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Dia Mundial de Combate à Tuberculose: jovem relata isolamento e luta pela cura

Nesta terça-feira (24), Dia Mundial de Combate à Tuberculose, a Rede Onda Digital conta a história da jovem Jady Hanna, publicitária de 25 anos, que serve como alerta sobre os perigos da doença e a importância do diagnóstico precoce. O que começou com uma tosse persistente quase terminou em tragédia, e o tratamento, segundo ela, foi tão desafiador quanto a própria doença.

“Eu descobri a tuberculose em 2019, mas em 2018 eu já tinha todos os sintomas possíveis, principalmente a tosse. Essa tosse me perseguiu durante um ano”, conta Jady.

Além da tosse, ela também teve perda de peso, febre, dores no corpo e sangramento nasal. O que a levou a procurar ajuda de vez, no entanto, foi um episódio assustador.

Eu fui tossir, normal, e vomitei sangue. Eu lembro como se fosse ontem, que tinha uma poça de sangue no meu quarto. Eu perdi muito sangue. Saía tanto pela boca quanto pelo nariz”, relembra.

Jady Hanna, sobrevivente de um quadro tuberculose grave (Foto: Arquivo Pessoal)

Jady chegou ao hospital desacordada. “O médico deixou bem claro para a minha mãe que eu tava entre a vida e a morte, que eu perdi muito sangue.”

Tratamento: “Antes de te ajudar, ele te mata”

A luta contra a tuberculose, no entanto, não terminou no hospital. O tratamento exige disciplina e enfrenta efeitos colaterais severos.

“O mais difícil pra mim foi o isolamento. Eu sou muito apegada à minha família e ficar isolada longe deles, longe da minha mãe, da minha irmã, do meu pai, dos meus irmãos, foi bem difícil”, desabafa.

Jady também relata os efeitos agressivos da medicação nos primeiros dias.

“Antes do remédio te ajudar, te fortalecer, ele te mata. As primeiras duas semanas eu lembro como se fosse ontem. Eu não sentia as minhas pernas. Não tinha força nas pernas. Elas ficavam moles. Eu não conseguia andar, não conseguia tomar banho sozinha. Meu cabelo caía também.”


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Atendimento pelo SUS

Apesar das dificuldades, Jady destaca o acolhimento que recebeu no sistema público de saúde.

“A minha experiência no SUS foi maravilhosa. Eu tive acompanhamento com um médico e uma enfermeira. Tinha que estar a princípio de 15 em 15 dias e depois foi a cada um mês. Sempre fazendo raio-x, sendo bem cuidada”, conta.

(Foto: Eduardo Gomes – ILMD / Fiocruz Amazônia)

Ela também ressalta a importância de seguir o tratamento até o fim, uma orientação fundamental no combate à doença.

“Por mais que o tratamento seja durante seis meses ou um ano, um ano e meio, não desista. Porque o que é seis meses perto de uma vida inteira, com uma saúde boa? A gente sabe que se desistir no início, no meio do período de tratamento, a doença volta. E volta três vezes pior”.

Tuberculose tem cura e tratamento gratuito pelo SUS

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a tuberculose é uma doença que tem cura, e o diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações graves e a transmissão da doença. A OPAS atua em parceria com o Ministério da Saúde no fortalecimento das políticas públicas de enfrentamento à doença.

O Ministério da Saúde, por sua vez, reforça que o tratamento da tuberculose é gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e está disponível em todas as unidades básicas de saúde do país. A pasta também integra o Programa Brasil Saudável, que tem como meta eliminar doenças socialmente determinadas, incluindo a tuberculose, até 2030.

A data de 24 de março foi escolhida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em homenagem ao anúncio da descoberta do bacilo causador da tuberculose, em 1882. Apesar dos avanços, a doença ainda mata milhares de pessoas por ano no mundo, especialmente entre populações mais vulneráveis.

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“Eu descobri a tuberculose em 2019, mas em 2018 eu já tinha todos os sintomas possíveis, principalmente a tosse. Essa tosse me perseguiu durante um ano”, conta Jady.

Além da tosse, ela também teve perda de peso, febre, dores no corpo e sangramento nasal. O que a levou a procurar ajuda de vez, no entanto, foi um episódio assustador.

Eu fui tossir, normal, e vomitei sangue. Eu lembro como se fosse ontem, que tinha uma poça de sangue no meu quarto. Eu perdi muito sangue. Saía tanto pela boca quanto pelo nariz”, relembra.

Jady Hanna, sobrevivente de um quadro tuberculose grave (Foto: Arquivo Pessoal)

Jady chegou ao hospital desacordada. “O médico deixou bem claro para a minha mãe que eu tava entre a vida e a morte, que eu perdi muito sangue.”

Tratamento: “Antes de te ajudar, ele te mata”

A luta contra a tuberculose, no entanto, não terminou no hospital. O tratamento exige disciplina e enfrenta efeitos colaterais severos.

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Jady também relata os efeitos agressivos da medicação nos primeiros dias.

“Antes do remédio te ajudar, te fortalecer, ele te mata. As primeiras duas semanas eu lembro como se fosse ontem. Eu não sentia as minhas pernas. Não tinha força nas pernas. Elas ficavam moles. Eu não conseguia andar, não conseguia tomar banho sozinha. Meu cabelo caía também.”


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