Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Projeto Escolas do Futuro instala Biodigestores em 10 escolas do Amazonas

A partir da próxima segunda-feira, dia 10, dez escolas públicas do Amazonas vão receber biodigestores capazes de transformar sobras de comida dos alunos em gás de cozinha e biofertilizante. O projeto, batizado de Escolas do Futuro, Guardiões da Amazônia, começa pela Escola Estadual Cid Cabral, no bairro Cidade Nova, na zona norte de Manaus, e depois segue para outras nove unidades, em Manaus e no interior do estado.

A iniciativa está associada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os ODS, criados pela Organização das Nações Unidas na Agenda 2030 para orientar melhorias em indicadores sociais, econômicos e ambientais ao redor do mundo. Na prática, o projeto ativa a meta de energia limpa e acessível ao instalar biodigestores nas escolas.

O projeto é conduzido pela Amazônia B, empresa de negócios sustentáveis, em parceria com a Eneva e o Instituto Ecoleta. A informação foi apresentada por Belmon Viga, diretor da Amazônia B, em entrevista ao programa Primeira Onda.

Como funciona o biodigestor

Belmon Viga, diretor da Amazônia B

Segundo Viga, o equipamento escolhido para as escolas tem capacidade para processar até 10 quilos de resíduo orgânico por dia, o que evita o envio de cerca de duas toneladas de lixo ao aterro sanitário ao longo de um ano.

O processo funciona como uma compostagem, mas com retenção do gás gerado. Ao decompor o resíduo orgânico, o biodigestor produz metano, que normalmente seria liberado na atmosfera.

“O resíduo orgânico libera o chorume, libera o gás metano que vai para a atmosfera, e isso acelera a questão das mudanças climáticas”, explicou o diretor da Amazônia B, enfatizando que isso vai ser retido pelo equipamento e virar energia limpa e renovável.

A decomposição também gera biofertilizante, que pode ser usado em hortas escolares. Segundo Viga, a expectativa é que cada escola consiga economizar até dois botijões de gás por mês com o reaproveitamento do biogás.


Leia mais

Educação ambiental chega às escolas do Amazonas com novo projeto da Defensoria; confira

Confira as cidades do Amazonas que recebem os barcos do INSS


Por que a escolha dessas dez escolas

Biodigestores

Viga contou que a ideia surgiu a partir de referências internacionais, como o uso de biodigestores em praças públicas na Holanda. Ele chegou a considerar a instalação de equipamentos em espaços públicos no Amazonas, mas descartou a hipótese por avaliar o risco de depredação. “Aqui na nossa região, muito provavelmente, iam roubar e vandalizar”, afirmou.

Por isso, o projeto optou por escolas com pelo menos 700 alunos, número considerado necessário para gerar volume suficiente de resíduo orgânico para o biodigestor. Para Viga, o alcance vai além dos muros da escola: “A gente está multiplicando essa informação por 700 pessoas, mais educadores, mil pessoas, que essas mil pessoas levam para casa e falam da importância de olhar esse resíduo orgânico”.

A primeira edição do projeto é fruto de parceria com a Eneva e abrange dez escolas. Quatro delas ficam em Manaus, incluindo a Cid Cabral, e as demais estão nos municípios de Silves, Itapiranga e Rio Preto da Eva. Além da instalação dos equipamentos, o projeto prevê oficinas e workshops sobre logística reversa, bioeconomia e ODS para os estudantes.

A Amazônia B atua com projetos de impacto social nas áreas de sustentabilidade, saúde e bem-estar e empreendedorismo na Amazônia. Segundo Viga, a proposta da empresa é ampliar a participação do setor privado em ações de responsabilidade socioambiental na região, sem retirar a responsabilidade do poder público.

Biodigestores
- Publicidade -[adrotate group="7"]

A partir da próxima segunda-feira, dia 10, dez escolas públicas do Amazonas vão receber biodigestores capazes de transformar sobras de comida dos alunos em gás de cozinha e biofertilizante. O projeto, batizado de Escolas do Futuro, Guardiões da Amazônia, começa pela Escola Estadual Cid Cabral, no bairro Cidade Nova, na zona norte de Manaus, e depois segue para outras nove unidades, em Manaus e no interior do estado.

A iniciativa está associada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os ODS, criados pela Organização das Nações Unidas na Agenda 2030 para orientar melhorias em indicadores sociais, econômicos e ambientais ao redor do mundo. Na prática, o projeto ativa a meta de energia limpa e acessível ao instalar biodigestores nas escolas.

O projeto é conduzido pela Amazônia B, empresa de negócios sustentáveis, em parceria com a Eneva e o Instituto Ecoleta. A informação foi apresentada por Belmon Viga, diretor da Amazônia B, em entrevista ao programa Primeira Onda.

Como funciona o biodigestor

Belmon Viga, diretor da Amazônia B

Segundo Viga, o equipamento escolhido para as escolas tem capacidade para processar até 10 quilos de resíduo orgânico por dia, o que evita o envio de cerca de duas toneladas de lixo ao aterro sanitário ao longo de um ano.

