Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

De quem Cabo Daciolo pode “roubar” os votos no Amazonas?

De onde sairão os votos de Cabo Daciolo e, principalmente, de quem ele pode tirar esses votos?

Em 2018, quando concorreu à Presidência pelo Patriota, Daciolo teve 31.107 votos no Amazonas, equivalentes a 1,68% dos votos válidos, ficando em quarto lugar no Estado. Nacionalmente, foram 1,34 milhão de votos, ou 1,26%.

O dado mais interessante está na concentração. Manaus respondeu por 26.289 votos, ou 2,43% dos votos válidos da capital, enquanto em Presidente Figueiredo chegou a 1,97%, Iranduba a 1,90% e Manacapuru a 1,72%.

Isso ajuda a entender o fenômeno Daciolo no Amazonas. Não se trata de uma votação gigantesca, mas de um voto de identidade. É aquele eleitor que pode não seguir integralmente a lógica partidária tradicional e procura um candidato com discurso mais contundente, religioso, antissistema e de enfrentamento.

E aí está o ponto de atenção para a eleição de 2026.

Se Daciolo conseguir transformar essa identidade em uma candidatura competitiva no Amazonas e alcançar algo na faixa de 50 mil a 100 mil votos, o impacto não precisa ser suficiente para colocá-lo no segundo turno. Basta ser suficiente para mexer na matemática dos candidatos que já estão disputando a segunda vaga.

O voto de daciolo não é necessariamente “transferível”

Existe uma diferença importante entre influência política e transferência automática de votos.

Um candidato pode ter uma base fiel, mas isso não significa que 100% desse eleitorado seguirá sua indicação para outro cargo. O eleitor pode votar em um candidato para presidente, escolher outro para governador, outro para senador e ainda fazer uma escolha completamente diferente para deputado.

É justamente por isso que a comparação com figuras de forte votação local precisa ser feita com cuidado.

O eleitor que se identifica com um discurso mais duro, conservador ou antissistema pode até compartilhar determinadas bandeiras com outros candidatos, mas isso não significa que automaticamente irá migrar para eles.

E quem pode perder?

É aí que fica mais interessante.

Pelo perfil de 2018, Daciolo mostrou capacidade de conversar com um eleitorado que não estava necessariamente preso às candidaturas tradicionais. No Amazonas, sua votação foi proporcionalmente mais forte em Manaus, onde alcançou 2,43% dos votos válidos.

Isso coloca uma pergunta importante para a eleição de 2026: se Daciolo aparecer com discurso forte entre o eleitor conservador, religioso e antissistema, quem estará dividindo esse mesmo eleitorado com ele?

Essa é a conta que partidos e candidatos precisam fazer.

O PL, por exemplo, pode ter uma estrutura competitiva e nomes com forte identificação conservadora. Mas uma coisa é o eleitor ser de direita ou conservador. Outra é ele se identificar especificamente com determinado candidato.

E Daciolo tem uma característica que pode dificultar essa transferência: ele próprio é uma marca política.

Em 2018, mesmo com uma candidatura considerada alternativa e pouco tempo de exposição em comparação com os principais concorrentes, conseguiu 31 mil votos no Amazonas. Em Manaus, chegou a superar sua própria média estadual com 2,43%.

A matemática dos 50 mil ou 100 mil votos

Aqui está o verdadeiro risco eleitoral.

Imagine uma disputa apertada pelo segundo turno. Um candidato precisa de determinado volume de votos para ultrapassar outro. Nesse cenário, 50 mil votos concentrados em um candidato outsider podem fazer uma diferença enorme.

Não é necessário que Daciolo seja favorito.

Não é necessário sequer que ele esteja próximo dos líderes.

Ele precisa apenas alcançar uma votação suficientemente grande para retirar votos de um bloco eleitoral que hoje está sendo disputado pelos candidatos que aparecem na frente.

É a velha matemática eleitoral: às vezes, um candidato não precisa ganhar a eleição para ser decisivo para o resultado dela.

O histórico mostra potencial, mas não garante 2026

Também é preciso colocar freio na empolgação.

Os 31.107 votos de Daciolo no Amazonas são de 2018, em uma eleição completamente diferente, marcada pela forte polarização entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad. Naquele pleito, Bolsonaro teve 43,48% no primeiro turno no Amazonas e Haddad, 40,30%.

Portanto, não seria correto simplesmente pegar os 1,68% de 2018 e projetar o mesmo percentual para 2026.

