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Com alta do diesel, passagens de lanchas sobem até R$ 170 em rotas do Amazonas

O aumento do diesel, que chegou à média de R$ 7,79 por litro no estado, já começou a impactar diretamente o bolso de quem depende do transporte fluvial no Amazonas. A partir desta quinta-feira (26/3), os valores das passagens em lanchas que operam rotas entre Manaus, Manacapuru e municípios como Beruri, Anamã, Anori e Beiradão foram reajustados.

De acordo com os proprietários das embarcações, o aumento foi necessário devido à alta no combustível. Os novos preços variam conforme o trecho. Entre Manacapuru e Beruri, a passagem passou a custar R$ 120; de Manacapuru para Anamã, R$ 100; e de Manacapuru para Beiradão, R$ 80. Já as rotas saindo de Manaus tiveram os maiores reajustes: Manaus-Beruri custa agora R$ 170 e Manaus-Anamã, R$ 150. O trecho entre Manacapuru e Anori também foi reajustado para R$ 120.

As lanchas que integram a operação incluem Vô Negão, Foguete, Expresso Matheus, Expresso BBB, Hellen Soares, J Monteiro e Expresso Anamã.

Impacto no dia a dia de quem vive do rio

O aumento no preço do diesel, que subiu R$ 0,61 entre janeiro e março, já vinha pressionando os custos do transporte fluvial antes mesmo do reajuste oficial das passagens. Proprietários de embarcações ouvidos pela Rede Onda Digital relataram as dificuldades de manter a operação com os preços dos combustíveis em alta.

Jafé Castro, que trabalha com transporte fluvial, afirma que a situação tem sido complicada para quem navega nos rios do Amazonas.

“Ficou muito difícil para a gente que trabalha, navega no rio aqui, porque como o diesel sobe muito e as passagens continuam o mesmo preço para a gente, a gente sofre muito, a gente perde muito sobre isso”, desabafou.


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Erasmo Viana, outro proprietário de embarcação com anos de experiência no transporte fluvial, destacou que o aumento do combustível afeta não apenas os custos de operação, mas também a rotina dos passageiros, que já enfrentam uma crise econômica.

“Quebra as nossas costas. Esse barco, por exemplo, que é o nosso meio de transporte e o nosso roçado, fica difícil para cultivar uma época dessa. Porque quando tem que aumentar o preço da passagem, o passageiro já deixa de vir, de trazer algumas coisas provenientes desse aumento desse diesel, que vem ocorrendo aí praticamente diariamente”, afirmou Erasmo.

Ele ainda destacou os desafios de manter uma embarcação em condições adequadas de navegação, que vão além do combustível.

“Não tem só o diesel, tem demais coisas para ser revisadas, para se botar no dia a dia de acordo com a capitania. Mas isso aí tem atrapalhado muito com o aumento desse diesel”, completou.

Medo de que o transporte fique ainda mais caro

Para quem depende do barco diariamente, seja para trabalhar, levar mercadorias ou acessar serviços essenciais, o medo agora é de que o reajuste nas passagens se torne mais um peso no orçamento já apertado. No Amazonas, onde o rio é a estrada para milhares de pessoas, qualquer aumento acaba tendo impacto direto na rotina da população.

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O aumento do diesel, que chegou à média de R$ 7,79 por litro no estado, já começou a impactar diretamente o bolso de quem depende do transporte fluvial no Amazonas. A partir desta quinta-feira (26/3), os valores das passagens em lanchas que operam rotas entre Manaus, Manacapuru e municípios como Beruri, Anamã, Anori e Beiradão foram reajustados.

De acordo com os proprietários das embarcações, o aumento foi necessário devido à alta no combustível. Os novos preços variam conforme o trecho. Entre Manacapuru e Beruri, a passagem passou a custar R$ 120; de Manacapuru para Anamã, R$ 100; e de Manacapuru para Beiradão, R$ 80. Já as rotas saindo de Manaus tiveram os maiores reajustes: Manaus-Beruri custa agora R$ 170 e Manaus-Anamã, R$ 150. O trecho entre Manacapuru e Anori também foi reajustado para R$ 120.

As lanchas que integram a operação incluem Vô Negão, Foguete, Expresso Matheus, Expresso BBB, Hellen Soares, J Monteiro e Expresso Anamã.

Impacto no dia a dia de quem vive do rio

O aumento no preço do diesel, que subiu R$ 0,61 entre janeiro e março, já vinha pressionando os custos do transporte fluvial antes mesmo do reajuste oficial das passagens. Proprietários de embarcações ouvidos pela Rede Onda Digital relataram as dificuldades de manter a operação com os preços dos combustíveis em alta.

Jafé Castro, que trabalha com transporte fluvial, afirma que a situação tem sido complicada para quem navega nos rios do Amazonas.

“Ficou muito difícil para a gente que trabalha, navega no rio aqui, porque como o diesel sobe muito e as passagens continuam o mesmo preço para a gente, a gente sofre muito, a gente perde muito sobre isso”, desabafou.


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Ele ainda destacou os desafios de manter uma embarcação em condições adequadas de navegação, que vão além do combustível.

“Não tem só o diesel, tem demais coisas para ser revisadas, para se botar no dia a dia de acordo com a capitania. Mas isso aí tem atrapalhado muito com o aumento desse diesel”, completou.

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