Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Dia Mundial de Combate à Tuberculose: jovem relata isolamento e luta pela cura

Nesta terça-feira (24), Dia Mundial de Combate à Tuberculose, a Rede Onda Digital conta a história da jovem Jady Hanna, publicitária de 25 anos, que serve como alerta sobre os perigos da doença e a importância do diagnóstico precoce. O que começou com uma tosse persistente quase terminou em tragédia, e o tratamento, segundo ela, foi tão desafiador quanto a própria doença.

“Eu descobri a tuberculose em 2019, mas em 2018 eu já tinha todos os sintomas possíveis, principalmente a tosse. Essa tosse me perseguiu durante um ano”, conta Jady.

Além da tosse, ela também teve perda de peso, febre, dores no corpo e sangramento nasal. O que a levou a procurar ajuda de vez, no entanto, foi um episódio assustador.

Eu fui tossir, normal, e vomitei sangue. Eu lembro como se fosse ontem, que tinha uma poça de sangue no meu quarto. Eu perdi muito sangue. Saía tanto pela boca quanto pelo nariz”, relembra.

Jady Hanna, sobrevivente de um quadro tuberculose grave (Foto: Arquivo Pessoal)

Jady chegou ao hospital desacordada. “O médico deixou bem claro para a minha mãe que eu tava entre a vida e a morte, que eu perdi muito sangue.”

Tratamento: “Antes de te ajudar, ele te mata”

A luta contra a tuberculose, no entanto, não terminou no hospital. O tratamento exige disciplina e enfrenta efeitos colaterais severos.

“O mais difícil pra mim foi o isolamento. Eu sou muito apegada à minha família e ficar isolada longe deles, longe da minha mãe, da minha irmã, do meu pai, dos meus irmãos, foi bem difícil”, desabafa.

Jady também relata os efeitos agressivos da medicação nos primeiros dias.

“Antes do remédio te ajudar, te fortalecer, ele te mata. As primeiras duas semanas eu lembro como se fosse ontem. Eu não sentia as minhas pernas. Não tinha força nas pernas. Elas ficavam moles. Eu não conseguia andar, não conseguia tomar banho sozinha. Meu cabelo caía também.”


Leia mais 

Moeda no umbigo e leite materno no olho: pediatra alerta sobre crenças populares que colocam bebês em risco

Mercado de canetas emagrecedoras deve crescer com fim da exclusividade de patente


Atendimento pelo SUS

Apesar das dificuldades, Jady destaca o acolhimento que recebeu no sistema público de saúde.

“A minha experiência no SUS foi maravilhosa. Eu tive acompanhamento com um médico e uma enfermeira. Tinha que estar a princípio de 15 em 15 dias e depois foi a cada um mês. Sempre fazendo raio-x, sendo bem cuidada”, conta.

(Foto: Eduardo Gomes – ILMD / Fiocruz Amazônia)

Ela também ressalta a importância de seguir o tratamento até o fim, uma orientação fundamental no combate à doença.

“Por mais que o tratamento seja durante seis meses ou um ano, um ano e meio, não desista. Porque o que é seis meses perto de uma vida inteira, com uma saúde boa? A gente sabe que se desistir no início, no meio do período de tratamento, a doença volta. E volta três vezes pior”.

Tuberculose tem cura e tratamento gratuito pelo SUS

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a tuberculose é uma doença que tem cura, e o diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações graves e a transmissão da doença. A OPAS atua em parceria com o Ministério da Saúde no fortalecimento das políticas públicas de enfrentamento à doença.

O Ministério da Saúde, por sua vez, reforça que o tratamento da tuberculose é gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e está disponível em todas as unidades básicas de saúde do país. A pasta também integra o Programa Brasil Saudável, que tem como meta eliminar doenças socialmente determinadas, incluindo a tuberculose, até 2030.

A data de 24 de março foi escolhida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em homenagem ao anúncio da descoberta do bacilo causador da tuberculose, em 1882. Apesar dos avanços, a doença ainda mata milhares de pessoas por ano no mundo, especialmente entre populações mais vulneráveis.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

Nesta terça-feira (24), Dia Mundial de Combate à Tuberculose, a Rede Onda Digital conta a história da jovem Jady Hanna, publicitária de 25 anos, que serve como alerta sobre os perigos da doença e a importância do diagnóstico precoce. O que começou com uma tosse persistente quase terminou em tragédia, e o tratamento, segundo ela, foi tão desafiador quanto a própria doença.

“Eu descobri a tuberculose em 2019, mas em 2018 eu já tinha todos os sintomas possíveis, principalmente a tosse. Essa tosse me perseguiu durante um ano”, conta Jady.

Além da tosse, ela também teve perda de peso, febre, dores no corpo e sangramento nasal. O que a levou a procurar ajuda de vez, no entanto, foi um episódio assustador.

Eu fui tossir, normal, e vomitei sangue. Eu lembro como se fosse ontem, que tinha uma poça de sangue no meu quarto. Eu perdi muito sangue. Saía tanto pela boca quanto pelo nariz”, relembra.

Jady Hanna, sobrevivente de um quadro tuberculose grave (Foto: Arquivo Pessoal)

Jady chegou ao hospital desacordada. “O médico deixou bem claro para a minha mãe que eu tava entre a vida e a morte, que eu perdi muito sangue.”

Tratamento: “Antes de te ajudar, ele te mata”

A luta contra a tuberculose, no entanto, não terminou no hospital. O tratamento exige disciplina e enfrenta efeitos colaterais severos.

