Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Tarifaço dos EUA sobre o Brasil deve ter efeito marginal na Zona Franca

O governo dos Estados Unidos confirmou nesta semana uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, com entrada em vigor prevista para 22 de julho. Para a Zona Franca de Manaus (ZFM), no entanto, os números indicam que o impacto real deve ser menor do que sugere o termo “tarifaço”.

É essa a avaliação do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), Gustavo Igrejas, para quem o aumento de tarifas anunciado pelo governo americano não deve causar efeitos significativos sobre o Polo Industrial de Manaus.

Menos de 0,11% do faturamento está exposto

Segundo Igrejas, a ZFM exporta apenas 1,7% de todo o seu faturamento, e desse percentual, cerca de 6,5% tem como destino os Estados Unidos. Na prática, isso significa que menos de 0,11% do faturamento total do polo industrial estaria sujeito às novas tarifas.

O secretário destaca ainda que quase metade da pauta de exportação para os EUA é composta por motos de competição, feitas sob encomenda, que a princípio não seriam afetadas pelo tarifaço por se tratar de um nicho especial.

“Trata-se, portanto, de um efeito marginal”, afirmou Igrejas, que reforçou que a maior parte da produção do Polo Industrial de Manaus (PIM) é voltada ao mercado interno brasileiro.


Leia mais

Genial/Quaest: maioria culpa Flávio por tarifaço ao Brasil

Braga critica tentativas de reduzir benefícios e reforça defesa da Zona Franca de Manaus


Balança comercial favorece os EUA, não o Brasil

Outro ponto levantado pelo secretário reforça essa leitura, a balança comercial entre a ZFM e os Estados Unidos é amplamente favorável aos americanos. Até junho de 2026, o polo industrial importou US$ 625 milhões dos EUA, quase 17 vezes mais do que exportou para lá.

Para Igrejas, esse desequilíbrio relativiza qualquer efeito negativo sobre a economia amazonense, já que uma eventual guerra comercial tenderia a pesar mais sobre o lado americano, que mantém um superávit expressivo no comércio bilateral com a ZFM, do que sobre o brasileiro.

Tributação no dia a dia

Segundo um especialista em contabilidade ouvido pela Rede Onda Digital, a lógica da cobrança já limita o alcance da tarifa, já que o valor incide no momento em que o produto brasileiro entra nos Estados Unidos, ou seja, o custo extra é pago pelo importador americano, não pela indústria instalada em Manaus.

“A tributação que o Trump se colocar vai ser lá nos Estados Unidos, ou seja, para nós em tese não alcança nada”, resumiu o especialista.

De acordo com ele, o problema só aparece nas vendas diretas ao mercado americano, quando o produto da ZFM perde competitividade por ficar mais caro por lá, mas o diagnóstico de baixa exposição se repete, já que a produção do polo é voltada, majoritariamente, ao mercado interno.

O especialista acrescentou que o principal risco não estaria na tarifa americana em si, mas em uma eventual resposta do governo brasileiro. Segundo ele, se o Brasil aplicar uma tarifa de reciprocidade sobre produtos dos EUA, os insumos importados por indústrias da ZFM, como polímeros usados na produção eletroeletrônica, ficariam mais caros via aumento do Imposto de Importação (II) ou de outra taxa com o mesmo objetivo.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

O governo dos Estados Unidos confirmou nesta semana uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, com entrada em vigor prevista para 22 de julho. Para a Zona Franca de Manaus (ZFM), no entanto, os números indicam que o impacto real deve ser menor do que sugere o termo “tarifaço”.

É essa a avaliação do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), Gustavo Igrejas, para quem o aumento de tarifas anunciado pelo governo americano não deve causar efeitos significativos sobre o Polo Industrial de Manaus.

Menos de 0,11% do faturamento está exposto

Segundo Igrejas, a ZFM exporta apenas 1,7% de todo o seu faturamento, e desse percentual, cerca de 6,5% tem como destino os Estados Unidos. Na prática, isso significa que menos de 0,11% do faturamento total do polo industrial estaria sujeito às novas tarifas.

O secretário destaca ainda que quase metade da pauta de exportação para os EUA é composta por motos de competição, feitas sob encomenda, que a princípio não seriam afetadas pelo tarifaço por se tratar de um nicho especial.

“Trata-se, portanto, de um efeito marginal”, afirmou Igrejas, que reforçou que a maior parte da produção do Polo Industrial de Manaus (PIM) é voltada ao mercado interno brasileiro.


Leia mais

Genial/Quaest: maioria culpa Flávio por tarifaço ao Brasil

Braga critica tentativas de reduzir benefícios e reforça defesa da Zona Franca de Manaus


Balança comercial favorece os EUA, não o Brasil

Outro ponto levantado pelo secretário reforça essa leitura, a balança comercial entre a ZFM e os Estados Unidos é amplamente favorável aos americanos. Até junho de 2026, o polo industrial importou US$ 625 milhões dos EUA, quase 17 vezes mais do que exportou para lá.

