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Em discurso, Tadeu de Souza acena para David Almeida, ‘amigo e irmão’ que não foi à cerimônia

Nesta terça-feira (9/12), o vice-governador do Amazonas Tadeu de Souza, fez um discurso mirado no “orgulho de servir” ao receber a Medalha Ouro da Cidade de Manaus, na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Mesmo fazendo um breve resumo de sua trajetória, Souza começou seu pronunciamento resgatando a infância em Manacapuru e nos igarapés da zona Sul da capital, destacando um passado marcado pela pobreza e pela construção de vínculos duradouros.

No púlpito, entre os vínculos reforçados por Tadeu, ele citou o prefeito David Almeida como amigo e irmão de longa data.

“Ali, eu vivia a dura realidade periférica dos anos 80… Foi nesse ambiente que construí amizades para a vida inteira, entre elas a do nosso prefeito e meu irmão de caminhada”, afirmou, num aceno calculado ao aliado ausente.

Almeida não compareceu ao evento, por estar em uma agenda externa, entregando a escola municipal Waldir Garcia, localizada na travessa Pico das Águas, bairro São Geraldo, zona Centro-Sul da cidade. O vice-prefeito, Renato Junior, também não compareceu à cerimônia. Quem representou o Executivo Municipal foi Marcos Rotta, secretário da Casa Civil.

O momento ganhou um clima de bastidor político. O vice-governador fez questão de demonstrar que não buscava “criar uma narrativa melodramática”, mas reforçar que a visão dele sobre o serviço público nasceu das dificuldades que ambos enfrentaram na juventude.

A ausência de David, embora oficialmente atribuída à agenda, não passou despercebida no plenário. O discurso de Tadeu, carregado de memória, afeto e sutileza política, acabou funcionando como uma tentativa pública de reafirmar a sintonia entre os dois, mesmo diante das especulações que circulam nos bastidores sobre possíveis distanciamentos recentes.

Leia o trecho do discurso:

“Foi primeiro na beira do rio, em Manacapuru, e depois na beira dos igarapés, na zona Sul de Manaus. Ali, eu vivia a dura realidade periférica dos anos 80, num pedaço da capital onde as conquistas eram escassas, mas os sonhos eram enormes. Nada vinha fácil, mas tudo tinha sentido. Foi nesse ambiente que construí amizades para a vida inteira, entre elas a do nosso prefeito e meu irmão de caminhada, David Almeida. Crescemos juntos, dividindo vivências, preocupações, enfrentando a pobreza que fez a gente amadurecer cedo. Não trago essa lembrança para despertar a pena ou criar um ambiente de um enredo de superação artificial. Trago porque é dali que nasceu tudo. A minha forma de ver a vida, a minha sensibilidade para com o outro, a crença de que o serviço público precisa ser digno de quem depende dele”, disse Tadeu de Souza.

Veja o momento:

Outras figuras que marcaram presença foram:

Gedeão Amorim, ex-vereador (CMM)

Tony Medeiros, presidente da Concultura

Euler Ribeiro, ex-deputado federal

João Thomé, ex-deputado federal

Sabá Reis, secretário municipal de Limpeza Pública

Francisco Souza, ex-deputado estadual

Alonso Oliveira, secretário da Semtepi Manaus

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Nesta terça-feira (9/12), o vice-governador do Amazonas Tadeu de Souza, fez um discurso mirado no “orgulho de servir” ao receber a Medalha Ouro da Cidade de Manaus, na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Mesmo fazendo um breve resumo de sua trajetória, Souza começou seu pronunciamento resgatando a infância em Manacapuru e nos igarapés da zona Sul da capital, destacando um passado marcado pela pobreza e pela construção de vínculos duradouros.

No púlpito, entre os vínculos reforçados por Tadeu, ele citou o prefeito David Almeida como amigo e irmão de longa data.

“Ali, eu vivia a dura realidade periférica dos anos 80… Foi nesse ambiente que construí amizades para a vida inteira, entre elas a do nosso prefeito e meu irmão de caminhada”, afirmou, num aceno calculado ao aliado ausente.

Almeida não compareceu ao evento, por estar em uma agenda externa, entregando a escola municipal Waldir Garcia, localizada na travessa Pico das Águas, bairro São Geraldo, zona Centro-Sul da cidade. O vice-prefeito, Renato Junior, também não compareceu à cerimônia. Quem representou o Executivo Municipal foi Marcos Rotta, secretário da Casa Civil.

O momento ganhou um clima de bastidor político. O vice-governador fez questão de demonstrar que não buscava “criar uma narrativa melodramática”, mas reforçar que a visão dele sobre o serviço público nasceu das dificuldades que ambos enfrentaram na juventude.

A ausência de David, embora oficialmente atribuída à agenda, não passou despercebida no plenário. O discurso de Tadeu, carregado de memória, afeto e sutileza política, acabou funcionando como uma tentativa pública de reafirmar a sintonia entre os dois, mesmo diante das especulações que circulam nos bastidores sobre possíveis distanciamentos recentes.

Leia o trecho do discurso:

“Foi primeiro na beira do rio, em Manacapuru, e depois na beira dos igarapés, na zona Sul de Manaus. Ali, eu vivia a dura realidade periférica dos anos 80, num pedaço da capital onde as conquistas eram escassas, mas os sonhos eram enormes. Nada vinha fácil, mas tudo tinha sentido. Foi nesse ambiente que construí amizades para a vida inteira, entre elas a do nosso prefeito e meu irmão de caminhada, David Almeida. Crescemos juntos, dividindo vivências, preocupações, enfrentando a pobreza que fez a gente amadurecer cedo. Não trago essa lembrança para despertar a pena ou criar um ambiente de um enredo de superação artificial. Trago porque é dali que nasceu tudo. A minha forma de ver a vida, a minha sensibilidade para com o outro, a crença de que o serviço público precisa ser digno de quem depende dele”, disse Tadeu de Souza.

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