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“O governo não pode por em risco a maior riqueza da ZFM, os empregos”, diz presidente do CIEAM

Hoje, o presidente da CIEAM (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Wilson Perico, esteve na rádio Onda Digital para uma entrevista sobre o recente decreto do Governo Federal de redução do IPI (Imposto sobre Produtos Importados) que coloca em risco a Zona Franca de Manaus (ZFM). Autoridades já se articulam para tentar derrubar a medida e políticos já produziram carta que será enviada ao presidente Jair Bolsonaro.

Veja mais:

Carta aberta sobre o IPI é publicada e será enviada ao presidente da República

Presidente da Aleam vai a Brasília para reverter decreto que prejudica ZFM

“Se o interesse do Governo é fomentar a atividade industrial e gerar mais empregos nessa atividade no Brasil, não vai conseguir isso reduzindo imposto de importado”, afirmou Perico. “E se o objetivo do governo brasileiro é tentar reduzir o preço do produto para o consumidor, não precisa mexer nos produzidos na ZFM, porque eles já têm o IPI na sua composição de custo. Não somos contra redução de impostos para nenhuma atividade no Brasil, especialmente da indústria. Somos a favor de toda e qualquer redução da carga tributária que afete a competitividade e os custos dos produtos para a sociedade. Mas isso tem que ser feito com inteligência e responsabilidade, para não prejudicar o que já dá o retorno social que o nosso país precisa, que são os empregos que geramos aqui. São mais de 500 mil pessoas que obtém sua renda, direta ou indiretamente, da atividade da indústria no estado do Amazonas”.

Apesar do impacto da medida não ser sentido a curto prazo, o presidente da CIEAM exemplificou o que pode acontecer com o Polo Industrial de Manaus se a medida não for combatida: “As empresas têm planejamento, têm estoques, para cobrir atividade de seis a oito meses para frente. Mas vamos supor que uma delas tenha intenção de lançar um novo produto. Ela vai fazer uma revisão, vai fazer as contas e pode tomar a seguinte decisão: ‘esse modelo, que eu estava planejando produzir na minha unidade em Manaus, vai passar a ser exportado pro Brasil ao invés de ser produzido lá'”.

Perico também lançou um alerta sobre o que pode acontecer com o Polo Industrial de Manaus: “Uma medida como essa que reduz o IPI, nosso maior diferencial, não honra o contrato que foi feito lá atrás quando se atraiu esses investimentos. Engana-se quem achar que as multinacionais estão preocupadas com os empregos aqui ou com o nosso diferencial competitivo. Elas não vão perder dinheiro, e pode ter certeza que algumas já devem estar fazendo aquela revisão de negócios que eu falei, pensando se é vantajoso mesmo estar no Brasil ou se é melhor vender aqui o produto produzido no México ou na China. É essa a situação que estamos passando hoje”.

O presidente da CIEAM terminou a entrevista fazendo um balanço da situação. “Já enfrentamos muitos desafios, eles não acabam nem ficam poucos, pra usar o linguajar aqui da região. Esse é mais um. Passamos por muita coisa, e se chegamos até aqui, é porque aprendemos e estamos melhor preparados para esses desafios do que estávamos lá atrás. Temos argumentação e não quero fazer terrorismo. E encontro hoje um alinhamento de objetivos que superam interesses políticos ou partidários ou individuais que possam existir. Podemos defender hoje o mais importante, o bem do modelo ZFM. Jogar a toalha, jamais”.

Da Redação.

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Hoje, o presidente da CIEAM (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Wilson Perico, esteve na rádio Onda Digital para uma entrevista sobre o recente decreto do Governo Federal de redução do IPI (Imposto sobre Produtos Importados) que coloca em risco a Zona Franca de Manaus (ZFM). Autoridades já se articulam para tentar derrubar a medida e políticos já produziram carta que será enviada ao presidente Jair Bolsonaro.

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Apesar do impacto da medida não ser sentido a curto prazo, o presidente da CIEAM exemplificou o que pode acontecer com o Polo Industrial de Manaus se a medida não for combatida: “As empresas têm planejamento, têm estoques, para cobrir atividade de seis a oito meses para frente. Mas vamos supor que uma delas tenha intenção de lançar um novo produto. Ela vai fazer uma revisão, vai fazer as contas e pode tomar a seguinte decisão: ‘esse modelo, que eu estava planejando produzir na minha unidade em Manaus, vai passar a ser exportado pro Brasil ao invés de ser produzido lá'”.

Perico também lançou um alerta sobre o que pode acontecer com o Polo Industrial de Manaus: “Uma medida como essa que reduz o IPI, nosso maior diferencial, não honra o contrato que foi feito lá atrás quando se atraiu esses investimentos. Engana-se quem achar que as multinacionais estão preocupadas com os empregos aqui ou com o nosso diferencial competitivo. Elas não vão perder dinheiro, e pode ter certeza que algumas já devem estar fazendo aquela revisão de negócios que eu falei, pensando se é vantajoso mesmo estar no Brasil ou se é melhor vender aqui o produto produzido no México ou na China. É essa a situação que estamos passando hoje”.

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Da Redação.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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