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Promessas da soroterapia não têm comprovação científica, alerta Anvisa

A promessa de mais energia, aumento da imunidade, rejuvenescimento e até efeito “detox” tem impulsionado a popularização da soroterapia nas redes sociais. No entanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta que não há comprovação científica dos benefícios do procedimento para pessoas saudáveis.

A prática consiste na aplicação intravenosa de vitaminas, nutrientes, medicamentos e outras substâncias, mas, segundo a agência, o uso deve ocorrer apenas em situações específicas, como no tratamento de deficiências nutricionais diagnosticadas ou em pacientes que não conseguem receber nutrientes pela alimentação, sempre com indicação e acompanhamento de um profissional de saúde habilitado.


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Fora dessas situações, não existem evidências de que a soroterapia seja segura ou eficaz para prevenir doenças, melhorar o desempenho físico, aumentar o bem-estar ou promover o chamado “detox” do organismo. Além disso, a aplicação direta na veia pode trazer riscos, como infecções, reações alérgicas e outras complicações.

Outro ponto de atenção é o excesso de vitaminas. A hipervitaminose, causada pelo consumo exagerado de determinados nutrientes, pode provocar sintomas como náuseas, vômitos, dores de cabeça e alterações no funcionamento do fígado e dos rins.

A Anvisa reforça que consumidores devem verificar se os produtos utilizados estão regularizados pelo órgão e se o profissional responsável possui habilitação para realizar o procedimento. Também é recomendado consultar os conselhos profissionais para confirmar se a prática oferecida é reconhecida.

A agência destaca ainda que não existem “cosméticos injetáveis”. Produtos classificados como cosméticos são destinados ao uso externo, como pele, cabelos, unhas, lábios, dentes ou parte externa da boca. Substâncias aplicadas por injeção devem ser enquadradas como medicamentos ou dispositivos médicos e precisam de aprovação da Anvisa para utilização.

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A prática consiste na aplicação intravenosa de vitaminas, nutrientes, medicamentos e outras substâncias, mas, segundo a agência, o uso deve ocorrer apenas em situações específicas, como no tratamento de deficiências nutricionais diagnosticadas ou em pacientes que não conseguem receber nutrientes pela alimentação, sempre com indicação e acompanhamento de um profissional de saúde habilitado.


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