se ter ideia do impacto do trânsito na vida cotidiana do trabalhador amazonense, enquanto na capital a maioria gasta até uma hora para chegar ao trabalho, no município de Manacapuru, na Região Metropolitana de Manaus (RMM), a maioria da população (33%) chega ao emprego em até 15 minutos. Já na “capital mundial” do folclore, Parintins, a maioria dos trabalhadores (39%) chega ao local de trabalho em até seis minutos. A característica de ilha, neste caso, facilita o deslocamento do trabalhador parintinense.


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Amazonense reside e trabalha no mesmo município

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“O porcentual da população que trabalha fora do município está concentrado na Região Metropolitana de Manaus, onde é comum alguém morar no Careiro da Várzea ou Iranduba, por exemplo, e trabalhar em Manaus”, explica o geógrafo da Universidade Federal do Amazonas Agnaldo Pontes.

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Em valores absolutos, 48,9 milhões de pessoas usam esses meios de transporte motorizados: 22,6 milhões de pessoas, o automóvel; 14,9 milhões, o ônibus; e 11,4 milhões, a motocicleta. “Tal cenário reflete o histórico do país em privilegiar rodovias para a integração das cidades e regiões, além do descompasso entre crescimento urbano e oferta de transporte público”, afirma Mauro.

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