A psicóloga, headhunter e consultora em Gente & Gestão Amanda Medeiros falou sobre os principais desafios do mercado de trabalho durante entrevista ao Conexão Onda desta quinta-feira (1º/10).
À frente da m.dois, empresa que tem como proposta conectar pessoas e propósitos, ela abordou temas como comportamento profissional, processos seletivos, liderança, transição de carreira, currículo e retenção de talentos.
Segundo Amanda, a psicologia organizacional ajuda a compreender a relação entre profissionais e empresas e a construir ambientes de trabalho mais adequados para os dois lados.
“Eu trabalho com a psicologia organizacional e do trabalho, podendo entender como é a relação entre pessoas e empresas e como a gente vai poder potencializar esse ambiente para todo mundo”, afirma.
Para a especialista, o trabalho ocupa um espaço significativo na vida das pessoas e, por isso, a relação entre profissional e organização precisa ser analisada para além das funções exercidas. Nesse cenário, fatores como ambiente, liderança, desenvolvimento e alinhamento de objetivos também influenciam a experiência profissional.
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Empresas buscam mais do que currículo
Amanda destacou que a competência técnica continua sendo importante para conquistar uma oportunidade, mas o comportamento pode ser determinante para a permanência e o crescimento dentro de uma empresa.
Ela utiliza a sigla “CHA” para explicar três elementos importantes na trajetória profissional: conhecimento, habilidade e atitude. O conhecimento está relacionado ao aprendizado e à atualização; a habilidade, à capacidade de colocar esse conhecimento em prática; e a atitude, à disposição para agir e se envolver com o trabalho.
“A gente estuda, lê, faz um curso e se mantém atualizado. A habilidade é quando eu coloco o meu conhecimento em prática, é o saber fazer. E a atitude é o querer fazer, é o que está dentro de cada pessoa e como você demonstra esse envolvimento, essa entrega dentro da sua rotina”, destaca.
A especialista também chamou atenção para a promoção de profissionais para cargos de liderança. Segundo ela, um bom desempenho técnico não significa, necessariamente, que a pessoa esteja preparada para conduzir uma equipe. A capacidade de ouvir, lidar com pessoas e compreender as demandas do grupo também precisa ser considerada.
Salário não é único fator de retenção
Amanda explicou ainda que salário é importante, mas não deve ser tratado como única estratégia para manter profissionais. Ambiente de trabalho, liderança, perspectiva de carreira e alinhamento com os objetivos da organização também pesam na decisão de permanecer em uma empresa.
“O salário está nesse aspecto: ele, por si só, não motiva, mas a ausência dele, o salário insuficiente, desmotiva. O salário não é uma estratégia de retenção a médio e longo prazo. A gente precisa entender quais são os fatores que trazem essa motivação maior.”
Na transição de carreira, a especialista recomenda autoconhecimento, definição de objetivos e planejamento. Ela também alerta para a necessidade de avaliar o impacto financeiro da mudança, especialmente para quem já possui uma carreira consolidada.
Na elaboração do currículo, a orientação é ir além da lista de cargos e empresas. Amanda defende que o profissional apresente resultados alcançados e situações em que suas ações contribuíram para melhorar processos ou gerar mudanças no ambiente de trabalho.
A entrevista completa de Amanda Medeiros está disponível no Conexão Onda.
