O ex-prefeito de Manaus e ex-senador Arthur Virgílio Neto, candidato a deputado federal pelo MDB, participou nesta quinta-feira (30/7) do programa Em Alta, da Rádio Antena 1 Manaus. Durante a entrevista, ele relembrou sua trajetória política, avaliou ações de suas gestões municipais e apresentou as bandeiras que pretende defender caso retorne ao Congresso Nacional.
Arthur destacou a proteção do Amazonas e da Zona Franca de Manaus como prioridades. Ele afirmou que já utilizou mecanismos dos regimentos internos da Câmara e do Senado para interromper a tramitação de propostas consideradas prejudiciais ao modelo econômico amazonense.
“Vocês querem parar o meu estado, eu vou parar o Brasil”, declarou, ao recordar embates no Congresso. Segundo Arthur, a Zona Franca é essencial para a geração de empregos diretos e indiretos no Amazonas. Apesar da firmeza nas disputas, ele ressaltou que não considera adversários políticos necessariamente como inimigos.
O candidato também citou a defesa da Floresta Amazônica, o combate à violência contra a mulher e a segurança pública entre suas principais pautas. Arthur classificou como “covarde” qualquer homem que agrida uma mulher, independentemente de sua profissão ou posição social. Na segurança, defendeu políticas que respeitem os cidadãos e garantam tranquilidade às famílias.
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Durante a entrevista, Arthur relembrou ainda a disputa pelo Governo do Amazonas em 1986, contra Amazonino Mendes. Questionado se mantém o perfil firme demonstrado nos debates daquela época, respondeu estar mais maduro, mas ainda disposto a defender suas ideias. “Meus deveres são, basicamente, ser um bom brasileiro e um efetivo protetor do Amazonas, da Zona Franca e da grande Floresta Amazônica”, afirmou.
Ao comentar as declarações patrimoniais dos candidatos, o ex-senador disse não ser uma pessoa rica e negou ter utilizado a política para obter vantagens financeiras. “Nunca usei a política para ganhar dinheiro, nunca usei a política para fazer negociado”, declarou.
Arthur também avaliou ações realizadas quando comandou a Prefeitura de Manaus. Ele destacou a recuperação de avenidas e ruas secundárias, além da construção de novas vias. “Manaus virou um tapete”, disse.
Sobre a retirada de vendedores ambulantes das ruas do Centro, afirmou que a medida buscou reorganizar a região e proteger o comércio e a arrecadação. Como alternativa, citou a criação de camelódromos e do Shopping Popular Phelippe Daou. Ao reconhecer o retorno de ambulantes diante das dificuldades econômicas, defendeu que o poder público ofereça condições adequadas de trabalho.
