Antes essenciais para a comunicação, mas hoje superados pela popularização dos celulares, os orelhões caminham para a extinção. Mais de 37 mil aparelhos devem ser retirados das ruas de cidades em todo o Brasil.
De acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), ainda existem cerca de 38 mil aparelhos espalhados pelo território nacional. A retirada se tornou possível após o encerramento, no ano passado, das concessões de telefonia fixa das cinco empresas responsáveis pela manutenção dos equipamentos.
A eliminação dos orelhões, no entanto, não ocorrerá de maneira uniforme em todas as regiões. A Anatel informou que a remoção inicial será focada em carcaças e aparelhos já desativados. Em locais onde não há cobertura de telefonia móvel, os telefones públicos poderão ser mantidos temporariamente, com prazo máximo até 2028.
O processo de desaparecimento desses equipamentos já vinha acontecendo de forma gradual. Em 2020, o Brasil ainda contava com aproximadamente 202 mil orelhões em funcionamento ou instalados nas vias públicas, número que caiu drasticamente com o avanço da tecnologia móvel e da internet.
Atualmente, mais de 33 mil aparelhos ainda estão ativos, enquanto cerca de 4 mil passam por manutenção, segundo a agência reguladora. Mesmo assim, o uso se tornou cada vez mais raro diante da popularização dos celulares, que transformaram a forma como as pessoas se comunicam.
Durante décadas, especialmente entre os anos 1970 e o início dos anos 2000, os orelhões foram fundamentais para a vida dos brasileiros. Serviram para ligações urgentes, reencontros, despedidas, combinações rápidas e até como pontos de referência nas cidades.