O Ministério Público do Ceará denunciou quatro pessoas por usarem um laudo falso para atacar Maria da Penha no documentário “A Investigação Paralela: o Caso Maria da Penha”, da Brasil Paralelo. A Justiça aceitou a denúncia nesta segunda-feira (09/03).
Entre os denunciados estão Marco Antônio Heredia Viveiros, ex-marido da ativista e condenado por tentativa de homicídio contra ela, acusado de falsificar documentos; Alexandre Gonçalves de Paiva, influenciador acusado de cyberbullying e perseguição; e Marcus Vinícius Mantovanelli e Henrique Barros Lesina Zingano, produtores e apresentador do documentário, denunciados pelo uso de documentos falsos.
Leia mais
Lei Maria da Penha: vítimas de violência podem trocar filhos de escola como medida de proteção
19 anos da Lei Maria da Penha: um dos principais instrumentos de combate à violência contra mulher
O documentário tentava mostrar Heredia como inocente, alegando que ele e Maria da Penha tinham sido vítimas de assalto, e que as lesões dela teriam sido causadas acidentalmente durante uma luta. Além disso, apresentava um laudo adulterado para questionar a condenação dele.
“O laudo falsificado incluía novas informações sobre lesões no pescoço e braço de Marco Heredia, que não estavam no documento original, diferenças nas assinaturas dos peritos e marcas de carimbos, numerais e rubricas compatíveis com montagem”, diz trecho da análise da Perícia Forense do Ceará.