Manaus figura na 6ª posição entre as cidades mais comercializadas por operadoras de turismo no receptivo internacional, segundo o Anuário 2026 da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa). O levantamento reúne dados de 54 operadoras associadas à entidade.
À frente da capital amazonense aparecem Rio de Janeiro, Foz do Iguaçu, São Paulo, Maceió e Porto Seguro. Logo atrás, na sétima posição, está Porto de Galinhas.

Além do desempenho pontual de Manaus no ranking, os dados regionais do receptivo internacional reforçam o avanço da Amazônia no radar do turismo estrangeiro.
A Região Norte respondeu por 15,8% dos embarques internacionais das operadoras associadas em 2025 e por 17,3% do faturamento do segmento.
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O receptivo internacional como um todo ainda representa uma fatia pequena do faturamento total das operadoras Braztoa, mas vem em trajetória de crescimento acelerado. Em 2023, primeiro ano da série histórica levantada pela entidade, o segmento faturou R$ 11,7 milhões, equivalente a 0,06% do total comercializado. Em 2025, esse valor saltou para R$ 54,7 milhões, alcançando 0,23% de participação, o maior crescimento proporcional da série.
A adesão das operadoras a esse tipo de serviço também aumentou. A participação de empresas que atuam com receptivo internacional passou de 19% em 2024 para 28% em 2025.
Perfil das viagens para o Brasil
Segundo o Anuário, o receptivo internacional no país registrou 125,7 mil diárias comercializadas em 2025. A maior parte dos visitantes estrangeiros atendidos pelas operadoras permaneceu no Brasil entre 5 e 8 dias (37,7% dos casos), enquanto 28,7% ficaram até 4 dias e 28,1% entre 9 e 15 dias.
Quanto à origem desses turistas, a Europa lidera como principal mercado emissor, com 33,3% do fluxo, seguida de perto pela América do Sul, com 32,7%, um salto em relação a 2024, quando a região sul-americana ocupava a quarta posição. A América do Norte responde por 21,4% e a Ásia por 9,4%.
O que puxa a demanda
O documento aponta que, entre as atrações mais vendidas no receptivo internacional, ganham força experiências ligadas à natureza e à autenticidade, como Amazônia, Pantanal e Lençóis Maranhenses, ao lado dos tradicionais cartões-postais do país, caso de Cataratas do Iguaçu, Cristo Redentor e Pão de Açúcar.
É importante frisar que os números do Anuário Braztoa refletem exclusivamente a atuação das operadoras associadas à entidade, um recorte relevante do mercado de turismo de lazer, mas não a totalidade do setor no país.
