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Veja o que muda para o Brasil com o acordo UE-Mercosul em vigor

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia começou a valer de forma provisória nesta sexta-feira (1º) e já deve trazer impactos diretos e indiretos para o Brasil, desde preços no supermercado até oportunidades de exportação.

O que muda na prática

O acordo cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, conectando cerca de 700 milhões de consumidores. Na prática, isso significa menos tarifas (impostos) para a circulação de produtos entre os dois blocos.

Logo de início, mais de 80% das exportações brasileiras para a Europa passam a ter tarifa zerada. Do outro lado, cerca de 91% dos produtos europeus importados pelo Brasil também terão redução de impostos ao longo do tempo.

Impacto no bolso do brasileiro

Para o consumidor, a mudança mais perceptível deve ser a queda gradual de preços de produtos importados. Entre os itens que podem ficar mais baratos estão:

  • Vinhos
  • Azeites
  • Queijos e outros laticínios
  • Frutas de clima temperado
  • Medicamentos
  • Veículos

Além disso, o acordo pode facilitar a chegada de novas marcas internacionais ao país, ampliando a oferta de produtos.

Especialistas apontam que o impacto nos preços não será imediato nem uniforme, já que fatores como o câmbio ainda influenciam os valores. Mesmo assim, há expectativa de redução indireta de custos, principalmente porque indústrias brasileiras poderão importar máquinas e insumos mais baratos.


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Ganhos para exportações brasileiras

O acordo também abre mais espaço para produtos brasileiros no mercado europeu. Entre os principais beneficiados estão:

  • Agronegócio (carne, frutas, açúcar)
  • Café solúvel
  • Óleos vegetais
  • Calçados

Alguns desses produtos terão acesso facilitado, enquanto outros, como carne e açúcar, entram com limites de exportação (cotas), mas ainda com taxas reduzidas.

Efeitos na economia

Estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indicam que o acordo pode gerar crescimento econômico ao longo dos anos. A projeção é de:

  • Aumento acumulado de 0,46% no PIB até 2040
  • Crescimento de 1,49% nos investimentos
  • Expansão das exportações em até US$ 11,6 bilhões

A tendência é que as importações cresçam primeiro, com a entrada de produtos europeus mais baratos, enquanto as exportações brasileiras ganham força de forma gradual.

Apesar do cenário positivo, o acordo também traz desafios: Setores industriais brasileiros podem enfrentar maior concorrência europeia, o acordo prevê exigências ambientais rigorosas e há salvaguardas que permitem à Europa suspender benefícios, especialmente no setor agrícola;

Além disso, como o acordo ainda é provisório, regras podem ser ajustadas ao longo do tempo, o que gera incertezas no curto prazo.

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  • Vinhos
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  • Queijos e outros laticínios
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  • Crescimento de 1,49% nos investimentos
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