Neste sábado (10/10), a fumaça voltou a encobrir Manaus pelo terceiro dia consecutivo, com pontos da capital amazonense registrando concentração de partículas de 209,1 µg/m³. Esse índice é 736,4% maior que o limite de 25 µg/m³ usado pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), para classificar a qualidade do ar como boa.
No início da manhã, o sensor instalado na Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), registrou esse nível de concentração de partículas na Zona Centro-Sul, e o ar recebeu classificação péssima. Em apenas dois pontos da capital amazonense a qualidade do ar era considerada moderada.
Municípios da Região Metropolitana de Manaus também são impactados pela fumaça. Em Itacoatiara, a concentração de partículas chegou a 2.016,1 µg/m³, por volta de 6h. Na cidade, a Defesa Civil disparou um alerta por volta de 8h20, recomendando o uso de máscaras ao sair de casa e pediu que a população evite exposição à fumaça.
Em Careiro, o índice alcançou 121,4 µg/m³, nível classificado como muito ruim. Já em Careiro da Várzea, o índice da plataforma chegou a 144,1. também em nível considerado péssimo.
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A fumaça também preocupa as autoridades de saúde. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), foram registrados 82 atendimentos de urgência relacionados a possíveis efeitos da fumaça de queimadas em Manaus entre 1º e 8 de outubro. Os afetados pela fumaça apresentaram sintomas como falta de ar, tosse, irritação na garganta, dor de cabeça, dor no peito, náuseas, vômitos, tontura e fadiga.
