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Bons números de 2025 impulsionam otimismo dos agentes econômicos do Amazonas

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Bons números de 2025 impulsionam otimismo dos agentes econômicos do Amazonas
Faturamento do Polo Industrial de Manaus atinge R$ 147 bilhões em oito meses (Foto: EBC)

Os bons números da economia amazonense em 2025 devem impulsionar o crescimento em 2026, avaliam lideranças do Estado, que, no entanto, preveem a necessidade de ultrapassar alguns obstáculos, notadamente relativos à Reforma Tributária e as incertezas trazidas pelo conflito entre Estados Unidos e Venezuela e a crescente tensão entre os presidentes Donald Trump e Gustavo Petro, da Colômbia.

Para o secretário de Estado da Fazenda, Alex Del Giglio, a volatilidade econômica e a possível ocorrência de eventos climáticos extremos são fatores que podem impactar a economia amazonense, que terá também de conviver com o processo de implementação da Reforma Tributária.

Neste cenário, Del Giglio afirma que a prioridade da Sefaz será o fortalecimento da arrecadação e a qualificação do gasto público, assim como manter o trabalho de defesa do modelo Zona Franca de Manaus.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, avalia que as perspectivas para o setor industrial são muito boas, principalmente após a atualização do PPB dos aparelhos de ar-condicionado, o que ocorreu no último dia do ano com a publicação da portaria interministerial 156/2025.

“Apesar das rápidas mudanças tecnológicas e econômicas e a concorrência global, o Polo Industrial de Manaus seguirá competitivo, embora aja necessidade de mais investimentos público e privado em infraestrutura de transporte e logística”, afirmou Antonio Silva.

O presidente do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam), Lúcio Flávio Oliveira, disse que 2026 será um ano fundamental para a consolidação de um ambiente de negócios mais previsível e competitivo, com a indústria esperando avanços verdadeiros na simplificação tributária e redução do custo Brasil.


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Comércio acostumado a superar desafios

Para o presidente da Federação do Comércio do Amazonas (Fecomercio-AM), Aderson Frota, o novo ano vem cheio de desafios, mas o comércio local já se mostrou capaz de transpor qualquer obstáculo. Ele lembra, sobretudo, os desafios ultrapassados pelo comércio local durante a pandemia da Covid-19, em 2020, quando as lojas ficaram quase 180 dias fechadas.

“Neste sentido, o ano de 2026 será bem melhor e com amplas perspectivas de crescimento do nosso setor”, afirmou.

Segundo o economista Max Cohen, os indicadores da Confederação Nacional do Comércio revelam um quadro misto para a economia amazonense em 2026.

“A confiança do empresário do comércio (ICEC), em novembro, permanece em zona otimista (115,9 pontos), sustentada por expectativas futuras elevadas, mas as condições atuais seguem frágeis. Do lado das famílias, o consumo ainda se mantém acima da linha de satisfação (ICF em 119,8 pontos), apoiado por mercado de trabalho sólido, porém, o acesso ao crédito deteriora-se, com forte queda no indicador de compra a prazo e elevado endividamento: 87,1% das famílias endividadas e 46,4% com contas em atraso, o que limita a expansão futura do consumo”, analisou Cohen.