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Preço do café deve cair no segundo semestre, projeta Ministério da Fazenda

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Preço do café deve cair no segundo semestre, projeta Ministério da Fazenda
(Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O bolso do consumidor brasileiro deve sentir um alívio no preço do café a partir da segunda metade de 2026. Segundo análise da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, a combinação de uma safra recorde no Brasil com o aumento da produção em países como Vietnã, Indonésia e Colômbia deve forçar a queda dos preços no atacado e no varejo.

Os pilares da queda de preços

  • Oferta Global em Alta: O aumento da produção nos principais países exportadores ajuda a recompor os estoques mundiais, que estavam em níveis historicamente baixos.

  • Concentração da Colheita: O impacto mais visível nos supermercados é esperado para o segundo semestre, período de maior volume de colheita no Brasil.

  • Estabilização do Câmbio: Com o real menos depreciado, a pressão da “dolarização” dos preços internos diminui, afastando riscos de desabastecimento ou novos picos de inflação.


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Impacto na Inflação e no PIB

A Fazenda estima que o IPCA (inflação oficial) recue de 4,3% (2025) para 3,6% em 2026. O café será um aliado nesse processo, com possibilidade real de deflação (queda de preços) do item ao longo do ano. Além disso, a alta produtividade do grão deve sustentar o PIB agropecuário, compensando o crescimento mais tímido do setor em comparação ao ano anterior.

Fatores de Atenção

Apesar do otimismo, a SPE ressalta que dois fatores podem limitar a intensidade da queda para o consumidor final:

  1. Custos de Produção: O recente aumento no preço dos fertilizantes no início de 2026 pode reduzir a margem de lucro dos produtores e frear repasses maiores.

  2. Transmissão Gradual: O recuo de preços no campo não chega instantaneamente às prateleiras, ocorrendo de forma cadenciada ao longo da cadeia produtiva.

(*) Com informações da CNN Brasil.