O pleno do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta terça-feira (10/2) por afastar o ministro Marco Buzzi de suas atribuições até que as denúncias de assédio sexual contra ele sejam apuradas. Ele chegou a apresentar atestado de 90 dias neste mesmo dia, mas seus colegas decidiram que ele não deve estar no cargo enquanto corre a sindicância.
A decisão pelo afastamento foi unânime e a partir de agora o ministro fica impedido de usar seu local de trabalho, o veículo oficial e as demais prerrogativas inerentes ao exercício da função.
Buzzi foi alvo de duas denúncias de assédio sexual. A primeira mulher que o denunciou foi uma jovem de 18 anos, filha de amigos do ministro. O segundo relato de assédio sexual chegou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que também apura a conduta do ministro.
A jovem de 18 anos, que passava as férias de janeiro hospedada na casa do magistrado, em Balneário Camboriú (SC), relatou que o ministro tentou agarrá-la três vezes enquanto os dois tomavam um banho de mar. Ela contou o fato aos seus pais, que deixaram o local e registraram boletim de ocorrência sobre o incidente.
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Atestado
O atestado apresentado por Buzzi antes de a sessão extraordinária ocorreu, nesta terça, foi assinado por uma médica psiquiatra. A profissional relatou que Buzzi é portador de comorbidades, como diabetes e hipertensão, e que precisa ser acompanhado por um neurologista.
O ministro se diz inocente das acusações.
*Com informações de Metrópoles