O Serviço Geológico do Brasil (SGB) concluiu o primeiro mapeamento em 3D do fundo dos rios amazônicos realizado por um órgão público. A operação, que utilizou tecnologia de ponta para identificar estruturas submersas e avaliar riscos à navegação, percorreu 1.550 quilômetros na região de Manaus e no rio Solimões entre o final de janeiro e fevereiro.
Tecnologia e Alcance
A ação contou com um ecobatímetro multifeixe (com tecnologia backscatter), capaz de emitir múltiplos sinais sonoros para gerar mapas detalhados da topografia subaquática.
Durante a missão, foram necessários 16 dias de trabalho e 170 horas embarcadas, o que mapeou uma área de 91 km² com profundidades que atingem até 120 metros.
Segundo o SGB, o objetivo é localizar pontes, oleodutos e cabos ópticos, além de monitorar processos de erosão e assoreamento.
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Estratégica
De acordo com André Martinelli, gerente de hidrologia do SGB em Manaus, a tecnologia permite entender fenômenos ainda pouco conhecidos, como o transporte de sedimentos pelas dunas fluviais. O monitoramento torna-se crucial diante da maior frequência de eventos climáticos extremos (cheias e secas severas) na região.
Dessa maneira, a meta do governo é transformar esse mapeamento em uma política de Estado perene e expandir o monitoramento para outras áreas da Amazônia, isso para garantir a segurança da navegação e a preservação da dinâmica fluvial na região.
Com informações do G1.