De acordo com Rodrigo Stabile, diretor da Força Nacional do SUS, a capital amazonense foi escolhida por sua localização estratégica e pelas opções de transporte disponíveis, incluindo acesso aéreo, rodoviário e hidroviário.
“Porque a capital do Amazonas, ela traz pra gente um ponto logístico importante. Tem aeroporto, tem acesso viário, hidroviário, e a gente consegue chegar a vários locais em menos de 12 horas partindo daqui”, explicou o diretor.
A base de Manaus faz parte de uma estratégia para ampliar a cobertura do atendimento emergencial na região Norte. Segundo Stabile, também estão previstas bases em Porto Velho, em Rondônia e Belém, no Pará, com o objetivo de facilitar o acesso às áreas afetadas.
O diretor explicou que as equipes poderão ser mobilizadas em situações como interrupções de acesso provocadas pela estiagem e deslizamentos de terra, conhecidos na região como desbarrancamentos.
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A proposta é reduzir o tempo de resposta em locais onde as dificuldades de deslocamento prejudicam o acesso aos serviços de saúde.
Segundo o diretor, a unidade regional contará com cinco profissionais, responsáveis pelas áreas de assistência, logística, engajamento comunitário, administração e gestão local.
A equipe será encarregada de avaliar cada ocorrência e identificar quais recursos serão necessários para atender a população. Para isso, contará com apoio tecnológico e informações sobre os meios de transporte disponíveis nos municípios.
Stabile informou que a Força Nacional dispõe de um banco com cerca de 70 mil pessoas que podem ser mobilizadas de acordo com as necessidades de cada emergência.
Envio de equipes e equipamentos poderá ocorrer em até 72 horas
Além da chegada inicial ao local, a estrutura prevê o envio de profissionais e equipamentos específicos para atender cada situação. Conforme o diretor, a expectativa é que as equipes cheguem à área afetada em até 12 horas e que os recursos necessários sejam enviados em até 72 horas.
“Nesta tecnologia que nós temos hoje aqui, nós conseguimos em 12 horas chegar no local e em 72 horas enviar a equipe necessária, com os equipamentos necessários para que a gente possa atuar no local”, declarou.
Outro ponto destacado pelo diretor é a dificuldade de reunir dados completos sobre a situação da saúde nos municípios do interior. Segundo ele, a integração de informações entre municípios, estados e governo federal pode ajudar a identificar problemas e organizar o atendimento durante as emergências.
A base regional também deverá trabalhar em conjunto com a Secretaria de Saúde e órgãos estaduais para mapear as condições de acesso às comunidades, incluindo a disponibilidade de aviões, helicópteros e embarcações.
A iniciativa busca fortalecer a capacidade de resposta do SUS em situações que afetam o funcionamento dos serviços de saúde, especialmente em localidades onde a distância, a estiagem e as limitações de transporte dificultam o atendimento à população.
