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Golpes contra idosos crescem no interior do Amazonas

A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) está alertando a população da terceira idade, e está orientando idosos sobre empréstimos indesejados e fraudulentos, que se tornaram frequentes no interior do Amazonas. De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), só em 2020, por conta da pandemia, as tentativas de golpes contra idosos aumentaram 60%.

De acordo com a defensora pública Mirella Leal, que atende no município de Parintins, as demandas envolvendo empréstimos fraudulentos contra idosos são frequentes no Polo do Baixo Amazonas. Ela citou o caso de outra idosa, cuja renda é de apenas um salário mínimo, que está processando seis bancos diferentes por empréstimos que ela não reconhece ou não autorizou. Entre outros problemas, o contrato tinha uma assinatura diferente da dela, além de não conter informações básicas da consumidora.

“Nós observamos pelo menos quatro situações de endividamento diferentes, que podem envolver desde associações criminosas, falta de clareza dos termos contratados e até situações envolvendo os próprios familiares dos idosos. Uma delas ocorre justamente quando a vítima recebe a ligação ou mensagem de alguém que se passa por servidor do INSS, informando a existência de valores pendentes de saque. A vítima, então, acaba fornecendo dados pessoais, cópias de documentos, senhas, e o empréstimo indesejado acaba sendo efetivado”, explicou.

“Os idosos acabam sendo vítimas frequentes desse tipo de crime em decorrência da vulnerabilidade e terminam por sofrer inúmeras privações e violações de seus direitos”, complementou a defensora.

A história da aposentada Deuza Santarém, 65, que mora no município de Parintins, demonstra claramente que ela sofreu um golpe financeiro, e foi induzida por uma instituição financeira a fazer um empréstimo e acabou adquirindo uma dívida que não esperava.

“Uma mulher ligou dizendo que eu tinha um certo valor disponível na minha conta há muito tempo, mas para liberar, eu precisava confirmar os dados. Eu acabei mandando uma foto da minha identidade e quando olhei a conta, o valor estava lá. Mas não era bem o que eu pensava”.

A aposentada procurou a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), Polo do Baixo Amazonas, para resolver a situação. “Essa pessoa disse que era do INSS e, por isso, eu achava que o dinheiro era referente à minha aposentadoria. Agora eu quero cancelar, porque eu não quero empréstimo”, disse.

 

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A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) está alertando a população da terceira idade, e está orientando idosos sobre empréstimos indesejados e fraudulentos, que se tornaram frequentes no interior do Amazonas. De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), só em 2020, por conta da pandemia, as tentativas de golpes contra idosos aumentaram 60%.

De acordo com a defensora pública Mirella Leal, que atende no município de Parintins, as demandas envolvendo empréstimos fraudulentos contra idosos são frequentes no Polo do Baixo Amazonas. Ela citou o caso de outra idosa, cuja renda é de apenas um salário mínimo, que está processando seis bancos diferentes por empréstimos que ela não reconhece ou não autorizou. Entre outros problemas, o contrato tinha uma assinatura diferente da dela, além de não conter informações básicas da consumidora.

“Nós observamos pelo menos quatro situações de endividamento diferentes, que podem envolver desde associações criminosas, falta de clareza dos termos contratados e até situações envolvendo os próprios familiares dos idosos. Uma delas ocorre justamente quando a vítima recebe a ligação ou mensagem de alguém que se passa por servidor do INSS, informando a existência de valores pendentes de saque. A vítima, então, acaba fornecendo dados pessoais, cópias de documentos, senhas, e o empréstimo indesejado acaba sendo efetivado”, explicou.

“Os idosos acabam sendo vítimas frequentes desse tipo de crime em decorrência da vulnerabilidade e terminam por sofrer inúmeras privações e violações de seus direitos”, complementou a defensora.

A história da aposentada Deuza Santarém, 65, que mora no município de Parintins, demonstra claramente que ela sofreu um golpe financeiro, e foi induzida por uma instituição financeira a fazer um empréstimo e acabou adquirindo uma dívida que não esperava.

“Uma mulher ligou dizendo que eu tinha um certo valor disponível na minha conta há muito tempo, mas para liberar, eu precisava confirmar os dados. Eu acabei mandando uma foto da minha identidade e quando olhei a conta, o valor estava lá. Mas não era bem o que eu pensava”.

A aposentada procurou a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), Polo do Baixo Amazonas, para resolver a situação. “Essa pessoa disse que era do INSS e, por isso, eu achava que o dinheiro era referente à minha aposentadoria. Agora eu quero cancelar, porque eu não quero empréstimo”, disse.

 

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