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Justiça do AM acata pedido do MP e bloqueia repasse federal à Prefeitura de Beruri por falta de transparência

Prefeitura de Beruri não teria entregado diversos documentos e planos de trabalho para recuperação de vila atingida por deslizamento em 2023.

Após Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), a Justiça da Comarca de Beruri, na noite desta segunda-feira (19/8), decidiu, bloquear o repasse de verba federal de R$ 12,1 milhões à Prefeitura de Beruri, município localizado a 173,52 quilômetros de Manaus.

Os motivos para o bloqueio seriam falta de transparência e de plano de trabalho detalhado para recuperação da Vila do Arumã, atingida por um grande deslizamento de terra ocorrido em setembro de 2023Centenas de pessoas ficaram desabrigadas e duas morreram.

O valor, autorizado pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, na semana passada, destina-se à construção de novas casas para moradores que perderam imóveis no desastre natural.


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Na Ação Civil Pública, a promotora de Justiça de Beruri, Jarla Ferraz Brito, informou que o MPAM instaurou um procedimento administrativo para acompanhar as políticas públicas desenvolvidas pela Prefeitura de Beruri para ajudar famílias desabrigadas pelo deslizamento. Em várias ocasiões, a Promotoria de Justiça solicitou informações do Executivo municipal sobre as medidas adotadas, como a remoção dos desabrigados, fornecimento de itens essenciais e o plano de reconstrução da comunidade. No entanto, as respostas têm sido insuficientes, especialmente no que tange à transparência e aplicação dos recursos advindos do governo estadual e federal.

Por exemplo, em abril deste ano, ao responder ao MPAM sobre o plano de trabalho para recuperação da comunidade, a Prefeitura de Beruri informou que seria liberado pelo Governo Federal apenas o montante de R$ 2,7 milhões, para a construção de 81 casas na comunidade, mas que a liberação dependia de questões administrativas. Na oportunidade, a prefeitura não apresentou o plano detalhado, com os nomes beneficiados e cronograma de ações, nem informou sobre o repasse de R$ 12,1 milhões, assunto amplamente divulgado pela imprensa amazonense.

Devido à falta de transparência, a promotora Jarla Ferraz Brito solicitou a concessão de tutela antecipada de urgência, em caráter liminar, para determinar ao município que apresente os documentos referentes à liberação da verba federal de R$ 12,1 milhões; cronograma das ações a serem desempenhadas pelo Poder Público local referente à reconstrução das moradias das famílias afetadas pelo desabamento; relatório da área nas quais os imóveis serão construídos e listas das pessoas a serem beneficiadas com as unidades habitacionais, entre outras informações.

Segundo a magistrada Priscila Pereira, de Beruri, a falta de transparência e a lentidão nas respostas poderia prejudicar a finalidade do repasse financeiro, “uma vez que o dinheiro público poderá ter destinação que talvez não atenda ao interesse público, vez que há potencial conduta volitiva em ocultar dados do plano de trabalho”. O valor bloqueado deverá ficar em uma conta judicial, assim que for repassado à Prefeitura de Beruri, sob pena de multa diária de R$ 10 mil, limitado ao teto de R$ 500 mil.

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Após Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), a Justiça da Comarca de Beruri, na noite desta segunda-feira (19/8), decidiu, bloquear o repasse de verba federal de R$ 12,1 milhões à Prefeitura de Beruri, município localizado a 173,52 quilômetros de Manaus.

Os motivos para o bloqueio seriam falta de transparência e de plano de trabalho detalhado para recuperação da Vila do Arumã, atingida por um grande deslizamento de terra ocorrido em setembro de 2023Centenas de pessoas ficaram desabrigadas e duas morreram.

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Por exemplo, em abril deste ano, ao responder ao MPAM sobre o plano de trabalho para recuperação da comunidade, a Prefeitura de Beruri informou que seria liberado pelo Governo Federal apenas o montante de R$ 2,7 milhões, para a construção de 81 casas na comunidade, mas que a liberação dependia de questões administrativas. Na oportunidade, a prefeitura não apresentou o plano detalhado, com os nomes beneficiados e cronograma de ações, nem informou sobre o repasse de R$ 12,1 milhões, assunto amplamente divulgado pela imprensa amazonense.

Devido à falta de transparência, a promotora Jarla Ferraz Brito solicitou a concessão de tutela antecipada de urgência, em caráter liminar, para determinar ao município que apresente os documentos referentes à liberação da verba federal de R$ 12,1 milhões; cronograma das ações a serem desempenhadas pelo Poder Público local referente à reconstrução das moradias das famílias afetadas pelo desabamento; relatório da área nas quais os imóveis serão construídos e listas das pessoas a serem beneficiadas com as unidades habitacionais, entre outras informações.

Segundo a magistrada Priscila Pereira, de Beruri, a falta de transparência e a lentidão nas respostas poderia prejudicar a finalidade do repasse financeiro, “uma vez que o dinheiro público poderá ter destinação que talvez não atenda ao interesse público, vez que há potencial conduta volitiva em ocultar dados do plano de trabalho”. O valor bloqueado deverá ficar em uma conta judicial, assim que for repassado à Prefeitura de Beruri, sob pena de multa diária de R$ 10 mil, limitado ao teto de R$ 500 mil.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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