O processo funciona como uma compostagem, mas com retenção do gás gerado. Ao decompor o resíduo orgânico, o biodigestor produz metano, que normalmente seria liberado na atmosfera.

“O resíduo orgânico libera o chorume, libera o gás metano que vai para a atmosfera, e isso acelera a questão das mudanças climáticas”, explicou o diretor da Amazônia B, enfatizando que isso vai ser retido pelo equipamento e virar energia limpa e renovável.

A decomposição também gera biofertilizante, que pode ser usado em hortas escolares. Segundo Viga, a expectativa é que cada escola consiga economizar até dois botijões de gás por mês com o reaproveitamento do biogás.


Leia mais

Educação ambiental chega às escolas do Amazonas com novo projeto da Defensoria; confira

Confira as cidades do Amazonas que recebem os barcos do INSS


Por que a escolha dessas dez escolas

Biodigestores

Viga contou que a ideia surgiu a partir de referências internacionais, como o uso de biodigestores em praças públicas na Holanda. Ele chegou a considerar a instalação de equipamentos em espaços públicos no Amazonas, mas descartou a hipótese por avaliar o risco de depredação. “Aqui na nossa região, muito provavelmente, iam roubar e vandalizar”, afirmou.

Por isso, o projeto optou por escolas com pelo menos 700 alunos, número considerado necessário para gerar volume suficiente de resíduo orgânico para o biodigestor. Para Viga, o alcance vai além dos muros da escola: “A gente está multiplicando essa informação por 700 pessoas, mais educadores, mil pessoas, que essas mil pessoas levam para casa e falam da importância de olhar esse resíduo orgânico”.

A primeira edição do projeto é fruto de parceria com a Eneva e abrange dez escolas. Quatro delas ficam em Manaus, incluindo a Cid Cabral, e as demais estão nos municípios de Silves, Itapiranga e Rio Preto da Eva. Além da instalação dos equipamentos, o projeto prevê oficinas e workshops sobre logística reversa, bioeconomia e ODS para os estudantes.

A Amazônia B atua com projetos de impacto social nas áreas de sustentabilidade, saúde e bem-estar e empreendedorismo na Amazônia. Segundo Viga, a proposta da empresa é ampliar a participação do setor privado em ações de responsabilidade socioambiental na região, sem retirar a responsabilidade do poder público.

Biodigestores
- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

CMM lamenta morte de Chicão, fundador do Grupo São Pedro

A Câmara Municipal de Manaus (CMM) lamentou, neste domingo (8), a morte do empresário Francisco Helder de Oliveira Peixoto, conhecido como Chicão, fundador e...

Correria e imprevistos marcam os ‘atrasados do Enem’ em Manaus

Atrasos, correria e situações inesperadas marcaram a chegada de candidatos na Universidade Nilton Lins para a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Qualidade do ar em Manaus atinge nível ‘muito ruim’ neste domingo (8), aponta UEA

A qualidade do ar em Manaus atingiu níveis considerados muito ruins neste domingo (8), segundo dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da...

Renato Junior determina ações contra paredões de som em postos de gasolina de Manaus

Por determinação do prefeito Renato Junior, a Guarda Municipal de Manaus (GMM) realizou, na madrugada deste domingo (8), a operação “Perturbação do Sossego”. Durante...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Nova Olinda do Norte e Rio Preto da Eva recebem carretas com exames e consultas pelo SUS

Dois municípios do Amazonas passam a receber atendimento especializado por meio das carretas de saúde do programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde,...

Amazonas tem 58,8 mil estudantes da rede pública inscritos automaticamente no Enem 2026

O Amazonas tem cerca de 58,8 mil estudantes da rede pública inscritos automaticamente no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026. Os candidatos fazem...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

CMM lamenta morte de Chicão, fundador do Grupo São Pedro

A Câmara Municipal de Manaus (CMM) lamentou, neste domingo (8), a morte do empresário Francisco Helder de Oliveira Peixoto, conhecido como Chicão, fundador e...

Correria e imprevistos marcam os ‘atrasados do Enem’ em Manaus

Atrasos, correria e situações inesperadas marcaram a chegada de candidatos na Universidade Nilton Lins para a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)...

Qualidade do ar em Manaus atinge nível ‘muito ruim’ neste domingo (8), aponta UEA

A qualidade do ar em Manaus atingiu níveis considerados muito ruins neste domingo (8), segundo dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da...

Renato Junior determina ações contra paredões de som em postos de gasolina de Manaus

Por determinação do prefeito Renato Junior, a Guarda Municipal de Manaus (GMM) realizou, na madrugada deste domingo (8), a operação “Perturbação do Sossego”. Durante...

Nova Olinda do Norte e Rio Preto da Eva recebem carretas com exames e consultas pelo SUS

Dois municípios do Amazonas passam a receber atendimento especializado por meio das carretas de saúde do programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde,...

Amazonas tem 58,8 mil estudantes da rede pública inscritos automaticamente no Enem 2026

O Amazonas tem cerca de 58,8 mil estudantes da rede pública inscritos automaticamente no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026. Os candidatos fazem...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]