Antes mesmo da divulgação dos resultados das Eleições de 2026, as urnas eletrônicas utilizadas no Amazonas passam por procedimentos de fiscalização para verificar a integridade dos equipamentos e dos sistemas eleitorais. Neste ano, a Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM) acompanhou pela primeira vez os testes realizados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM).
A auditoria começou no sábado (3), com o sorteio das seções eleitorais que teriam as urnas submetidas aos procedimentos de verificação. Neste domingo (4), dia da votação, os equipamentos selecionados passaram pelos testes, acompanhados por entidades fiscalizadoras, partidos políticos e representantes da sociedade.
Ao todo, 23 urnas foram selecionadas no Amazonas. Dezoito passaram pelo Teste de Integridade sem Biometria, realizado em ambiente controlado, duas foram submetidas ao Teste de Integridade com Biometria e três passaram pelo Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais.
Como funciona a auditoria
O Teste de Integridade verifica se os votos registrados pela urna correspondem aos resultados apresentados pelo equipamento. Para isso, são simuladas votações e, ao final, os votos registrados são comparados com a totalização apresentada pela própria urna.
A conferência é feita voto a voto, permitindo verificar se as escolhas registradas durante o teste correspondem aos resultados contabilizados. O procedimento é realizado desde 2002 e, segundo as informações apresentadas durante a auditoria, nunca apresentou indícios de irregularidades.
O Teste de Integridade com Biometria acrescenta ao procedimento a identificação biométrica do eleitor. Já o Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais verifica os sistemas instalados nas urnas selecionadas.
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Participação da Defensoria
A participação da DPE-AM na fiscalização ocorreu pela primeira vez nas eleições deste ano. Durante o sorteio realizado no sábado, a 2ª subdefensora pública, Sarah Lobo, representou a instituição e selecionou uma das seções que seriam submetidas à auditoria.
Os procedimentos permitem que diferentes instituições acompanhem a verificação dos equipamentos utilizados na votação e confiram a correspondência entre os votos simulados e os resultados apresentados pelas urnas.