Para Igrejas, esse desequilíbrio relativiza qualquer efeito negativo sobre a economia amazonense, já que uma eventual guerra comercial tenderia a pesar mais sobre o lado americano, que mantém um superávit expressivo no comércio bilateral com a ZFM, do que sobre o brasileiro.

Tributação no dia a dia

Segundo um especialista em contabilidade ouvido pela Rede Onda Digital, a lógica da cobrança já limita o alcance da tarifa, já que o valor incide no momento em que o produto brasileiro entra nos Estados Unidos, ou seja, o custo extra é pago pelo importador americano, não pela indústria instalada em Manaus.

“A tributação que o Trump se colocar vai ser lá nos Estados Unidos, ou seja, para nós em tese não alcança nada”, resumiu o especialista.

De acordo com ele, o problema só aparece nas vendas diretas ao mercado americano, quando o produto da ZFM perde competitividade por ficar mais caro por lá, mas o diagnóstico de baixa exposição se repete, já que a produção do polo é voltada, majoritariamente, ao mercado interno.

O especialista acrescentou que o principal risco não estaria na tarifa americana em si, mas em uma eventual resposta do governo brasileiro. Segundo ele, se o Brasil aplicar uma tarifa de reciprocidade sobre produtos dos EUA, os insumos importados por indústrias da ZFM, como polímeros usados na produção eletroeletrônica, ficariam mais caros via aumento do Imposto de Importação (II) ou de outra taxa com o mesmo objetivo.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Prefeitura multa fábrica em R$ 4,5 milhões após vazamento de estireno no Distrito Industrial de Manaus

A Prefeitura de Manaus aplicou uma multa de R$ 4,5 milhões à fábrica onde ocorreu o vazamento de gás estireno, no Distrito Industrial, zona...

Vazamento de estireno em fábrica de Manaus é alvo de investigação do MP-AM

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou um procedimento para investigar as circunstâncias do vazamento de vapores de estireno registrado na noite de quarta-feira...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Órgãos estaduais mantêm ações de prevenção após vazamento de gás em Manaus

Órgãos da Segurança Pública, Saúde, Meio Ambiente e Defesa Civil seguem atuando no controle e na prevenção após vazamento de monômero de estireno registrado...

Vazamento de estireno em Manaus leva 107 pessoas a atendimento médico; três seguem internadas

O vazamento de estireno ocorrido na quarta-feira (15/7), na fábrica da Innova, no Distrito Industrial de Manaus, fez com que 107 pessoas procurassem atendimento...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Gasolina chega a R$ 7,29 em Manaus; Procon-AM apura reajuste

Motoristas de Manaus registraram um novo aumento no preço da gasolina em parte dos postos da capital. O litro do combustível, que era vendido...

Vazamento de gás em Manaus exige cuidados com água e alimentos, alerta especialista

O vazamento de gás no Distrito Industrial, zona Sul de Manaus nessa quarta-feira (15), pode ter consequências que vão além do cheiro forte sentido...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Prefeitura multa fábrica em R$ 4,5 milhões após vazamento de estireno no Distrito Industrial de Manaus

A Prefeitura de Manaus aplicou uma multa de R$ 4,5 milhões à fábrica onde ocorreu o vazamento de gás estireno, no Distrito Industrial, zona...

Vazamento de estireno em fábrica de Manaus é alvo de investigação do MP-AM

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou um procedimento para investigar as circunstâncias do vazamento de vapores de estireno registrado na noite de quarta-feira...

Órgãos estaduais mantêm ações de prevenção após vazamento de gás em Manaus

Órgãos da Segurança Pública, Saúde, Meio Ambiente e Defesa Civil seguem atuando no controle e na prevenção após vazamento de monômero de estireno registrado...

Vazamento de estireno em Manaus leva 107 pessoas a atendimento médico; três seguem internadas

O vazamento de estireno ocorrido na quarta-feira (15/7), na fábrica da Innova, no Distrito Industrial de Manaus, fez com que 107 pessoas procurassem atendimento...

Gasolina chega a R$ 7,29 em Manaus; Procon-AM apura reajuste

Motoristas de Manaus registraram um novo aumento no preço da gasolina em parte dos postos da capital. O litro do combustível, que era vendido...

Vazamento de gás em Manaus exige cuidados com água e alimentos, alerta especialista

O vazamento de gás no Distrito Industrial, zona Sul de Manaus nessa quarta-feira (15), pode ter consequências que vão além do cheiro forte sentido...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]