As multas aplicadas pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) somaram R$ 8,5 milhões durante o período de proibição do uso do fogo no estado, estabelecido por decreto estadual por 120 dias. O balanço da 13ª etapa da Operação Tamoiotatá 6, divulgado nesta quinta-feira (29), também registra o embargo de 916,03 hectares, 56 autos de infração e 38 termos de embargo e interdição em seis municípios amazonenses.
As fiscalizações ocorreram entre os dias 9 e 28 de outubro, nos municípios de Careiro, Careiro da Várzea, Borba, Beruri, Manaquiri e Autazes. Entre as irregularidades identificadas estão desmatamento sem autorização, queimadas ilegais, danos à vegetação nativa e descumprimento de embargos ambientais.
Ao todo, as multas somaram R$ 8.547.100, enquanto a área embargada chegou a 916,03 hectares, extensão equivalente a aproximadamente 1.283 campos de futebol.
As ações foram realizadas durante a vigência do decreto estadual que proíbe o uso do fogo no Amazonas por 120 dias, como medida de prevenção e combate às queimadas.
Borba
Entre os municípios fiscalizados, Borba registrou o maior valor em penalidades, com R$ 3,5 milhões em multas distribuídas em 12 autos de infração. Também foi registrado um termo de embargo referente a 136,56 hectares.
No Careiro, foram aplicados R$ 1,7 milhão em multas, por meio de 23 autos de infração. O município concentrou a maior área embargada, com 595,24 hectares e 28 termos de embargo e interdição.
Já em Manaquiri, foram contabilizados quatro autos de infração, que somaram R$ 1,2 milhão em multas, além de 126,48 hectares embargados. Uma das principais penalidades, de R$ 1,14 milhão, foi aplicada pelo uso irregular do fogo em aproximadamente 76 hectares de área agropastoril.
Em Beruri, as cinco autuações totalizaram R$ 1 milhão. Da mesma maneira, no Careiro da Várzea, foram registrados dez autos de infração, com R$ 927,5 mil em multas e 55,55 hectares embargados.
Em Autazes, duas autuações resultaram em R$ 40 mil em multas e no embargo de uma área de 2,19 hectares.

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Fumaça em Manaus
Durante a operação, parte das equipes foi deslocada para reforçar as fiscalizações em municípios próximos de Manaus, devido à influência do desmatamento e das queimadas na geração de fumaça que atinge a capital.
Segundo o analista ambiental Alexandre Souza, gerente de fiscalização ambiental em exercício do Ipaam, as principais irregularidades encontradas estão relacionadas ao desmatamento e às queimadas ilegais, especialmente em áreas utilizadas para atividades agropastoris.
O diretor-presidente do instituto, Gustavo Picanço, afirmou que o uso de tecnologias de monitoramento tem ajudado a direcionar as equipes para áreas prioritárias e ampliar a identificação de infrações ambientais.
Segundo o órgão, a Operação Tamoiotatá 6 deve continuar até dezembro de 2026, com ações de fiscalização voltadas principalmente ao combate ao desmatamento e ao uso irregular do fogo.

Tecnologia auxilia fiscalização
Durante as ações, os agentes utilizaram imagens de satélite, drones, ferramentas de geoprocessamento e informações do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para identificar possíveis irregularidades e orientar as fiscalizações em campo.
As equipes também contaram com internet via satélite nas viaturas, o que permite manter a comunicação e acessar informações em localidades sem cobertura de telefonia móvel.
A operação reúne o Ipaam, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, órgãos de inteligência e outras instituições estaduais e federais.
Como denunciar
A população pode denunciar desmatamento ilegal, queimadas irregulares e outras infrações ambientais ao Ipaam pelo WhatsApp (92) 98557-9454.
Em casos de incêndios em andamento, o Corpo de Bombeiros deve ser acionado pelo número 193.
