O Amazonas registrou uma redução de 92% nas mortes provocadas por vírus respiratórios entre janeiro e 4 de agosto deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025. Segundo dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas, foram quatro mortes em 2026, contra 50 no ano passado.
Todas as vítimas registradas neste ano tinham 60 anos ou mais. Para Lilian Furtado, gerente de Vigilância de Doenças Transmissíveis da FVS-RCP, a vacinação é um dos principais fatores que explicam a redução dos casos graves e dos óbitos.
“Essa redução se dá principalmente pela vacinação. Então, a vacinação é a principal prevenção e super importante para a gente diminuir a gravidade quando esses vírus chegam”, afirmou Lilian, em entrevista ao Onda News, transmitida pela Rede Onda Digital, nesta quinta-feira (13/8).
Apesar da queda expressiva nas mortes, o cenário entre as crianças ainda exige atenção. Dos 1.280 casos confirmados de síndrome respiratória aguda grave no Amazonas neste ano, mais de 60% ocorreram em crianças de até 4 anos.
Os menores de um ano concentram o maior número de hospitalizações, com 621 casos. Entre crianças de 1 a 4 anos, foram registrados outros 392 casos.
O rinovírus aparece como o agente de maior circulação, com 549 casos confirmados. Em seguida está o vírus sincicial respiratório, o VSR, com 438 registros. A influenza soma 193 casos, e a covid-19, 46.
Crianças podem piorar rapidamente
Segundo Lilian Furtado, os pais precisam ficar atentos principalmente à mudança de comportamento e à piora do quadro clínico das crianças, já que os menores podem apresentar agravamento em pouco tempo.
“A criança tem uma característica de piorar muito rápido. Então, se essa criança deixou de comer, tem uma dificuldade respiratória, não perca tempo, leve logo numa unidade de saúde”, orientou.
Entre os principais sintomas estão tosse, dificuldade para respirar, febre e desconforto respiratório. A recomendação é procurar atendimento médico diante de sinais de agravamento, principalmente no caso de crianças pequenas e pessoas dos grupos de risco.
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Rinovírus e VSR preocupam
A gerente da FVS-RCP explicou que o rinovírus, conhecido por provocar o resfriado comum, é atualmente o principal agente identificado entre as crianças. O VSR também permanece em circulação e pode provocar agravamento rápido do quadro respiratório.
“Hoje as crianças são atacadas principalmente pelo rinovírus, que é o do resfriado comum, junto com o vírus sincicial respiratório, que apesar de a gente ter uma queda, ele ainda está circulando”, explicou.
De acordo com Lilian, o aumento da secreção provocado pela infecção pode dificultar a respiração dos pequenos e exigir atendimento médico rápido.
“Esse vírus faz com que a criança se agrave muito rápido. É um aumento da secreção que dificulta a parte respiratória da criança”, alertou.
Mesmo com a queda de 92% nos óbitos, a FVS reforça a importância da vacinação e da atenção aos sinais de agravamento. A orientação é não esperar a piora do quadro para procurar uma unidade de saúde, especialmente quando a criança apresenta dificuldade respiratória, deixa de se alimentar ou demonstra alterações importantes no estado geral.
