Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Alianças mudam, mas promessa é de independência na Aleam

A presença do vice-prefeito de Presidente Figueiredo e candidato a deputado estadual Marcelo Palhano (Agir) ao lado de Roberto Cidade (União) durante eventos políticos alimentou especulações de que ele teria deixado o grupo de Davi Almeida (Avante) para apoiar o governador na disputa pelo Governo do Amazonas. Palhano contesta essa interpretação e afirma que segue a orientação do partido, que está no grupo de Davi Almeida.

A relação com Cidade, porém, ganhou repercussão depois de uma declaração feita por Palhano durante um aniversário. Segundo ele, o evento era privado e reunia cerca de 46 pessoas, muitas delas familiares e amigos de Roberto Cidade. Ao perceber a preferência dos presentes, afirmou: “Vocês já têm candidato, né? Roberto Cidade, 44”.

Palhano diz que a fala foi apenas uma constatação e não representou uma mudança de posição política. Ele também afirma manter amizade com Roberto Cidade e com o senador Omar Aziz.

“Eu nunca apoiei o senador Omar”, afirmou. Segundo Palhano, houve uma conversa com Omar, que teria perguntado se ele caminharia com o senador, mas o partido decidiu apoiar Davi Almeida.

“Meu partido fez uma escolha. A escolha do meu partido foi caminhar junto com o Avante, com o Davi Almeida”, disse.

A promessa de independência

A explicação sobre suas relações políticas veio acompanhada de uma promessa para o caso de ser eleito deputado estadual: não ficar subordinado ao governador de plantão.

Palhano criticou parlamentares que, segundo ele, acabam representando os interesses do Executivo em vez da população.

“Eu não vejo o deputado representando o povo. Eu vejo o deputado representando o interesse de governador. Eu sou contra isso”, afirmou.

Em seguida, disse que pretende fiscalizar e cobrar o governador escolhido nas urnas, independentemente de quem vencer a disputa.

“Amanhã, o governador que ganhar, eu vou fiscalizar, vou cobrar”, declarou.

A promessa, porém, ainda é uma posição de campanha e terá de ser confrontada com a atuação do parlamentar caso ele conquiste uma cadeira na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

Isso porque a política amazonense tem histórico de mudanças de alianças e aproximações entre deputados e diferentes grupos que chegam ao poder.

Quando os grupos mudam

Um dos exemplos é o deputado estadual Saullo Vianna. Eleito para a Aleam em 2018, Vianna passou posteriormente a integrar a base do governador Wilson Lima e chegou a ocupar a função de vice-líder do governo na Assembleia. A mudança provocou conflito com o então PPS, que decidiu expulsá-lo por infidelidade partidária.

Outro caso mais recente é o de Alessandra Campêlo. A deputada integrou o grupo político de Wilson Lima e Roberto Cidade em eleições anteriores. Em 2026, porém, aparece em uma composição diferente: foi escolhida como candidata a vice-governadora na chapa de Omar Aziz.

Os movimentos mostram como as alianças políticas podem ser redesenhadas de uma eleição para outra. Isso não significa, necessariamente, que os parlamentares tenham abandonado suas convicções, mas evidencia como a relação entre Executivo e Legislativo também é influenciada pelas disputas eleitorais.

A promessa agora está feita. Se chegar à Aleam, a forma como Palhano se posicionará diante do governador eleito será o que permitirá avaliar se o discurso de independência se transforma, de fato, em prática parlamentar.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

A presença do vice-prefeito de Presidente Figueiredo e candidato a deputado estadual Marcelo Palhano (Agir) ao lado de Roberto Cidade (União) durante eventos políticos alimentou especulações de que ele teria deixado o grupo de Davi Almeida (Avante) para apoiar o governador na disputa pelo Governo do Amazonas. Palhano contesta essa interpretação e afirma que segue a orientação do partido, que está no grupo de Davi Almeida.

A relação com Cidade, porém, ganhou repercussão depois de uma declaração feita por Palhano durante um aniversário. Segundo ele, o evento era privado e reunia cerca de 46 pessoas, muitas delas familiares e amigos de Roberto Cidade. Ao perceber a preferência dos presentes, afirmou: “Vocês já têm candidato, né? Roberto Cidade, 44”.

Palhano diz que a fala foi apenas uma constatação e não representou uma mudança de posição política. Ele também afirma manter amizade com Roberto Cidade e com o senador Omar Aziz.

“Eu nunca apoiei o senador Omar”, afirmou. Segundo Palhano, houve uma conversa com Omar, que teria perguntado se ele caminharia com o senador, mas o partido decidiu apoiar Davi Almeida.

“Meu partido fez uma escolha. A escolha do meu partido foi caminhar junto com o Avante, com o Davi Almeida”, disse.

