O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o salário de um ministro da Corte garante uma “condição média de vida”. A declaração foi feita, na última sexta-feira (21), durante o 5º Seminário da Associação Nacional de Magistrados Evangélicos (Anamel), na Universidade Presbiteriana Mackenzie.
O salário bruto mensal de um ministro do Supremo é R$ 46.366,19, valor usado como referência para o teto do serviço público. Mendonça reconheceu que, embora sua remuneração esteja muito acima da média dos brasileiros, ela ainda assim exige controle das despesas do dia a dia.
“Não é uma vida nababesca. É uma vida na qual você pode ter uma condição média, eu diria até acima da média brasileira, mas ainda assim uma condição média de vida. A gente colocaria ali numa classe B. Não é uma classe A, que eu diria que já são pessoas muito ricas. É uma classe privilegiada, mas não é uma classe que não tem que se preocupar com as contas no fim do mês”, afirmou o ministro.
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Valores de referência e remuneração líquida
O salário bruto mensal de um ministro do Supremo é R$ 46.366,19, valor usado como referência para o teto do serviço público. A remuneração líquida recebida pelos integrantes da Corte, porém, varia conforme deduções e descontos, como contribuição previdenciária e Imposto de Renda.
De acordo com o Portal da Transparência do STF, Mendonça recebeu uma média de R$ 26 mil líquidos por mês entre janeiro e julho deste ano. O maior valor foi registrado em janeiro, quando recebeu R$ 43 mil líquidos.
A fala do ministro ocorre em meio a um debate no Judiciário sobre a remuneração de juízes. Recentemente, o STF tentou limitar o pagamento dos chamados “penduricalhos”, auxílios e benefícios utilizados para ultrapassar o teto constitucional. Segundo a CNN Brasil, a medida mira centenas de juízes de sete tribunais brasileiros que receberam de R$ 100 mil a R$ 3,2 milhões cada neste ano.
