A onça-pintada Guardião, que vive no Zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), em Manaus, entrou para o Guinness World Records após atingir 25 anos e 90 dias de vida.
Antes de se tornar recordista, porém, o animal precisou ser resgatado ainda filhote no interior do Amazonas.

Resgate no interior do Amazonas
Guardião nasceu em março de 2001, em Tabatinga, na região da tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. Ainda pequeno, perdeu a mãe, vítima da caça ilegal, e foi acolhido pelo Exército Brasileiro.
Nos primeiros anos de vida, ficou no Parque Zoobotânico Cultural do Comando de Fronteira Solimões, mantido pelo Exército em Tabatinga. Já adulto, foi transferido para o Zoológico do CIGS, em Manaus, onde chegou em agosto de 2007.

A onça-pintada Guardião. (Foto: Rede Onda Dgital).
Uma vida cercada de cuidados
No zoológico, Guardião passou a receber acompanhamento veterinário, alimentação balanceada e cuidados nutricionais. A rotina inclui enriquecimento ambiental, com atividades que ajudam a estimular comportamentos naturais da espécie.
A onça-pintada Guardião. (Foto: Rede Onda Digital)
O acompanhamento é feito por veterinários, bióloga e tratadores. Com o avanço da idade, os cuidados foram adaptados às necessidades de um animal na fase sênior.
A longevidade de Guardião chama atenção porque as onças-pintadas costumam viver, em média, cerca de 13 anos na natureza e aproximadamente 20 anos em cativeiro.
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Companheiro de outro felino
Durante anos, Guardião dividiu o espaço com outra onça-pintada, chamada Amazonas. Embora sejam animais solitários na natureza, os dois tiveram uma convivência tranquila no zoológico.
Amazonas morreu em 2021. Após a perda do companheiro, a equipe do CIGS não identificou mudanças significativas no comportamento de Guardião, que seguiu sua rotina. Atualmente, o recordista vive sozinho no recinto.
Do resgate ao recorde
A trajetória de Guardião chama atenção para os impactos da caça ilegal sobre a fauna amazônica. O felino perdeu a mãe ainda filhote e só sobreviveu graças ao resgate e aos cuidados recebidos ao longo da vida.
Para o CIGS, a história do animal reforça a importância da proteção da fauna e do combate à caça e ao tráfico de animais silvestres.
Aos 25 anos e 90 dias, Guardião transformou uma história que começou com uma tragédia em um marco mundial de longevidade para a espécie em cativeiro.
