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Pesquisa por pesquisa, a eleição para o Senado ficou ainda mais imprevisível

A corrida pelas duas vagas do Amazonas no Senado revelou a divergência entre duas pesquisas divulgadas em sequência e mudou a narrativa de uma liderança aparentemente consolidada, mostrando que na verdade, não existe um favorito, mas uma disputa acirrada.

Na Quaest, divulgada na terça-feira (25/8), Eduardo Braga (MDB) aparece na liderança, com 25% das intenções de voto. Capitão Alberto Neto (PL) tem 16%, Plínio Valério (PSDB), 13%, e Wilson Lima (União Brasil), 12%. Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, Alberto, Plínio e Wilson estão tecnicamente empatados na disputa pela segunda vaga.

No dia seguinte, porém, a Real Time Big Data apresentou um cenário diferente. Alberto Neto aparece em primeiro, com 24%, seguido por Wilson Lima, com 19%, Eduardo Braga, com 18%, e Plínio Valério, com 14%. Wilson e Braga ficam tecnicamente empatados dentro da margem de erro de dois pontos.

É justamente aí que está o principal dado político da semana.

Não é uma queda de Braga nem uma disparada de Alberto

Seria errado dizer que Eduardo Braga perdeu sete pontos ou que Alberto Neto ganhou oito pontos em apenas um dia.

Os levantamentos foram feitos por institutos diferentes e possuem metodologias e margens de erro distintas. A Quaest entrevistou 804 eleitores entre os dias 21 e 24 de agosto, enquanto a Real Time ouviu 1.600 pessoas entre 21 e 25 de agosto.

Por isso, a leitura mais segura não está na comparação direta entre percentuais, mas na fotografia que os dois levantamentos produzem sobre a corrida. E essa fotografia mostra uma eleição aberta.

Na Quaest, Braga aparece isolado na frente e três nomes brigam pela segunda cadeira: Alberto Neto, Plínio Valério e Wilson Lima.

Na Real Time, Alberto Neto assume a liderança e Wilson Lima e Eduardo Braga aparecem tecnicamente empatados logo atrás. Plínio, com 14%, continua próximo do grupo da frente.

Ou seja, não existe, neste momento, uma liderança consensual nas pesquisas.

A segunda vaga vira o foco

Os números da Quaest ajudam a entender por que a segunda cadeira pode ser tão disputada.

Quando o instituto separa o primeiro e o segundo voto, Braga aparece com 32% para a primeira vaga, seguido por Alberto Neto, com 21%. Wilson Lima tem 14% e Plínio Valério, 10%. Já na segunda vaga, Braga aparece com 18%, Plínio com 16%, Alberto Neto com 11% e Wilson Lima com 10%.

Esse recorte mostra uma eleição diferente daquela apresentada apenas pelo ranking geral.

Braga tem força para aparecer nas duas escolhas, enquanto Plínio ganha espaço no chamado segundo voto. Alberto Neto e Wilson Lima também permanecem dentro de uma faixa competitiva.

Na Real Time, o desenho também reforça a importância dos dois votos. Alberto Neto aparece com 28% no primeiro voto, contra 23% de Braga, 19% de Wilson e 13% de Plínio. No segundo voto, Alberto tem 20%, Wilson 18%, Plínio 15% e Braga 13%.

Isso ajuda a explicar por que a eleição para o Senado não pode ser analisada simplesmente como uma disputa pelo primeiro lugar. São duas vagas e dois votos.

Quem conseguir atravessar eleitorados pode levar a segunda cadeira

O cenário coloca uma questão estratégica para as campanhas: não basta ter um eleitorado fiel. Será necessário também conquistar o eleitor que ainda está procurando uma segunda opção.

Na Quaest, 43% dos entrevistados afirmaram que ainda podem mudar o voto até a eleição, enquanto 56% consideram sua escolha definitiva. Além disso, 17% aparecem como indecisos no resultado consolidado e outros 12% dizem votar branco, nulo ou não votar.

Na pesquisa espontânea, o cenário é ainda mais aberto. Sem a apresentação dos nomes, 74% dos eleitores não souberam indicar um candidato ao Senado. Braga aparece com 7%, enquanto Alberto Neto, Plínio Valério e Wilson Lima têm 3% cada.

Isso significa que existe um enorme espaço para as campanhas disputarem. A eleição, portanto, está longe de ser uma corrida definida.

O que as duas pesquisas realmente dizem?

As pesquisas não entregaram um favorito absoluto. Entregaram uma disputa aberta. E, em uma eleição na qual cada eleitor poderá escolher dois nomes para o Senado, a capacidade de conquistar o chamado segundo voto pode ser tão importante quanto a força do primeiro.

Até 4 de outubro, as campanhas terão de transformar intenção de voto em voto consolidado. E, pelo que mostram os dois levantamentos desta semana, a briga pelo Senado no Amazonas promete ser uma das disputas mais imprevisíveis da eleição.

OS NÚMEROS

Candidato Quaest Real Time
Eduardo Braga 25% 18%
Capitão Alberto Neto 16% 24%
Wilson Lima 12% 19%
Plínio Valério 13% 14%
Professora Evany 3% 3%
Ismael Munduruku 1% 5%
Xuxa do Amazonas 1% 2%
Dailson Corrêa 0% 1%
Evandro de Oliveira 0% 1%

 

Metodologia: Quaest ouviu 804 eleitores entre 21 e 24 de agosto, com margem de erro de 3 pontos percentuais e 95% de confiança. A Real Time Big Data entrevistou 1.600 eleitores entre 21 e 25 de agosto, com margem de erro de 2 pontos percentuais e 95% de confiança.

