O presidente do Sindicato dos Rodoviários de Manaus, Givancir Oliveira, afirmou que a mobilização da categoria tem como principal objetivo garantir respeito, dignidade e o cumprimento dos direitos dos trabalhadores do transporte coletivo. Mais cedo, ele havia anunciado que, a partir desta quinta-feira (6/8), apenas 30% da frota de ônibus circularia na capital amazonense em razão do atraso no pagamento dos salários.
Em entrevista à Rede Onda Digital, nesta quarta-feira (5), Givancir afirmou que o movimento não se resume a uma disputa entre empresários e o poder público, mas busca assegurar condições dignas aos profissionais que atuam diariamente no sistema de transporte coletivo.
Segundo o sindicalista, a principal reivindicação da categoria é o pagamento em dia dos trabalhadores, que dependem do salário para cumprir seus compromissos e sustentar suas famílias.
“Dignidade, que todo trabalhador tem que ter. Trabalhou, quer receber. Tem compromisso, tem aluguel, tem seus compromissos de trabalho, tem seus compromissos de nascimento. Respeito. É só o que nós queremos: respeito”, declarou.
Ao ser questionado sobre quem seria responsável pelo impasse que poderia resultar em uma nova paralisação, o sindicalista evitou atribuir culpa diretamente à Prefeitura de Manaus, ao Governo do Amazonas ou às empresas de transporte. Ele afirmou que sua preocupação está voltada exclusivamente à defesa dos rodoviários.
Sobre a redução do número de cobradores, Givancir afirmou que Manaus ainda mantém cerca de 50% desses profissionais em atividade, resultado que atribuiu à atuação do sindicato. Segundo ele, “Manaus é a última cidade que ainda tem cobrador devido à minha luta”.
O sindicalista explicou, no entanto, que uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), com repercussão geral, permitiu que motoristas acumulem as funções de dirigir e cobrar as passagens, o que, segundo ele, “deixa o sindicato de mãos atadas”.
Givancir também relacionou a redução do número de cobradores ao avanço dos meios eletrônicos de pagamento.
“Hoje, os meios eletrônicos, a tecnologia, vêm tirando o dinheiro da catraca e, com isso, enfraquecendo a atuação do sindicato. Só com sensibilidade e com o olhar do Estado e do município será possível salvar essa categoria. Mas, enquanto tiver dinheiro na catraca, vai ter luta, vai ter resistência para garantir esses pais de família”, declarou.
Ele acrescentou que os motoristas que acumulam as duas funções recebem um adicional de R$ 800, benefício que classificou como histórico no Brasil.
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O presidente do Sindicato dos Rodoviários de Manaus, Givancir Oliveira, afirmou que a mobilização da categoria tem como principal objetivo garantir respeito, dignidade e o cumprimento dos direitos dos trabalhadores do transporte coletivo. Mais cedo, ele havia anunciado que, a partir desta quinta-feira (6/8), apenas 30% da frota de ônibus circularia na capital amazonense em razão do atraso no pagamento dos salários.
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