O deputado federal mais votado deste ano, Sargento Salazar (PL), deu sinais, nesta terça-feira (27/10), de que repetirá o “erro” de políticos eleitos para trabalhar em Brasília exercendo um mandato de “vereador federal”, de olho na Prefeitura de Manaus na eleição seguinte.
Usando o apelido com que batizou o prefeito Renato Junior (Avante), Salazar prometeu continuar fiscalizando a administração e deixou aberto um canal para a população denunciar os problemas.
O histórico dos campeões de voto
O último a adotar essa tática foi Amom Mandel (Republicanos), recordista de votos em 2022. Durante dois anos, ele fez marcação cerrada sobre o então prefeito David Almeida (Avante), mas na eleição de 2024 ficou em terceiro lugar.
Em 2020, foi a vez de Zé Ricardo (PT), o mais votado para a Câmara Federal em 2018, que fez marcação dura contra o então prefeito Arthur Neto antes de disputar a prefeitura. Zé Ricardo também ficou em terceiro.
Em 2014, houve uma pequena variação: o mais votado, Arthur Bisneto, por óbvio, não disputaria a prefeitura contra o próprio pai em 2016. Quem assumiu o papel foi o segundo colocado, deputado Silas Câmara (PSD), que ficou em terceiro lugar.
Em 2010, o mais votado foi Francisco Praciano (PT), que mirou as baterias contra o então governador Omar Aziz (PSD), pois desejava ser candidato ao Senado em 2014. Omar levou a melhor.
Assim, para 2012 a missão de preparar de Brasília uma candidatura à prefeitura coube à segunda colocada em 2010: Rebecca Garcia. Ela foi lançada candidata, mas desistiu após a revelação de um “grampo” com conversas íntimas dela.
Quem mais se aproximou da cadeira de prefeito com essa estratégia foi Carlos Souza (PP), o mais votado em 2006. Dois anos depois, após oposição dura ao então prefeito Serafim Corrêa, aceitou ser vice do vencedor da eleição de 2008, o ex-governador Amazonino Mendes.