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A corrida pelas duas vagas do Amazonas no Senado revelou a divergência entre duas pesquisas divulgadas em sequência e mudou a narrativa de uma liderança aparentemente consolidada, mostrando que na verdade, não existe um favorito, mas uma disputa acirrada.

Na Quaest, divulgada na terça-feira (25/8), Eduardo Braga (MDB) aparece na liderança, com 25% das intenções de voto. Capitão Alberto Neto (PL) tem 16%, Plínio Valério (PSDB), 13%, e Wilson Lima (União Brasil), 12%. Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, Alberto, Plínio e Wilson estão tecnicamente empatados na disputa pela segunda vaga.

No dia seguinte, porém, a Real Time Big Data apresentou um cenário diferente. Alberto Neto aparece em primeiro, com 24%, seguido por Wilson Lima, com 19%, Eduardo Braga, com 18%, e Plínio Valério, com 14%. Wilson e Braga ficam tecnicamente empatados dentro da margem de erro de dois pontos.

É justamente aí que está o principal dado político da semana.

Não é uma queda de Braga nem uma disparada de Alberto

Seria errado dizer que Eduardo Braga perdeu sete pontos ou que Alberto Neto ganhou oito pontos em apenas um dia.

Os levantamentos foram feitos por institutos diferentes e possuem metodologias e margens de erro distintas. A Quaest entrevistou 804 eleitores entre os dias 21 e 24 de agosto, enquanto a Real Time ouviu 1.600 pessoas entre 21 e 25 de agosto.

Por isso, a leitura mais segura não está na comparação direta entre percentuais, mas na fotografia que os dois levantamentos produzem sobre a corrida. E essa fotografia mostra uma eleição aberta.

Na Quaest, Braga aparece isolado na frente e três nomes brigam pela segunda cadeira: Alberto Neto, Plínio Valério e Wilson Lima.

Na Real Time, Alberto Neto assume a liderança e Wilson Lima e Eduardo Braga aparecem tecnicamente empatados logo atrás. Plínio, com 14%, continua próximo do grupo da frente.

Ou seja, não existe, neste momento, uma liderança consensual nas pesquisas.

A segunda vaga vira o foco

Os números da Quaest ajudam a entender por que a segunda cadeira pode ser tão disputada.

Quando o instituto separa o primeiro e o segundo voto, Braga aparece com 32% para a primeira vaga, seguido por Alberto Neto, com 21%. Wilson Lima tem 14% e Plínio Valério, 10%. Já na segunda vaga, Braga aparece com 18%, Plínio com 16%, Alberto Neto com 11% e Wilson Lima com 10%.

Esse recorte mostra uma eleição diferente daquela apresentada apenas pelo ranking geral.

Braga tem força para aparecer nas duas escolhas, enquanto Plínio ganha espaço no chamado segundo voto. Alberto Neto e Wilson Lima também permanecem dentro de uma faixa competitiva.

Na Real Time, o desenho também reforça a importância dos dois votos. Alberto Neto aparece com 28% no primeiro voto, contra 23% de Braga, 19% de Wilson e 13% de Plínio. No segundo voto, Alberto tem 20%, Wilson 18%, Plínio 15% e Braga 13%.

Isso ajuda a explicar por que a eleição para o Senado não pode ser analisada simplesmente como uma disputa pelo primeiro lugar. São duas vagas e dois votos.

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Na Quaest, 43% dos entrevistados afirmaram que ainda podem mudar o voto até a eleição, enquanto 56% consideram sua escolha definitiva. Além disso, 17% aparecem como indecisos no resultado consolidado e outros 12% dizem votar branco, nulo ou não votar.

Na pesquisa espontânea, o cenário é ainda mais aberto. Sem a apresentação dos nomes, 74% dos eleitores não souberam indicar um candidato ao Senado. Braga aparece com 7%, enquanto Alberto Neto, Plínio Valério e Wilson Lima têm 3% cada.

Isso significa que existe um enorme espaço para as campanhas disputarem. A eleição, portanto, está longe de ser uma corrida definida.

O que as duas pesquisas realmente dizem?

As pesquisas não entregaram um favorito absoluto. Entregaram uma disputa aberta. E, em uma eleição na qual cada eleitor poderá escolher dois nomes para o Senado, a capacidade de conquistar o chamado segundo voto pode ser tão importante quanto a força do primeiro.

Até 4 de outubro, as campanhas terão de transformar intenção de voto em voto consolidado. E, pelo que mostram os dois levantamentos desta semana, a briga pelo Senado no Amazonas promete ser uma das disputas mais imprevisíveis da eleição.

OS NÚMEROS

Candidato Quaest Real Time
Eduardo Braga 25% 18%
Capitão Alberto Neto 16% 24%
Wilson Lima 12% 19%
Plínio Valério 13% 14%
Professora Evany 3% 3%
Ismael Munduruku 1% 5%
Xuxa do Amazonas 1% 2%
Dailson Corrêa 0% 1%
Evandro de Oliveira 0% 1%

 

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