O eleitorado do Amazonas está envelhecendo, e essa mudança já precisa entrar na conta de quem disputa o Governo do Estado. Cerca de 420 mil eleitores amazonenses têm 60 anos ou mais, o equivalente a aproximadamente 15% dos 2.801.182 eleitores aptos a votar em 2026.
É um contingente grande o suficiente para não ser tratado apenas como um recorte demográfico. Em uma eleição disputada por sete candidatos, o crescimento desse grupo acrescenta uma nova característica ao perfil do eleitor que as campanhas precisam considerar.
O eleitorado brasileiro também mudou
O cenário do Amazonas acompanha uma transformação nacional. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Brasil passou de 32,89 milhões de eleitores com 60 anos ou mais em 2022 para 37,46 milhões em 2026. São 4,57 milhões de eleitores a mais nessa faixa etária, que passou de 21,02% para 23,60% do eleitorado.
Ao mesmo tempo, o número de eleitores de 21 a 34 anos caiu de 43,82 milhões para 41,04 milhões. Os números mostram que não é apenas a população que está envelhecendo: a própria composição do eleitorado que chega às urnas está mudando.
No Amazonas, os cerca de 420 mil eleitores com 60 anos ou mais representam aproximadamente um em cada sete eleitores. É uma parcela que, pelo tamanho, já tem peso na leitura da disputa.
O envelhecimento também aparece entre os candidatos
Há ainda uma particularidade desse eleitorado. A partir dos 70 anos, o voto deixa de ser obrigatório. Assim, parte dos cerca de 420 mil eleitores idosos já está em uma faixa na qual a participação eleitoral é facultativa. Para quem tem mais de 80 anos, a legislação garante prioridade absoluta nos locais de votação.
A própria disputa pelo governo também reúne candidatos idosos. Maria do Carmo Seffair, do PL, tem 66 anos, e Omar Aziz, do PSD, 68. Os demais candidatos estão abaixo dos 60 anos: Cabo Daciolo tem 50, David Almeida, 57, Gilberto Vasconcelos, 59, Isael Munduruku, 48, e Roberto Cidade, 40. O vice de Cidade, Serafim Corrêa, tem 79 anos.
O eleitorado idoso, portanto, não é apenas mais uma estatística das eleições de 2026. O crescimento desse grupo acompanha uma mudança na estrutura etária do eleitorado e coloca o envelhecimento como uma característica que as campanhas precisam considerar agora e nos próximos pleitos.