“O mais difícil pra mim foi o isolamento. Eu sou muito apegada à minha família e ficar isolada longe deles, longe da minha mãe, da minha irmã, do meu pai, dos meus irmãos, foi bem difícil”, desabafa.

Jady também relata os efeitos agressivos da medicação nos primeiros dias.

“Antes do remédio te ajudar, te fortalecer, ele te mata. As primeiras duas semanas eu lembro como se fosse ontem. Eu não sentia as minhas pernas. Não tinha força nas pernas. Elas ficavam moles. Eu não conseguia andar, não conseguia tomar banho sozinha. Meu cabelo caía também.”


Leia mais 

Moeda no umbigo e leite materno no olho: pediatra alerta sobre crenças populares que colocam bebês em risco

Mercado de canetas emagrecedoras deve crescer com fim da exclusividade de patente


Atendimento pelo SUS

Apesar das dificuldades, Jady destaca o acolhimento que recebeu no sistema público de saúde.

“A minha experiência no SUS foi maravilhosa. Eu tive acompanhamento com um médico e uma enfermeira. Tinha que estar a princípio de 15 em 15 dias e depois foi a cada um mês. Sempre fazendo raio-x, sendo bem cuidada”, conta.

(Foto: Eduardo Gomes – ILMD / Fiocruz Amazônia)

Ela também ressalta a importância de seguir o tratamento até o fim, uma orientação fundamental no combate à doença.

“Por mais que o tratamento seja durante seis meses ou um ano, um ano e meio, não desista. Porque o que é seis meses perto de uma vida inteira, com uma saúde boa? A gente sabe que se desistir no início, no meio do período de tratamento, a doença volta. E volta três vezes pior”.

Tuberculose tem cura e tratamento gratuito pelo SUS

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a tuberculose é uma doença que tem cura, e o diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações graves e a transmissão da doença. A OPAS atua em parceria com o Ministério da Saúde no fortalecimento das políticas públicas de enfrentamento à doença.

O Ministério da Saúde, por sua vez, reforça que o tratamento da tuberculose é gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e está disponível em todas as unidades básicas de saúde do país. A pasta também integra o Programa Brasil Saudável, que tem como meta eliminar doenças socialmente determinadas, incluindo a tuberculose, até 2030.

A data de 24 de março foi escolhida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em homenagem ao anúncio da descoberta do bacilo causador da tuberculose, em 1882. Apesar dos avanços, a doença ainda mata milhares de pessoas por ano no mundo, especialmente entre populações mais vulneráveis.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Escola indígena do Amazonas está entre as finalistas de melhores escolas do mundo

A Escola Baniwa Kalipana, localizada em São Gabriel da Cachoeira, no Alto Rio Negro, colocou o Amazonas entre os destaques da educação mundial ao...

Direto ao Ponto Pesquisas: 86% não sabem em quem votar para deputado federal

A disputa pelas cadeiras na Câmara dos Deputados começou a ganhar os primeiros contornos, mas o tabuleiro político está aberto. Um novo levantamento do...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Festival de Parintins: veja os cuidados para proteger crianças durante a viagem

Com a chegada da 59ª edição do Festival Folclórico de Parintins, que começa nesta sexta-feira (26), a Rede Onda Digital buscou a Polícia Civil...

Conheça os jurados que vão decidir o Festival de Parintins 2026

A Comissão Julgadora do 59º Festival Folclórico de Parintins foi apresentada nessa quarta-feira (24), reunindo profissionais com experiência em música, artes cênicas, dança, audiovisual,...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Em meio à crise no PL, Maria do Carmo declara apoio a Michelle Bolsonaro

A pré-candidata ao Governo do Amazonas pelo PL, Maria do Carmo Seffair, manifestou apoio público à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em meio à crise interna...

Como o Festival de Parintins ajuda construir a identidade indígena amazônica

Muito além da disputa entre os bois Caprichoso e Garantido, o Festival Folclórico de Parintins se consolidou como um dos principais espaços de construção...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Escola indígena do Amazonas está entre as finalistas de melhores escolas do mundo

A Escola Baniwa Kalipana, localizada em São Gabriel da Cachoeira, no Alto Rio Negro, colocou o Amazonas entre os destaques da educação mundial ao...

Direto ao Ponto Pesquisas: 86% não sabem em quem votar para deputado federal

A disputa pelas cadeiras na Câmara dos Deputados começou a ganhar os primeiros contornos, mas o tabuleiro político está aberto. Um novo levantamento do...

Festival de Parintins: veja os cuidados para proteger crianças durante a viagem

Com a chegada da 59ª edição do Festival Folclórico de Parintins, que começa nesta sexta-feira (26), a Rede Onda Digital buscou a Polícia Civil...

Conheça os jurados que vão decidir o Festival de Parintins 2026

A Comissão Julgadora do 59º Festival Folclórico de Parintins foi apresentada nessa quarta-feira (24), reunindo profissionais com experiência em música, artes cênicas, dança, audiovisual,...

Em meio à crise no PL, Maria do Carmo declara apoio a Michelle Bolsonaro

A pré-candidata ao Governo do Amazonas pelo PL, Maria do Carmo Seffair, manifestou apoio público à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em meio à crise interna...

Como o Festival de Parintins ajuda construir a identidade indígena amazônica

Muito além da disputa entre os bois Caprichoso e Garantido, o Festival Folclórico de Parintins se consolidou como um dos principais espaços de construção...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]