A permanência da Força Nacional de Segurança Pública na calha dos rios Negro e Solimões, no Amazonas, vai ultrapassar a marca de dois anos e meio. Publicada nesta sexta-feira (7), no Diário Oficial da União, a Portaria nº 1.275, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), prorroga por mais 90 dias a atuação do efetivo federal nos municípios de Barcelos e Coari, onde as equipes apoiam as forças estaduais no enfrentamento ao crime organizado, ao narcotráfico e aos crimes ambientais.
A nova autorização é válida entre 17 de agosto e 14 de novembro de 2026 e mantém a operação nos mesmos moldes das prorrogações anteriores. A medida integra o Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Plano Amas), estratégia do governo federal voltada ao fortalecimento da segurança pública na Amazônia Legal.
A presença da Força Nacional na região começou em abril de 2024 e, desde então, vem sendo renovada sucessivamente pelo Ministério da Justiça. Com a nova portaria, a operação permanecerá em vigor por cerca de dois anos e sete meses, o que indica que o governo federal ainda considera a área um dos principais corredores de atuação do crime organizado na Amazônia.
Segundo a portaria, a Força Nacional continuará apoiando os órgãos de segurança do Amazonas em ações contra organizações criminosas, o tráfico de drogas e crimes ambientais, além de atuar na preservação da ordem pública e da segurança da população.
A norma também estabelece que o Governo do Amazonas seguirá responsável pelo apoio logístico da operação, incluindo infraestrutura e instalações necessárias ao efetivo federal, enquanto o número de agentes empregados será definido pela Diretoria da Força Nacional, conforme o planejamento operacional.
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Os municípios de Barcelos e Coari estão localizados em uma área considerada sensível pelas forças de segurança. A extensa malha hidrográfica dos rios Negro e Solimões é utilizada por organizações criminosas para o transporte de drogas, armas e outros produtos ilícitos, além de registrar ocorrências relacionadas ao garimpo ilegal e a outros crimes ambientais.
Por isso, a atuação da Força Nacional ocorre de forma integrada com as forças estaduais e outros órgãos federais, dentro da estratégia de reforçar o policiamento em pontos considerados estratégicos para o combate às organizações criminosas.
Na prática, a publicação não amplia a operação nem altera suas atribuições. O ato apenas autoriza a continuidade da presença da Força Nacional na região por mais 90 dias. A nova prorrogação, no entanto, reforça que o Ministério da Justiça ainda considera necessária a manutenção do efetivo federal no interior do Amazonas, mesmo após mais de dois anos de atuação contínua.
