Os desfiles das escolas de samba do Grupo Especial de Manaus dominaram o Sambódromo na noite de sábado (14/02) e seguiram pela madrugada até a manhã deste domingo (15/02), encerrando o Carnaval na Floresta 2026 com um espetáculo marcado por cores, enredos e exaltação da identidade cultural amazônica. O evento teve apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.
As arquibancadas permaneceram lotadas ao longo de toda a programação, reunindo torcedores, famílias e admiradores da folia. Nos intervalos entre as apresentações, o público também participou de sorteios promovidos pelas agremiações do Grupo Especial. Ao todo, 24 prêmios foram distribuídos durante a noite, reforçando o clima de celebração e entusiasmo nas arquibancadas.
Abertura com homenagem à mulher amazônida
A primeira a entrar na avenida foi a Presidente Vargas, que emocionou o público com o enredo inspirado na trajetória de Isabelle Nogueira, celebrando a força da mulher amazônica.

A cunhã-poranga do Boi Garantido veio como guerreira no abre-alas e retornou no fim do desfile para delírio da torcida. A princesa da bateria, Jamilly Januska, estreou no cargo e celebrou: “É um orgulho muito grande estar à frente dessa bateria”.
Cinquenta anos de história
Em seguida, a Andanças de Ciganos comemorou seu jubileu de ouro com o enredo “Os ciganos contam suas andanças, 50 anos de história”, evocando tradições e espiritualidade sob a proteção de Sara Kali.

O mestre de sala Eudes Ramos destacou a emoção de estrear no Grupo Especial justamente no ano do cinquentenário da escola. “Estamos vindo com tudo”, completou a porta-bandeira Isabella Alves.
Despedidas e ancestralidade
A terceira agremiação da noite, a Grande Família, apresentou o enredo “O Galo Faceiro e o Chamado de São João, Maracanaú”. Em seu último ano à frente da bateria, a rainha Arleane Marques se despediu com emoção: “É uma trajetória de amor pela escola”.

A Reino Unido da Liberdade trouxe ancestralidade e saberes caboclos com o enredo “Salve os caboclos da floresta! Da Coroa de vodum aos contos dos mestrinho”.
O coreógrafo Michel Magalhães ressaltou a importância de homenagear figuras tão representativas para a comunidade do Morro da Liberdade.

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Viagem histórica
A Aparecida conduziu o público por uma viagem histórica com “Do Velho ao Novo, para Sempre Airão”. A musa Nicoly Silva falou sobre superação: “Esse ano foi difícil, mas a escola vem com força e união”.

A Vila da Barra mergulhou no universo do sobrenatural com “A Ópera dos Imortais”, enredo inspirado nos mistérios do Teatro Amazonas.
A rainha Débora Tapajós adiantou: “Estamos ansiosos para apresentar um espetáculo diferente”.

Homenagem e encerramento ao amanhecer
Na sequência, a Vitória Régia emocionou ao homenagear o ex-prefeito de Parintins Bi Garcia, com o enredo “O filho da ilha que encanta o Amazonas”.
A porta-bandeira Rafaelle Costa falou sobre a responsabilidade: “Carregar esse pavilhão é carregar uma comunidade inteira”.
Fechando a noite já com o amanhecer, a Alvorada levou à avenida o enredo “Alvorecer da 319”.

Um dos integrantes resumiu o desafio de encerrar os desfiles: “Queremos amanhecer deixando nossa marca na avenida”.
Balanço positivo
O secretário de Cultura, Caio André, fez um balanço positivo do evento: “O balanço é extremamente positivo. Tivemos desfiles maravilhosos, presença do público, sem ocorrências. O amazonense tem o samba e o carnaval na veia. Encerramos com muita alegria, um carnaval seguro, bonito e que fortalece a nossa cultura”.
A escolha da escola campeã do Grupo Especial será anunciada nesta segunda-feira (16), às 14h, no Sambódromo. Mais cedo, às 10h, ocorre a apuração dos grupos de acesso A e B, que vão definir as duas agremiações que sobem para a elite do carnaval baré em 2027.