A promessa de independência

A explicação sobre suas relações políticas veio acompanhada de uma promessa para o caso de ser eleito deputado estadual: não ficar subordinado ao governador de plantão.

Palhano criticou parlamentares que, segundo ele, acabam representando os interesses do Executivo em vez da população.

“Eu não vejo o deputado representando o povo. Eu vejo o deputado representando o interesse de governador. Eu sou contra isso”, afirmou.

Em seguida, disse que pretende fiscalizar e cobrar o governador escolhido nas urnas, independentemente de quem vencer a disputa.

“Amanhã, o governador que ganhar, eu vou fiscalizar, vou cobrar”, declarou.

A promessa, porém, ainda é uma posição de campanha e terá de ser confrontada com a atuação do parlamentar caso ele conquiste uma cadeira na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

Isso porque a política amazonense tem histórico de mudanças de alianças e aproximações entre deputados e diferentes grupos que chegam ao poder.

Quando os grupos mudam

Um dos exemplos é o deputado estadual Saullo Vianna. Eleito para a Aleam em 2018, Vianna passou posteriormente a integrar a base do governador Wilson Lima e chegou a ocupar a função de vice-líder do governo na Assembleia. A mudança provocou conflito com o então PPS, que decidiu expulsá-lo por infidelidade partidária.

Outro caso mais recente é o de Alessandra Campêlo. A deputada integrou o grupo político de Wilson Lima e Roberto Cidade em eleições anteriores. Em 2026, porém, aparece em uma composição diferente: foi escolhida como candidata a vice-governadora na chapa de Omar Aziz.

Os movimentos mostram como as alianças políticas podem ser redesenhadas de uma eleição para outra. Isso não significa, necessariamente, que os parlamentares tenham abandonado suas convicções, mas evidencia como a relação entre Executivo e Legislativo também é influenciada pelas disputas eleitorais.

A promessa agora está feita. Se chegar à Aleam, a forma como Palhano se posicionará diante do governador eleito será o que permitirá avaliar se o discurso de independência se transforma, de fato, em prática parlamentar.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

ENTRELINHAS: Adjuto começa a pavimentar o caminho para 2027

O presidente da Aleam, Adjuto Afonso, recebeu os deputados eleitos Clóvis Curubão e Marcelo Palhano para apresentar a estrutura e o funcionamento da Casa....

Reclassificação de desenhos bíblicos não obriga TV a mudar horário de exibição

A classificação indicativa de desenhos bíblicos exibidos pela TV Record gerou questionamentos sobre os critérios adotados pelo Ministério da Justiça e provocou manifestações de...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Orçamento da União para 2027 prevê gastos de R$ 7,4 trilhões

O Orçamento da União para 2027 prevê despesas de aproximadamente R$ 7,4 trilhões. A proposta estabelece recursos para a manutenção dos serviços públicos, investimentos...

Presidência da CMM: Renato não pode repetir erro de David em 2022

O prefeito de Manaus, Renato Junior (Avante), tem até 1º de dezembro, data marcada para a escolha do novo presidente da Câmara Municipal de...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

ENTRELINHAS: Aryel Almeida deixa pistas de que não saiu do jogo

Mesmo sem conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados, Dra. Fernanda Aryel Almeida manteve na biografia do Instagram o número de votos recebidos na...

Eduardo Braga será relator do Orçamento da União de 2027

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) será o relator-geral do Orçamento da União de 2027. A escolha foi anunciada nesta terça-feira (3/11), após reunião de...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

ENTRELINHAS: Adjuto começa a pavimentar o caminho para 2027

O presidente da Aleam, Adjuto Afonso, recebeu os deputados eleitos Clóvis Curubão e Marcelo Palhano para apresentar a estrutura e o funcionamento da Casa....

Reclassificação de desenhos bíblicos não obriga TV a mudar horário de exibição

A classificação indicativa de desenhos bíblicos exibidos pela TV Record gerou questionamentos sobre os critérios adotados pelo Ministério da Justiça e provocou manifestações de...

Orçamento da União para 2027 prevê gastos de R$ 7,4 trilhões

O Orçamento da União para 2027 prevê despesas de aproximadamente R$ 7,4 trilhões. A proposta estabelece recursos para a manutenção dos serviços públicos, investimentos...

Presidência da CMM: Renato não pode repetir erro de David em 2022

O prefeito de Manaus, Renato Junior (Avante), tem até 1º de dezembro, data marcada para a escolha do novo presidente da Câmara Municipal de...

ENTRELINHAS: Aryel Almeida deixa pistas de que não saiu do jogo

Mesmo sem conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados, Dra. Fernanda Aryel Almeida manteve na biografia do Instagram o número de votos recebidos na...

Eduardo Braga será relator do Orçamento da União de 2027

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) será o relator-geral do Orçamento da União de 2027. A escolha foi anunciada nesta terça-feira (3/11), após reunião de...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]