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Estudo mostra avanço acelerado de calor extremo na Amazônia

Um estudo científico divulgado na plataforma EarthArXiv aponta que a Amazônia enfrenta um avanço acelerado de temperaturas extremas, com impactos cada vez mais severos sobre o meio ambiente e a população. A pesquisa analisou dados climáticos de 1981 a 2023 e identificou que os episódios de calor intenso estão crescendo em ritmo superior ao aumento da temperatura média.

O estudo é liderado por Jos Barlow e pela especialista em sensoriamento remoto Nathália Carvalho, ambos da Universidade de Lancaster, no Reino Unido, e ainda está passando por revisão de pares para ser publicado em revista científica, mas já está disponível em formato de pré-print na plataforma. A divulgação foi antecipada para chamar a atenção para as alterações que a mudança do clima já está causam na floresta durante a 30ª Conferência do Clima da ONU, a COP30, em Belém.

De acordo com o levantamento, a temperatura média da Amazônia aumentou cerca de 0,21°C por década, valor semelhante à média global. No entanto, durante o período mais seco do ano, as temperaturas máximas extremas avançaram a uma taxa de 0,50 °C por década, mais que o dobro da média registrada.

O estudo revela ainda que mais de 700 mil quilômetros quadrados da Amazônia já sofreram aumentos de pelo menos 0,77 °C por década nas temperaturas extremas do período seco, o que representa um acréscimo superior a 3,3 °C em pouco mais de 40 anos. A área mais afetada está localizada no centro-norte da Amazônia, região que até então não figurava entre as principais zonas de alerta climático.

(Foto: Reprodução/Agência Pública)

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Segundo os pesquisadores, o aumento do calor extremo tem provocado a intensificação do déficit hídrico, agravando o estresse sobre a floresta. Mesmo em áreas onde o volume de chuvas não apresentou queda significativa, a combinação entre altas temperaturas e evaporação acelerada reduz a disponibilidade de água no solo, elevando o risco de queimadas.

Os impactos já são sentidos em diferentes frentes. O estudo relaciona os eventos extremos ao aumento de incêndios florestais, à mortandade de animais silvestres, à piora da qualidade do ar e ao crescimento de internações hospitalares, especialmente em cidades da Amazônia. Também são citadas dificuldades na navegação dos rios, que afetam o transporte e o acesso a comunidades ribeirinhas.

Foto: Marizilda Cruppe/Rede Amazônia Sustentável

Outro ponto destacado é que a intensificação dos extremos climáticos no centro-norte da Amazônia não está diretamente associada ao desmatamento local, indicando que as mudanças climáticas globais são o principal fator responsável pelo fenômeno. Os autores reforçam que países com altas emissões de gases de efeito estufa têm papel central nos impactos já observados na região.

Os pesquisadores alertam que o avanço dos extremos climáticos pode empurrar a Amazônia para pontos de não retorno, com consequências graves para o clima global e para milhões de pessoas que dependem diretamente da floresta.

Estudo completo na plataforma EarthArXiv: barlow-et-al-2025_submitted-eartharxiv

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Um estudo científico divulgado na plataforma EarthArXiv aponta que a Amazônia enfrenta um avanço acelerado de temperaturas extremas, com impactos cada vez mais severos sobre o meio ambiente e a população. A pesquisa analisou dados climáticos de 1981 a 2023 e identificou que os episódios de calor intenso estão crescendo em ritmo superior ao aumento da temperatura média.

O estudo é liderado por Jos Barlow e pela especialista em sensoriamento remoto Nathália Carvalho, ambos da Universidade de Lancaster, no Reino Unido, e ainda está passando por revisão de pares para ser publicado em revista científica, mas já está disponível em formato de pré-print na plataforma. A divulgação foi antecipada para chamar a atenção para as alterações que a mudança do clima já está causam na floresta durante a 30ª Conferência do Clima da ONU, a COP30, em Belém.

De acordo com o levantamento, a temperatura média da Amazônia aumentou cerca de 0,21°C por década, valor semelhante à média global. No entanto, durante o período mais seco do ano, as temperaturas máximas extremas avançaram a uma taxa de 0,50 °C por década, mais que o dobro da média registrada.

O estudo revela ainda que mais de 700 mil quilômetros quadrados da Amazônia já sofreram aumentos de pelo menos 0,77 °C por década nas temperaturas extremas do período seco, o que representa um acréscimo superior a 3,3 °C em pouco mais de 40 anos. A área mais afetada está localizada no centro-norte da Amazônia, região que até então não figurava entre as principais zonas de alerta climático.

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Os impactos já são sentidos em diferentes frentes. O estudo relaciona os eventos extremos ao aumento de incêndios florestais, à mortandade de animais silvestres, à piora da qualidade do ar e ao crescimento de internações hospitalares, especialmente em cidades da Amazônia. Também são citadas dificuldades na navegação dos rios, que afetam o transporte e o acesso a comunidades ribeirinhas.

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