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Repiquete em Tabatinga: Centro de Monitoramento afasta risco de seca fora de época

O Centro de Monitoramento e Alerta (CEMOA) da Defesa Civil registrou, no período da virada de ano, uma “anomalia negativa de precipitação de chuvas” nas cabeceiras do rio Solimões, que causou uma rápida seca do rio na região de Tabatinga, no Alto Solimões.

“Neste episódio específico, foi identificada uma anomalia negativa de precipitação no mês de dezembro nas áreas de cabeceira e na região de contribuição do rio Solimões, o que contribui para explicar, em parte, essa retração temporária do nível do rio observada em Tabatinga”, explicou, em nota, o Cemoa, descartando, no momento, a ocorrência de uma nova seca recorde nos rios da região amazônica.

Relatos de moradores de municípios do Alto Solimões dão conta de que houve uma baixa expressiva no nível do rio em toda a região, com impacto na navegação e captação de água para uso doméstico. O porto da cidade registrou uma baixa expressiva e flutuantes tiveram que ser movimentados rapidamente sob pena de ficarem encalhados na terra exposta pela baixa do rio.

Porto de Tabatinga
Baixa expressiva do rio Solimões, em Tabatinga, obrigou comerciantes a deslocarem rapidamente os flutuantes

Conforme os especialistas do Cemoa, a descida abrupta observada no nível do rio na região caracteriza um repiquete, fenômeno que consiste em uma vazante mesmo durante o período de enchente.

O repiquete é uma oscilação considerada normal do ponto de vista hidrológico, conforme os dados históricos da estação de monitoramento instalada no município de Tabatinga.

“Ressaltamos que o período atual ainda corresponde ao período chuvoso na Amazônia, o que sustenta o processo de enchente dos rios da região. Oscilações como essa fazem parte da dinâmica natural dos grandes rios amazônicos e não caracterizam, neste momento, um cenário de seca estabelecida. Nos últimos dias em Iquitos, no Equador, o rio voltou a subir, o que deve refletir em Tabatinga”, completam os técnicos.


Saiba mais:

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Efeito represa no rio Negro

Embora o repiquete no rio Solimões seja considerado normal, apesar da anomalia, houve impacto no regime das águas do rio Negro na região de Manaus, o que costuma acontecer alguns dias depois.

Nesta quarta-feira (7/01), por exemplo, o nível do rio Negro, medido na régua do porto de Manaus, subiu apenas um centímetro, alcançando a cota de 22,05 metros. No ano passado, na mesma data, o rio havia subido 20 centímetros; em 2024, o aumento foi de 10 centímetros, valores bem mais elevados. Já em 2021, ano da maior cheia já registrada do rio Negro, na mesma data o nível subiu 13 centímetros e chegou à cota de 22,02 metros.

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O Centro de Monitoramento e Alerta (CEMOA) da Defesa Civil registrou, no período da virada de ano, uma “anomalia negativa de precipitação de chuvas” nas cabeceiras do rio Solimões, que causou uma rápida seca do rio na região de Tabatinga, no Alto Solimões.

“Neste episódio específico, foi identificada uma anomalia negativa de precipitação no mês de dezembro nas áreas de cabeceira e na região de contribuição do rio Solimões, o que contribui para explicar, em parte, essa retração temporária do nível do rio observada em Tabatinga”, explicou, em nota, o Cemoa, descartando, no momento, a ocorrência de uma nova seca recorde nos rios da região amazônica.

Relatos de moradores de municípios do Alto Solimões dão conta de que houve uma baixa expressiva no nível do rio em toda a região, com impacto na navegação e captação de água para uso doméstico. O porto da cidade registrou uma baixa expressiva e flutuantes tiveram que ser movimentados rapidamente sob pena de ficarem encalhados na terra exposta pela baixa do rio.

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O repiquete é uma oscilação considerada normal do ponto de vista hidrológico, conforme os dados históricos da estação de monitoramento instalada no município de Tabatinga.

“Ressaltamos que o período atual ainda corresponde ao período chuvoso na Amazônia, o que sustenta o processo de enchente dos rios da região. Oscilações como essa fazem parte da dinâmica natural dos grandes rios amazônicos e não caracterizam, neste momento, um cenário de seca estabelecida. Nos últimos dias em Iquitos, no Equador, o rio voltou a subir, o que deve refletir em Tabatinga”, completam os técnicos.


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