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Vídeo: Vazamento de óleo no rio Negro aciona Ipaam e esquema de contenção da Ream

Um vazamento de derivados de petróleo foi divulgado, na manhã desta quarta-feira (29/10), em um dos pontos de atracação da Refinaria da Amazônia (Ream), nas margens do rio Negro. Um vídeo encaminhado à Rede Onda Digital mostra a embarcação e a praia com as boias de contenção, o que sinaliza para a entrada em ação do esquema de contingência da refinaria.

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) enviou uma equipe para avaliar o dano ambiental no local, mas até o final da manhã desta quarta-feira não havia um posicionamento oficial sobre quem é o responsável pelo vazamento do óleo.

Veja o vídeo:

Questionada sobre o problema, a Refinaria da Amazônia não se posicionou até a publicação dessa matéria. Em off, um funcionário da empresa disse que estão avaliando se o vazamento foi causado por um cliente que estava abastecendo a embarcação dele na região da refinaria.

O Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindpetro-AM) confirmou a ocorrência do vazamento no chamado Porto 1 da Ream, mas advertiu que o mesmo se deu na tarde de terça-feira (28) e que a denúncia partiu de funcionários que estavam no local na hora do acidente.

“Ressaltamos que a refinaria se encontra operando em condições atípicas desde a privatização, com redução drástica das atividades de refino e possível funcionamento como terminal de movimentação e armazenamento de  combustíveis, o que reforça a necessidade de inspeção rigorosa por parte dos órgãos ambientais”, diz o Sindipetro-AM em oficio encaminhado ao Ipaam solicitando uma inspeção do órgão ambiental no local do vazamento.

Veja o ofício do Sindipetro-AM: OFIPAAN0852025DENUNCIA-1-1.pdf

Histórico de vazamentos

A margem do rio Negro, que vai dos terminais da Ream até o bairro do Mauazinho, na Zona Leste, tem sido ao longo dos anos o principal ponto de vazamento de derivados de petróleo em Manaus. O último episódio de proporções significativas aconteceu em 27 de agosto do ano passado, quando um rebocador afundou no porto da empresa J.F. de Oliveira Navegação LTDA, do grupo Chibatão e deixou vazar 1,9 mil litros de óleo combustível.

Na época, a mancha de óleo se estendeu por aproximadamente dez quilômetros ao longo do rio Negro, atingiram a vegetação da Área de Preservação Permanente da margem esquerda e só foi contida próxima do Encontro das Águas, o principal patrimônio natural da capital amazonense.

O Ipaam aplicou uma multa de R$ 2,5 milhões a empresa, mas numa Ação Civil Pública o Ministério Público do Amazonas cobrou R$ 2,5 milhões por danos ambientais e mais R$ 1 milhão por danos morais coletivos causados aos moradores da região.

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Um vazamento de derivados de petróleo foi divulgado, na manhã desta quarta-feira (29/10), em um dos pontos de atracação da Refinaria da Amazônia (Ream), nas margens do rio Negro. Um vídeo encaminhado à Rede Onda Digital mostra a embarcação e a praia com as boias de contenção, o que sinaliza para a entrada em ação do esquema de contingência da refinaria.

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) enviou uma equipe para avaliar o dano ambiental no local, mas até o final da manhã desta quarta-feira não havia um posicionamento oficial sobre quem é o responsável pelo vazamento do óleo.

Veja o vídeo:

Questionada sobre o problema, a Refinaria da Amazônia não se posicionou até a publicação dessa matéria. Em off, um funcionário da empresa disse que estão avaliando se o vazamento foi causado por um cliente que estava abastecendo a embarcação dele na região da refinaria.

O Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindpetro-AM) confirmou a ocorrência do vazamento no chamado Porto 1 da Ream, mas advertiu que o mesmo se deu na tarde de terça-feira (28) e que a denúncia partiu de funcionários que estavam no local na hora do acidente.

“Ressaltamos que a refinaria se encontra operando em condições atípicas desde a privatização, com redução drástica das atividades de refino e possível funcionamento como terminal de movimentação e armazenamento de  combustíveis, o que reforça a necessidade de inspeção rigorosa por parte dos órgãos ambientais”, diz o Sindipetro-AM em oficio encaminhado ao Ipaam solicitando uma inspeção do órgão ambiental no local do vazamento.

Veja o ofício do Sindipetro-AM: OFIPAAN0852025DENUNCIA-1-1.pdf

Histórico de vazamentos

A margem do rio Negro, que vai dos terminais da Ream até o bairro do Mauazinho, na Zona Leste, tem sido ao longo dos anos o principal ponto de vazamento de derivados de petróleo em Manaus. O último episódio de proporções significativas aconteceu em 27 de agosto do ano passado, quando um rebocador afundou no porto da empresa J.F. de Oliveira Navegação LTDA, do grupo Chibatão e deixou vazar 1,9 mil litros de óleo combustível.

Na época, a mancha de óleo se estendeu por aproximadamente dez quilômetros ao longo do rio Negro, atingiram a vegetação da Área de Preservação Permanente da margem esquerda e só foi contida próxima do Encontro das Águas, o principal patrimônio natural da capital amazonense.

O Ipaam aplicou uma multa de R$ 2,5 milhões a empresa, mas numa Ação Civil Pública o Ministério Público do Amazonas cobrou R$ 2,5 milhões por danos ambientais e mais R$ 1 milhão por danos morais coletivos causados aos moradores da região.

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