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Indígena amazonense do Alto Rio Negro, Lúcia Alberta Baré assume a presidência da Funai

Uma indígena amazonense nascida na região do Alto Rio Negro foi nomeada para a presidência da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Lúcia Alberta Baré teve a nomeação oficializada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (1º/4) e chegou ao cargo por indicação do novo ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena.

O nome de Lúcia Alberta Baré para a presidência da Funai reforça a continuidade no processo de fortalecimento da gestão indígena à frente das políticas públicas voltadas aos povos indígenas, em alinhamento com as diretrizes do governo federal para ampliação da participação indígena nos espaços de decisão.

“É um momento de dar continuidade ao protagonismo, autonomia e fortalecimento das ações para os povos indígenas. Estamos reforçando a nossa presença em espaços de decisão e caminhando junto com os povos indígenas e suas organizações, faremos todo o trabalho na Funai de forma dialogada e participativa”, enfatizou Lucia Alberta Baré.


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Carreira acadêmica e ativismo social

A trajetória da agora presidente da Funai é  marcada pela convergência entre formação acadêmica, atuação no serviço público e compromisso histórico com a defesa dos direitos dos povos indígenas.

Indígena do povo Baré, nascida na região do Alto Rio Negro (AM), ela ocupa, desde janeiro de 2023, a Diretoria de Gestão Ambiental e Territorial (Digat) da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), área estratégica para a gestão dos territórios e a implementação de políticas socioambientais.

A nova presidenta também é servidora pública efetiva da Funai, aprovada no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), desde junho de 2025.

Graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e mestre em Educação pela mesma instituição, Lúcia Alberta Baré construiu sua carreira a partir de experiências diretamente vinculadas à realidade dos povos indígenas da Amazônia. Sua atuação inicial esteve ligada à educação escolar indígena, incluindo a produção de materiais didáticos em línguas indígenas e a formação de professores em contextos interculturais.

Formação e atuação na educação indígena

Antes de assumir funções de direção na Funai, Baré atuou por oito anos na Secretaria Municipal de Educação de São Gabriel da Cachoeira (AM), onde participou de processos estruturantes da política de educação indígena.

Posteriormente, integrou o Instituto Socioambiental, onde trabalhou por cerca de oito anos apoiando projetos educacionais e iniciativas de fortalecimento cultural junto aos povos do Alto Rio Negro.

No âmbito federal, também exerceu funções no Ministério da Educação (MEC), com destaque para a coordenação de políticas voltadas à educação escolar indígena e à formação de professores indígenas em licenciatura intercultural. Nesse período, participou da organização de conferências nacionais e da articulação com estados e municípios para a construção de políticas educacionais alinhadas às especificidades dos povos indígenas.

Experiência institucional e atuação indigenista

Lucia Alberta Baré possui trajetória consolidada no serviço público e na formulação de políticas indigenistas. Entre 2012 e 2016, atuou como assessora da Presidência da Funai, onde contribuiu para iniciativas estruturantes, como a 1ª Conferência Nacional de Política Indigenista, que reuniu milhares de participantes e consolidou propostas para o setor.

Também teve passagem pela Câmara dos Deputados, na equipe da ex-deputada Joenia Wapichana, experiência que ampliou sua articulação institucional e conhecimento sobre o processo legislativo.

Gestão ambiental e protagonismo indígena

À frente da Diretoria de Gestão Ambiental e Territorial, Baré atua na implementação de políticas voltadas à gestão socioambiental em terras indígenas, com destaque para a Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (Pngati).

Sua atuação enfatiza o protagonismo dos povos indígenas nos processos decisórios e o uso de conhecimentos tradicionais na formulação de políticas públicas. Também destaca o papel estratégico desses territórios na conservação ambiental e na proteção da biodiversidade, inclusive em debates internacionais.

 

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Uma indígena amazonense nascida na região do Alto Rio Negro foi nomeada para a presidência da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Lúcia Alberta Baré teve a nomeação oficializada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (1º/4) e chegou ao cargo por indicação do novo ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena.

O nome de Lúcia Alberta Baré para a presidência da Funai reforça a continuidade no processo de fortalecimento da gestão indígena à frente das políticas públicas voltadas aos povos indígenas, em alinhamento com as diretrizes do governo federal para ampliação da participação indígena nos espaços de decisão.

“É um momento de dar continuidade ao protagonismo, autonomia e fortalecimento das ações para os povos indígenas. Estamos reforçando a nossa presença em espaços de decisão e caminhando junto com os povos indígenas e suas organizações, faremos todo o trabalho na Funai de forma dialogada e participativa”, enfatizou Lucia Alberta Baré.


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Graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e mestre em Educação pela mesma instituição, Lúcia Alberta Baré construiu sua carreira a partir de experiências diretamente vinculadas à realidade dos povos indígenas da Amazônia. Sua atuação inicial esteve ligada à educação escolar indígena, incluindo a produção de materiais didáticos em línguas indígenas e a formação de professores em contextos interculturais.

Formação e atuação na educação indígena

Antes de assumir funções de direção na Funai, Baré atuou por oito anos na Secretaria Municipal de Educação de São Gabriel da Cachoeira (AM), onde participou de processos estruturantes da política de educação indígena.

Posteriormente, integrou o Instituto Socioambiental, onde trabalhou por cerca de oito anos apoiando projetos educacionais e iniciativas de fortalecimento cultural junto aos povos do Alto Rio Negro.

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