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Nota do Ibama aponta que influenciador da capivara Filó foi multado por morte de preguiça

Em documento de 24 de abril, Ibama aponta morte de uma preguiça e prática de maus tratos a animais como razões para multar influenciador.

Uma nota técnica do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) datada de 24 de abril aponta que o influenciador e fazendeiro Agenor Tupinambá foi multado pela morte de uma preguiça-real que estava na posse dele, e que ele também “utilizou diversos animais silvestres de origem ilegal” além da capivara Filó. Agenor foi alvo de polêmica nas últimas semanas quando o órgão ambiental o multou em R$ 17 mil e levou a capivara para um Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas). No último fim de semana, o animal foi devolvido ao influenciador.

A nota é assinada por dois analistas do Ibama. As conclusões foram obtidas por meio da análise de redes sociais do influenciador e entrevista, segundo o documento.

Segundo o Ibama, Agenor foi multado por quatro crimes:

  1. Morte de uma preguiça-real, situação confirmada por Agenor;
  2. Prática de maus-tratos contra animal silvestre (preguiça real);
  3. Uso de espécimes da fauna silvestre sem a devida permissão de autoridade competente (capivara e papagaio);
  4. Exploração da imagem de animal silvestre mantido em situação de abuso (capivara) e irregularmente em cativeiro.

Leia mais:

Caso Filó: Ibama ainda pode pedir a guarda da capivara

Ambientalistas fazem ato de apoio ao Ibama após polêmica da capivara Filó


A morte dessa preguiça foi o primeiro caso envolvendo o influenciador que chegou ao conhecimento do Ibama. De acordo com a nota, a preguiça morreu por “maus tratos”.

Além disso, o documento ainda aponta que Agenor teria “manipulado ovos de jacaré em um ninho, modificando-o”, e teria utilizado e mantido em cativeiro dois papagaios para se promover nas redes sociais. Além das espécies já citadas, o Ibama apontou haver uma paca em cativeiro, o uso de duas jiboias para se promover nas redes e uma arara vermelha, também em situação de clausura.

Agenor, que é estudante de agronomia, nega as acusações de abuso, maus tratos e exploração contra os animais. Um vídeo de 25 de abril postado em suas redes sociais mostra o influenciador participando de uma brincadeira de “pega porco” num rodeio acabou sendo comentado pela ativista dos animais Luisa Mell, que o acusou de maus tratos. Ele divulgou uma nota nas redes sociais, dizendo que o vídeo com o porco foi gravado em 2022 e que a visão dele sobre rodeios mudou.

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Uma nota técnica do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) datada de 24 de abril aponta que o influenciador e fazendeiro Agenor Tupinambá foi multado pela morte de uma preguiça-real que estava na posse dele, e que ele também “utilizou diversos animais silvestres de origem ilegal” além da capivara Filó. Agenor foi alvo de polêmica nas últimas semanas quando o órgão ambiental o multou em R$ 17 mil e levou a capivara para um Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas). No último fim de semana, o animal foi devolvido ao influenciador.

A nota é assinada por dois analistas do Ibama. As conclusões foram obtidas por meio da análise de redes sociais do influenciador e entrevista, segundo o documento.

Segundo o Ibama, Agenor foi multado por quatro crimes:

  1. Morte de uma preguiça-real, situação confirmada por Agenor;
  2. Prática de maus-tratos contra animal silvestre (preguiça real);
  3. Uso de espécimes da fauna silvestre sem a devida permissão de autoridade competente (capivara e papagaio);
  4. Exploração da imagem de animal silvestre mantido em situação de abuso (capivara) e irregularmente em cativeiro.

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Agenor, que é estudante de agronomia, nega as acusações de abuso, maus tratos e exploração contra os animais. Um vídeo de 25 de abril postado em suas redes sociais mostra o influenciador participando de uma brincadeira de “pega porco” num rodeio acabou sendo comentado pela ativista dos animais Luisa Mell, que o acusou de maus tratos. Ele divulgou uma nota nas redes sociais, dizendo que o vídeo com o porco foi gravado em 2022 e que a visão dele sobre rodeios mudou.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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