Nos bastidores da política amazonense, a madrugada foi de reviravoltas.
O governador Wilson Lima e o vice Tadeu de Souza deixaram seus cargos, abrindo um novo capítulo no comando do Estado.
Com isso, quem assume interinamente é o presidente da Assembleia Legislativa, Roberto Cidade.
E é aqui que começa uma reviravolta.
Agora, cabe a Cidade convocar, em até 30 dias, uma eleição indireta que irá definir quem governa o Amazonas até 2026. Na prática, isso coloca o próprio Cidade como favorito.
Não por acaso. É ele que está à frente da Assembleia e tem influência direta sobre os deputados que participam dessa votação. O processo passa, essencialmente, pelo ambiente que ele próprio controla.
Se esse cenário se confirmar, Cidade deixa de ser apenas um nome na disputa e passa a jogar com a máquina na mão.
E isso reorganiza o tabuleiro político.
Até então, o cenário mais evidente tinha três nomes disputando o Governo do Amazonas: Maria do Carmo, David Almeida e Omar Aziz.
Agora, surge um quarto jogador. E com vantagem estrutural: Roberto Cidade.
Um possível candidato que pode chegar à eleição já como governador, com poder de articulação, visibilidade e capacidade de reorganizar apoios, principalmente no interior.
Vale lembrar que esse sempre foi um dos principais ativos de Omar Aziz: o interior.
Do outro lado, a movimentação também abre novos caminhos.
Wilson Lima passa a ser um nome na disputa pelo Senado, com apoio da sua base política. A Câmara Federal também aparece como alternativa.
Já Tadeu de Souza entra no radar, com possibilidades tanto para deputado federal quanto estadual.
No fim, não foi só uma troca de comando.
Foi uma estratégia de reconfiguração completa do jogo político no Amazonas.
E, como todo bastidor antecipa, a eleição de 2026 começa muito antes do voto.