O que o resultado histórico demonstra é outra coisa: existe um antecedente eleitoral concreto de Daciolo no Amazonas e uma base mínima de reconhecimento, especialmente em Manaus.

E é justamente essa base que pode ganhar importância se a eleição para o Governo do Amazonas caminhar para uma disputa apertada.

O ponto central do bastidor

O debate, portanto, não deveria ser apenas “Daciolo tem votos para ganhar?”

A pergunta mais incômoda para os adversários é: “Quantos votos Daciolo precisa ter para impedir que alguém chegue ao segundo turno?”

Em 2018, ele teve 31 mil votos no Amazonas. Se em 2026 conseguir multiplicar essa votação e chegar a uma faixa de dezenas de milhares de votos, poderá se transformar em um candidato com peso desproporcional ao seu tamanho nas pesquisas.

Porque, em uma eleição apertada, não é apenas quem chega na frente que importa. Também importa quem está crescendo no meio do caminho e de qual candidato esse crescimento está retirando votos.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

De onde sairão os votos de Cabo Daciolo e, principalmente, de quem ele pode tirar esses votos?

Em 2018, quando concorreu à Presidência pelo Patriota, Daciolo teve 31.107 votos no Amazonas, equivalentes a 1,68% dos votos válidos, ficando em quarto lugar no Estado. Nacionalmente, foram 1,34 milhão de votos, ou 1,26%.

O dado mais interessante está na concentração. Manaus respondeu por 26.289 votos, ou 2,43% dos votos válidos da capital, enquanto em Presidente Figueiredo chegou a 1,97%, Iranduba a 1,90% e Manacapuru a 1,72%.

Isso ajuda a entender o fenômeno Daciolo no Amazonas. Não se trata de uma votação gigantesca, mas de um voto de identidade. É aquele eleitor que pode não seguir integralmente a lógica partidária tradicional e procura um candidato com discurso mais contundente, religioso, antissistema e de enfrentamento.

E aí está o ponto de atenção para a eleição de 2026.

Se Daciolo conseguir transformar essa identidade em uma candidatura competitiva no Amazonas e alcançar algo na faixa de 50 mil a 100 mil votos, o impacto não precisa ser suficiente para colocá-lo no segundo turno. Basta ser suficiente para mexer na matemática dos candidatos que já estão disputando a segunda vaga.

O voto de daciolo não é necessariamente “transferível”

Existe uma diferença importante entre influência política e transferência automática de votos.

Um candidato pode ter uma base fiel, mas isso não significa que 100% desse eleitorado seguirá sua indicação para outro cargo. O eleitor pode votar em um candidato para presidente, escolher outro para governador, outro para senador e ainda fazer uma escolha completamente diferente para deputado.

É justamente por isso que a comparação com figuras de forte votação local precisa ser feita com cuidado.

O eleitor que se identifica com um discurso mais duro, conservador ou antissistema pode até compartilhar determinadas bandeiras com outros candidatos, mas isso não significa que automaticamente irá migrar para eles.

E quem pode perder?

É aí que fica mais interessante.

Pelo perfil de 2018, Daciolo mostrou capacidade de conversar com um eleitorado que não estava necessariamente preso às candidaturas tradicionais. No Amazonas, sua votação foi proporcionalmente mais forte em Manaus, onde alcançou 2,43% dos votos válidos.

Isso coloca uma pergunta importante para a eleição de 2026: se Daciolo aparecer com discurso forte entre o eleitor conservador, religioso e antissistema, quem estará dividindo esse mesmo eleitorado com ele?

Essa é a conta que partidos e candidatos precisam fazer.

O PL, por exemplo, pode ter uma estrutura competitiva e nomes com forte identificação conservadora. Mas uma coisa é o eleitor ser de direita ou conservador. Outra é ele se identificar especificamente com determinado candidato.

E Daciolo tem uma característica que pode dificultar essa transferência: ele próprio é uma marca política.

Em 2018, mesmo com uma candidatura considerada alternativa e pouco tempo de exposição em comparação com os principais concorrentes, conseguiu 31 mil votos no Amazonas. Em Manaus, chegou a superar sua própria média estadual com 2,43%.

A matemática dos 50 mil ou 100 mil votos

Aqui está o verdadeiro risco eleitoral.

Imagine uma disputa apertada pelo segundo turno. Um candidato precisa de determinado volume de votos para ultrapassar outro. Nesse cenário, 50 mil votos concentrados em um candidato outsider podem fazer uma diferença enorme.

Não é necessário que Daciolo seja favorito.

Não é necessário sequer que ele esteja próximo dos líderes.

