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Indígenas ocupam balsa no rio Tapajós durante protesto contra hidrovias

Indígenas realizaram um protesto fluvial e ocuparam uma balsa ligada à operação da Cargill no rio Tapajós, nesta quinta-feira (19/2), em Santarém, no oeste do Pará. A mobilização ocorre após quase um mês de manifestações em frente às instalações da empresa e tem como principal reivindicação a revogação do Decreto nº 12.600/2025, que incluiu trechos de hidrovias amazônicas no Programa Nacional de Desestatização (PND), abrindo caminho para concessões privadas.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram indígenas entrando na água para acessar a embarcação e permanecendo em barcos próximos, com faixas e instrumentos tradicionais. Durante o ato, um barco da Polícia Federal foi visto na área. Lideranças indígenas afirmaram que houve tentativa de interferência na manifestação e acusaram o órgão de atuar em defesa da empresa, não havia confirmação pública detalhada sobre essa alegação no momento da publicação.

Protesto mira decreto e possíveis impactos no rio

Segundo representantes do movimento, o decreto pode viabilizar dragagens e outras intervenções para aprofundamento e manutenção da navegação, o que, na avaliação dos povos indígenas, tende a ampliar impactos socioambientais e pressionar territórios e comunidades ribeirinhas. O decreto citado inclui, entre os empreendimentos, trechos dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins no PND.

O movimento reúne povos do Baixo, Médio e Alto Tapajós, além de representantes Panará, Kayapó e Munduruku. Faixas exibidas durante o protesto reforçavam a mensagem de que os rios têm valor cultural, espiritual e de subsistência, e não devem ser tratados como mercadoria.


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Disputa judicial e reação da empresa

Nos últimos dias, a situação também passou a ser discutida na Justiça. Uma decisão judicial voltou a determinar medidas para restabelecer o acesso ao terminal da Cargill em Santarém, após bloqueios ligados ao protesto, segundo apuração da Reuters. A empresa não comentou o caso na ocasião citada pela agência.

A Cargill foi procurada por veículos locais para comentar a ocupação fluvial e, até a última atualização, não havia resposta pública registrada em parte das reportagens.

O que os manifestantes pedem

As lideranças cobram:

  • Revogação do Decreto nº 12.600/2025;
  • Consultas e participação efetiva de povos indígenas em decisões que afetem seus territórios e rios;
  • Suspensão de medidas que possam abrir caminho para dragagens e aumento do tráfego de cargas no Tapajós, segundo as organizações do movimento.

A ocupação e as barqueatas devem continuar nos próximos dias, com novas mobilizações previstas pelo grupo, enquanto o impasse segue no centro do debate sobre logística, exportação e preservação na região amazônica.

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Indígenas realizaram um protesto fluvial e ocuparam uma balsa ligada à operação da Cargill no rio Tapajós, nesta quinta-feira (19/2), em Santarém, no oeste do Pará. A mobilização ocorre após quase um mês de manifestações em frente às instalações da empresa e tem como principal reivindicação a revogação do Decreto nº 12.600/2025, que incluiu trechos de hidrovias amazônicas no Programa Nacional de Desestatização (PND), abrindo caminho para concessões privadas.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram indígenas entrando na água para acessar a embarcação e permanecendo em barcos próximos, com faixas e instrumentos tradicionais. Durante o ato, um barco da Polícia Federal foi visto na área. Lideranças indígenas afirmaram que houve tentativa de interferência na manifestação e acusaram o órgão de atuar em defesa da empresa, não havia confirmação pública detalhada sobre essa alegação no momento da publicação.

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O movimento reúne povos do Baixo, Médio e Alto Tapajós, além de representantes Panará, Kayapó e Munduruku. Faixas exibidas durante o protesto reforçavam a mensagem de que os rios têm valor cultural, espiritual e de subsistência, e não devem ser tratados como mercadoria.


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  • Consultas e participação efetiva de povos indígenas em decisões que afetem seus territórios e rios;
  • Suspensão de medidas que possam abrir caminho para dragagens e aumento do tráfego de cargas no Tapajós, segundo as organizações do movimento.

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