Em pouco mais de um mês, 84 conteúdos publicados nas redes sociais entraram no radar da Justiça Eleitoral do Amazonas por suspeita de irregularidades.
O levantamento é feito com apoio de inteligência artificial, que ajuda a identificar publicações que podem conter desinformação, propaganda eleitoral irregular, imagens manipuladas ou deepfakes.
A ferramenta, chamada GuaIA, começou a ser usada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) em 16 de agosto. Ela monitora conteúdos em plataformas como Instagram, Facebook, YouTube, X, TikTok, WhatsApp, Telegram e Reddit e faz uma primeira triagem do material.
O sistema classifica os conteúdos de acordo com o nível de risco. Mas a inteligência artificial não decide se uma publicação é irregular. Depois da triagem, uma equipe do TRE-AM verifica o conteúdo, confere as informações e analisa o contexto de cada caso.
Entre os materiais que já chamaram a atenção da Justiça Eleitoral estão imagens manipuladas, notícias falsas e pesquisas ou enquetes que podem descumprir as regras eleitorais.
Quando a análise encontra indícios de irregularidade, o caso pode avançar dentro da Justiça Eleitoral para as providências cabíveis.
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Como funciona
A GuaIA foi criada pela Universidade Federal de Goiás (UFG) em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO). Além do Amazonas, a ferramenta também é utilizada pelo TRE de Mato Grosso.
O ponto mais importante para o eleitor é deixar claro que a IA não está “julgando” os conteúdos. Ela funciona como uma espécie de filtro inicial para ajudar a Justiça Eleitoral a encontrar publicações que precisam ser verificadas por pessoas.
