Teve início nesta terça-feira (21/7) a implantação da Infovia 5 no rio Madeira, projeto que poderá beneficiar mais de 700 mil pessoas em nove municípios do Amazonas e de Rondônia. A estrutura faz parte do programa Norte Conectado e vai ligar Autazes (AM) a Porto Velho (RO) por meio de 1.116 quilômetros de cabos instalados no leito do rio e outros 210 quilômetros de rede terrestre.
Segundo o Ministério das Comunicações, a infraestrutura foi planejada para ampliar a conectividade em regiões da Amazônia onde o acesso à internet ainda é limitado. A rede deverá atender órgãos públicos, como hospitais, escolas, unidades do Judiciário e das Forças Armadas, além de permitir que provedores privados ampliem a oferta de internet à população.
Como a rede será operada
A internet não será gratuita e será operada por um consórcio de empresas. Interessados em participar do consórcio deverão concorrer por meio de chamamento público.
O coordenador-geral de Projetos de Infraestrutura do Ministério das Comunicações, Hugo Monteiro, afirmou que a infraestrutura foi desenhada para que metade de sua capacidade seja utilizada pelo consórcio, para exploração comercial, e a outra metade pelo poder público, para interligar escolas, hospitais, Forças Armadas e outros órgãos públicos.
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Cronograma e execução da obra
A primeira etapa do lançamento de cabos da Infovia 5 ocorre entre Autazes e Manicoré e deve durar entre 19 e 20 dias. O lançamento é feito por uma balsa-plataforma adaptada para a operação, após estudos técnicos que definiram o trajeto da fibra óptica no fundo do rio.
De acordo com a Entidade Administradora da Faixa (EAF), responsável pela execução do projeto, o percurso foi definido com base em levantamentos sobre profundidade, tipo de solo, presença de formações rochosas e áreas sujeitas à seca, para reduzir o risco de danos à infraestrutura.
O investimento na Infovia 5 está estimado entre R$ 300 milhões e R$ 400 milhões.
Desafios técnicos do trajeto
Segundo a EAF, os principais desafios à implantação da infovia nesse trecho são a intensa movimentação de embarcações e as dragagens realizadas para manter a hidrovia navegável.
Para reduzir esse risco, a EAF informou que, no trecho entre Manicoré e Porto Velho, os cabos serão enterrados em pontos considerados mais críticos, aumentando a proteção contra futuras dragagens e outras intervenções no leito do rio. Já no trecho entre Autazes e Manicoré, o cabo será apenas acomodado sobre o fundo do rio. A Marinha do Brasil e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) também terão acesso ao trajeto dos cabos, colaborando com o projeto.