Ele precisa apenas alcançar uma votação suficientemente grande para retirar votos de um bloco eleitoral que hoje está sendo disputado pelos candidatos que aparecem na frente.

É a velha matemática eleitoral: às vezes, um candidato não precisa ganhar a eleição para ser decisivo para o resultado dela.

O histórico mostra potencial, mas não garante 2026

Também é preciso colocar freio na empolgação.

Os 31.107 votos de Daciolo no Amazonas são de 2018, em uma eleição completamente diferente, marcada pela forte polarização entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad. Naquele pleito, Bolsonaro teve 43,48% no primeiro turno no Amazonas e Haddad, 40,30%.

Portanto, não seria correto simplesmente pegar os 1,68% de 2018 e projetar o mesmo percentual para 2026.

O que o resultado histórico demonstra é outra coisa: existe um antecedente eleitoral concreto de Daciolo no Amazonas e uma base mínima de reconhecimento, especialmente em Manaus.

E é justamente essa base que pode ganhar importância se a eleição para o Governo do Amazonas caminhar para uma disputa apertada.

O ponto central do bastidor

O debate, portanto, não deveria ser apenas “Daciolo tem votos para ganhar?”

A pergunta mais incômoda para os adversários é: “Quantos votos Daciolo precisa ter para impedir que alguém chegue ao segundo turno?”

Em 2018, ele teve 31 mil votos no Amazonas. Se em 2026 conseguir multiplicar essa votação e chegar a uma faixa de dezenas de milhares de votos, poderá se transformar em um candidato com peso desproporcional ao seu tamanho nas pesquisas.

Porque, em uma eleição apertada, não é apenas quem chega na frente que importa. Também importa quem está crescendo no meio do caminho e de qual candidato esse crescimento está retirando votos.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Michelle diz que reduziu atividades de campanha para cuidar de Bolsonaro

A senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL) afirmou que precisou reduzir sua participação nas atividades de campanha para acompanhar de perto os cuidados com o...

PL Amazonas reúne com Valdemar Costa Neto e define rumo para 2º turno

O PL Amazonas reuniu em Brasília, nesta quarta-feira (7/10), as principais lideranças do partido no estado para definir a estratégia para o segundo turno...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

PSB Amazonas declara apoio a Omar Aziz no segundo turno

O Partido Socialista Brasileiro no Amazonas (PSB Amazonas) declarou apoio a Omar Aziz (PSD) e Alessandra Campelo (PSD) na disputa pelo Governo do Amazonas...

Federação União Progressista anuncia neutralidade no 2º turno ao governo do Amazonas

O governador Roberto Cidade e o ex-governador Wilson Lima, principais lideranças da Federação União Progressista (União Brasil e PP) no Amazonas, decidiram não apoiar...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Flávio diz que mudança na Constituição se refere à maioridade penal e fim da reeleição

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (7/10) que pretende propor mudanças na Constituição Federal caso seja eleito no...

Quando começa o horário eleitoral do 2º turno? Veja quem aparece primeiro na TV

O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão será retomado nesta sexta-feira (9) para o segundo turno das Eleições 2026. A propaganda segue...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Michelle diz que reduziu atividades de campanha para cuidar de Bolsonaro

A senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL) afirmou que precisou reduzir sua participação nas atividades de campanha para acompanhar de perto os cuidados com o...

PL Amazonas reúne com Valdemar Costa Neto e define rumo para 2º turno

O PL Amazonas reuniu em Brasília, nesta quarta-feira (7/10), as principais lideranças do partido no estado para definir a estratégia para o segundo turno...

PSB Amazonas declara apoio a Omar Aziz no segundo turno

O Partido Socialista Brasileiro no Amazonas (PSB Amazonas) declarou apoio a Omar Aziz (PSD) e Alessandra Campelo (PSD) na disputa pelo Governo do Amazonas...

Federação União Progressista anuncia neutralidade no 2º turno ao governo do Amazonas

O governador Roberto Cidade e o ex-governador Wilson Lima, principais lideranças da Federação União Progressista (União Brasil e PP) no Amazonas, decidiram não apoiar...

Flávio diz que mudança na Constituição se refere à maioridade penal e fim da reeleição

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (7/10) que pretende propor mudanças na Constituição Federal caso seja eleito no...

Quando começa o horário eleitoral do 2º turno? Veja quem aparece primeiro na TV

O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão será retomado nesta sexta-feira (9) para o segundo turno das Eleições 2026. A propaganda segue...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]